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terça-feira, 29 de março de 2016
segunda-feira, 21 de março de 2016
Enfrentar a ofensiva do capital a partir das lutas dos trabalhadores
A
crise política e institucional brasileira vem se agravando de maneira
acelerada, com o aumento da fragilidade do governo e o deslocamento de
parcelas expressivas da burguesia para o campo do impeachment. Estamos
assistindo a uma disputa suja, própria do chamado estado democrático de direito,
onde o setor hegemônico da burguesia viola as regras e leis que ele
próprio instituiu, afrontando a Constituição e manipulando informações
para atingir seus interesses. A hipocrisia das classes dominantes
revela-se claramente no fato de o processo de impeachment ser comandado
por Eduardo Cunha, corrupto que já deveria estar na cadeia. Além disso,
mais de 100 parlamentares estão sendo investigados em função de graves
denúncias de corrupção, como Michel Temer, Aécio Neves, Renan Calheiros,
além de alguns governadores e outros políticos da ordem.
Os
setores que querem derrubar o governo são ainda mais conservadores e
buscam aplicar com rapidez o que o PT vem implementando de forma
gradual, para não contrariar parte de sua base social, formada por
sindicalistas e ativistas sociais. São as velhas oligarquias financeiras
ligadas ao capital internacional, os oligopólios industriais,
comerciais e de serviços, o agronegócio e todos aqueles que ganharam
rios de dinheiro com a política de conciliação de classes do governo
petista.
Diante
da crise econômica mundial e seus impactos no Brasil e da
impossibilidade de o PT continuar o apassivamento das massas, a
burguesia resolveu acabar com a terceirização e formar um governo “puro
sangue”. Essa constatação, no entanto, não nos leva a hipotecar
solidariedade a esse governo que, mesmo acossado pela direita,
sancionou, às vésperas das manifestações que chamou em sua própria
defesa, a Lei Antiterrorismo que, na prática, é semelhante à Lei de
Segurança Nacional dos tempos da ditadura e visa criminalizar e
perseguir os movimentos sociais.
A
articulação entre setores do judiciário, do parlamento, de empresários e
da mídia corporativa é uma grave ameaça às liberdades democráticas,
duramente conquistadas pelos trabalhadores, com destaque para a forma
incisiva e constante com que a rede Globo manipula as informações. Não é
a primeira vez que este monopólio se envolve em tramas sórdidas para
atender seus interesses e os daqueles que lhe financiam.
Lamentavelmente, ao longo de todo o ciclo petista esta organização foi
um das mais privilegiadas com verbas publicitárias do governo, que agora
reclama da forma como estão sendo veiculadas as informações, mas não
tomou nenhuma medida no sentido de restringir o poder dos oligopólios
midiáticos e promover a democratização dos meios de comunicação.
O
principal responsável por essa ofensiva da direita é o próprio Partido
dos Trabalhadores, que não só praticou nesse período uma política de
conciliação de classes, como desenvolveu a cooptação de lideranças
sindicais e de movimentos sociais e a despolitização das massas. O que
está acontecendo agora é resultado das opções políticas que o PT fez
nesses mais de 13 anos de governo. Vale lembrar que a burguesia possui
mecanismos suficientes para interferir na institucionalidade de acordo
com seus interesses. Portanto, o que está acontecendo, a rigor, não é um
golpe contra essa democracia, mas uma manobra da burguesia que não
precisa mais do PT para gerenciar o capitalismo. Desde o início, estamos
contra esse processo de impeachment porque entendemos que, seja qual
for o resultado, será contra os interesses dos trabalhadores.
Advertimos, no entanto, que as classes dominantes, diante do fato de que
os seus principais dirigentes políticos estão envolvidos com a
corrupção, aceleram o processo de impeachment para resolver rapidamente
esse problema político e, em seguida, abafar as outras denúncias contra
seus quadros.
Somos
visceralmente contra a corrupção e a promiscuidade que existe na
sociedade capitalista entre os interesses privados e públicos e
entendemos a indignação de amplos setores das massas com a corrupção que
se instalou, há muito tempo, em praticamente todas as esferas do
Estado. Mesmo levando em conta que a corrupção é da natureza do sistema
capitalista e que as forças conservadoras procuram por todos os meios
manipular a opinião pública em relação a este tema, exigimos que as
investigações sejam aprofundadas e que todos os envolvidos, sem exceção,
sejam punidos exemplarmente, independentemente da posição que ocupam no
governo, no Parlamento ou nas empresas.
Esse
governo, mesmo que escape do processo de impeachment, não vai mudar de
rumo. Ao contrário, está envolvido num círculo vicioso no qual, a cada
concessão que faz, a burguesia exige novas concessões. Se sobreviver,
seu destino é continuar implementando a política neoliberal. Qualquer
novo governo da burguesia poderá ser ainda mais prejudicial aos
trabalhadores. Em ambos os casos promoverão os ajustes e cortes de
direitos exigidos pelo capital; a diferença pode ser no tempo, na forma e
na intensidade.
Com
o acirramento da crise econômica, social e política, emerge um ciclo de
luta aberta entre capital e trabalho, processo que foi ofuscado e
apassivado pelos governos PT. Esse não é um momento para pessimismo,
perplexidade ou passividade. Os trabalhadores precisam confiar em sua
organização e mobilização para derrotar as forças reacionárias a serviço
do capitalismo.
Portanto,
esta é uma conjuntura especial em que um ciclo está se esgotando e
outro está nascendo. É o momento para se iniciar a reorganização de
todas as forças e partidos do campo socialista, do sindicalismo
classista, dos movimentos sociais da cidade e do campo e ambientais, dos
coletivos anticapitalistas e de todos aqueles que desejam e lutam por
uma sociedade justa e igualitária, constituindo um grande bloco de lutas
para enfrentar esta grave conjuntura. É preciso construir um programa
político de unificação dessas lutas, com a participação de todos, para
levar adiante a contraposição à ofensiva do capital e buscar uma
alternativa à esquerda para os trabalhadores, de forma a construir um
novo rumo para o País.
Comissão Política Nacional do PCB (21 de março de 2016)
Veja a Página do PCB – http://pcb.org.br/portal2/
quarta-feira, 16 de março de 2016
Nota da Unidade Classista distribuída na Assembleia do SindUTE/MG 16/03/2016
Em meio ao agravamento
da crise política, marcada pelo esgotamento do governo Dilma e a
degradação política e ideológica do Partido dos Trabalhadores
(PT) e seus satélites, foi deflagrada uma greve nacional da
educação, organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores
em Educação (CNTE), com a seguinte pauta: pelo cumprimento da lei
do Piso; contra a terceirização; contra a entrega das escolas às
organizações sociais (OSs); contra o parcelamento de salários;
contra a militarização das escolas públicas e contra a
reorganização das escolas.
Não obstante a
“filiação partidária” da CNTE e do Sind-UTE/MG ao Partido dos
Trabalhadores (que cobra do governo petista de Fernando Pimentel o
cumprimento do acordo assinado em 2015), os trabalhadores da educação
mais uma vez levantam a bandeira do NÃO À PERDA DE DIREITOS NA
“PÁTRIA EDUCADORA”!
Graves são os ataques
impetrados pelos governos contra a educação pelo Brasil afora:
governos que não cumprem a lei do Piso, que iludem a sociedade com
alternativas falaciosas, como o caso de Goiás com a administração
escolar feitas pelas Organizações Sociais (Oss), que na verdade são
organizações privadas, a militarização de escolas (Goiás e
Amazonas), reorganização de escolas (leia-se fechamento) em São
Paulo, agressões físicas e psicológicas brutais contra professores
em greve como no Paraná, e o parcelamento de salários em Minas e no
Rio de Janeiro.
Em Minas Gerais, o
governo de Pimentel, que se elegeu em decorrência do desgaste dos
governos do PSDB, apresentou à ALMG, depois de várias reuniões com
o sindicato, uma proposta de abono salarial em substituição ao
subsídio. Pior, anunciou e propagandeou que está pagando o Piso (o
que não seria mais do que sua obrigação) em um acordo histórico
com os trabalhadores da educação. E assim, mais uma vez fomos
enganados.
O que se vê na
educação pública em MG é que os governos de PT, PSDB, PMDB, etc,
se colocam de forma completamente servil às exigências da classe
dominante, com profundos cortes nos programas sociais para garantir o
pagamento dos juros aos rentistas.
A Unidade Classista
considera que o momento é de concentrar esforços para a mobilização
e a organização da classe trabalhadora em luta por suas demandas e
para construirmos a unidade de ação das forças anticapitalistas,
como condições para o enfrentamento da ofensiva contra os
interesses do proletariado e dos setores populares.
http://csunidadeclassista.blogspot.com.br
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
SP: Alckmin fecha 2700 salas de aula
50 alunos ou mais por sala de aula, escolas caindo aos pedaços, baixa
remuneração e nenhuma perspectiva de melhoria. O desafio de ser
professor no estado de São Paulo é enorme e a gratificação é
praticamente nula. As péssimas condições de trabalho implicam em
problemas de saúde nos profissionais e, os alunos, engarrafados entre
três paredes e um quadro negro, assistem ao desmonte de sua formação.
Definitivamente, o ano letivo não começou bem para a educação. Isso
porque, ao voltar das férias, grande parte do corpo docente percebeu que
teria que encarar salas com mais de 50 alunos, muitas vezes até mais.
Para o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São
Paulo (Apeoesp) o governo do PSDB liderado pelo governador Geraldo
Alckmin tem adotado uma prática de desmonte paulatino da educação ao
fechar salas das escolas estaduais com a justificativa que antes haviam
muitas salas vazias. Em alguns casos, as escolas teriam se recusado,
inclusive, a fazer o registro de solicitações de matrícula. Como se não
faltassem problemas, a Secretaria da Educação ainda deixou de repassar a
verba que deveria ter entregado no fim do ano passado para manutenção e
reforma das escolas.
Fechamento e superlotação
“Nós iniciamos o ano letivo assustados”, contou o professor de
história, Sílvio de Souza, que leciona na Escola Estadual Salim Farah
Maluf, na Zona Leste da capital. “Na escola em que eu trabalho tem
turmas do ensino regular, do fundamental 1, 2 e do ensino médio com
salas superlotadas. Os primeiros anos do ensino médio da escola onde eu
trabalho, à tarde, tem mais de 60 alunos. Tenho lista com 63 alunos, 62,
58... Quer dizer, eles pegam 180 alunos e dividem em 3 turmas.”
A superlotação das salas denunciada pelo professor não é arbitrária e
esse ano foi motivada pelo fechamento em massa de salas de aula. A
gravidade da situação ficou ainda mais patente quando, após diversas
denúncias de professores, um levantamento parcial realizado pelo
sindicato revelou que, entre 2014 e 2015, 3.000 salas foram fechadas
pela Secretaria da Educação. As regiões mais afetadas são Guarulhos,
onde 300 salas foram fechadas, e Santo Amaro, com 250 salas. Com isso,
os alunos acabam sendo agrupados nas salas restantes, o que resulta na
superlotação.
A prática de fechar turmas e lotar salas já era comum na Educação de
Jovens e Adultos (EJA) mas nunca fora aplicada em massa no ensino
regular. “Eu já trabalhei com turmas do EJA de anos anteriores que a
lista chegava a 90 alunos”, disse o professor. O que ocorria nos anos
interiores era o fechamento de 15 a 20 salas em cada 100 escolas. Agora,
apenas na diretoria de ensino Leste 3, que tem 77 escolas, houve mais
de 100 salas fechadas.
A determinação oficial da Secretaria é que no primeiro ciclo do
ensino fundamental haja 30 alunos por sala, no segundo ciclo, 35, e no
ensino médio, 40. No entanto, imagens das listas de alunos feitas pelos
professores tem comprovado que o que há na realidade são salas com 50,
70 e até 80 alunos.
Ensino prejudicado
No fim, a principal vítima da situação é o ensino, dado que, com a
quantidade de alunos em sala, é praticamente inviável que a aula ocorra.
“Como você consegue dar um atendimento individualizado, tirar uma
dúvida, conseguir estar mais presente com o aluno no cotidiano? É
impossível. A chamada é quase uma odisséia”, diz Silvio. Em muitos casos
os alunos nem conseguem entrar na sala, que com 40 alunos já esgotou
sua capacidade física. Por isso, segundo relatos de professores, a
primeira semana foi usada quase que exclusivamente para tentar fazer com
que todos os alunos coubessem nas salas designadas. Em algumas escolas,
os bancos do pátio foram levados para dentro para que os alunos
pudessem se sentar.
A consequência para os professores é ainda pior e pode levar a um
quadro de afastamento da profissão. Segundo Silvio, “é uma tortura.
Isso, inexoravelmente vai levar a um adoecimento maior dos professores.
Em um cotidiano de sobrecarga de trabalho você se estressa muito mais,
você tem que usar muito mais a voz, você tem uma quantidade de tarefas
maior, preparar atividades e corrigir trabalhos.”
Cortes
No fim do ano passado, a Secretaria de Educação enviou um ofício às
5.300 escolas do estado dizendo que, em função da necessidade de fechar
as contas, antes do fim do último mandato do governo de Geraldo Alckmin,
não seria repassada a verba destinada à compra de materiais de
escritório, limpeza e pequenas obras. Geralmente os colégios recebem,
anualmente, R$ 7.900,00. Com o corte, as escolas passaram a sofrer da
falta de materiais básicos como papel higiênico e sulfite.
O sindicato aponta como principal culpado pela situação precária nas
escolas o governo do PSDB no estado. Para a presidente da Apeoesp, Maria
Izabel Noronha, os gastos com a última eleição e a necessidade de
fechar as contas do governo estadual fizeram com que o governo enxugasse
a máquina. Tanto é que, assim que assumiu o novo mandato, o governador
tucano Geraldo Alckmin anunciou o corte de 10 mil vagas no ensino
técnico estadual, o que representa 50% de todas as vagas e o
contingenciamento de 3% do orçamento da pasta para educação, que
corresponde a cerca de R$ 850 milhões.
Mais do que isso, a presidente aponta que a própria ideologia do PSDB
faz com que se faça cortes no setor público: “Essa é a tônica do PSDB, a
lógica de estado deles é de estado mínimo. Aí qualquer probleminha que
aparece, onde eles vão mexer? Onde a população mais precisa, nos
serviços públicos, a educação, a saúde, a segurança. Eles não vão mexer
nas grandes obras. Isso vem desde 1995 quando pela primeira vez o
governador Mário Covas instituiu a reestruturação física das redes, a
título de dizer que com isso melhoraria a qualidade de ensino. E a
partir daí fomos assistindo esses 30 anos de tucanato no estado de São
Paulo com essa visão de gestão pública, fazendo com que amplos setores
da população paguem o preço.”
http://www.carosamigos.com.br/index.php/politica-2/4812-sp-alckmin-fecha-2700-salas-de-aula
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
'EUA, uma nação em declínio': maioria dos estudantes de escolas públicas vive na pobreza
Um novo estudo divulgado na sexta-feira mostra que mais da metade dos
estudantes matriculados nas escolas públicas americanas vive na
pobreza, um cálculo que o autor do relatório diz colocar os EUA no
caminho para o declínio social geral.
Publicado pela Fundação Educacional do Sul, a nova análise usou o
censo nacional mais recente disponível para confirmar que 51% dos
estudantes ao redor das escolas públicas da nação eram de baixa renda em
2013.
De acordo com o relatório:
Em 40 dos 50 estados, estudantes de baixa renda constituem não menos
que 40% de todas as crianças de escola pública. Em 21 estados, crianças
que ganhavam almoços gratuitos ou com preço reduzido eram a maioria dos
estudantes em 2013.
A maior parte dos estados com uma maioria de estudantes de baixa
renda é encontrada no Sul e no Oeste. 13 dos 21 estados com uma maioria
de estudantes de baixa renda em 2013 localizavam-se Sul, e 6 dos outros
21 estados no Oeste.
O Mississippi liderou a nação com a taxa mais alta: 71%, quase 3 em
cada 4 crianças de escola pública no Mississippi eram baixa renda. A
segunda taxa mais alta da nação foi encontrada no Novo México, onde 68%
de todos os estudantes de escola pública eram de baixa renda em 2013.
Em adição à documentação do número de estudantes que recebem alguma
forma de assistência do governo durante seu dia escolar, incluindo
programas chave que oferecem almoços gratuitos ou com preço reduzido, o
relatório deixa claro que a pobreza dentre os mais jovens da nação está
impactando diretamente e negativamente o aprendizado dos alunos e a
habilidade do sistema publico educacional de alcançar sua meta em
fornecer educação adequada para todos.
“Não podemos mais considerar os problemas e as necessidades dos
estudantes de baixa renda simplesmente como uma questão de justiça,” diz
o relatório. “Seus sucessos ou falhas nas escolas públicas vão
determinar o corpo inteiro do capital humano e do potencial educacional
que a nação possuirá no futuro. Sem aprimorar o apoio educacional que a
nação fornece aos seus estudantes de baixa renda - estudantes com as
maiores necessidades e usualmente o menor apoio - as tendências da
última década serão prolongadas para uma nação não em risco, mas uma
nação em declínio.”
Falando com o Washington Post, Michael A. Rebell da Campanha por
Igualdade Educacional na Faculdade de Professores na Universidade de
Columbia notou como a taxa de pobreza tem aumentado mesmo com alguns
indicadores econômicos tendo melhorado. “Nós sempre sabemos que esta é a
tendência, que chegaríamos a uma maioria, mas está aqui mais cedo do
que o esperado,” disse Rebell. “Muitas pessoas no topo estão se saindo
muito bem, mas as pessoas na base não estão se saindo bem mesmo. Essas
são as pessoas que têm mais filhos e que os mandam para as escolas
públicas.”
As descobertas mais recentes aparecem enquanto o Departamento de
Educação e os legisladores no Congresso começam um novo debate acerca da
reautorização do Ato da Educação Secundária e Elementar (ASEA), mais
conhecido pelas versões atualizadas ou programas apoiados por aquela lei
- Nenhuma Criança Deixada Para Trás (NCLB) sob o presidente George W.
Bush e o Corrida Para o Topo (RTTT) sob o presidente Obama.
Aqueles contrários ao programa, tanto democratas quanto republicanos,
por causa de seus testes padronizados buscando um alto rendimento,
estão esperando que a reautorização da ASEA seja sua próxima
oportunidade para apontar as falhas das solicitas codificadas em ambos
NCLB e RTTT.
Como Randi Weingarten, chefe da Federação Americana de Professores,
disse no inicio da semana passada em resposta a um discurso do
Secretário de Educação Arne Duncan: “Qualquer lei que não se refira aos
nossos maiores desafios - financiar desigualdade, segregação, os efeitos
da pobreza - irá falhar ao tentar transformar as nossas crianças e
escolas, que tanto necessitam.”
Ela continuou, “a política educacional federal atual - Nenhuma
Criança Deixada Para Trás, Corrida Para o Topo e desistências -
consagrou um foco no teste, não no aprendizado, especialmente testes com
alta participação e as consequências e sanções que surgem disso. Isso é
errado, e é por isso que existe uma chamada pela mudança. A estratégia
de abandono e a Corrida para o Topo exacerbaram a fixação por testes que
foi colocada pela NCLB, permitindo que as sanções e as consequências
ofuscassem todo o resto. [Baseado no discurso de Duncan], parece que o
secretário queira justificar e consagrar o status quo e isso é
preocupante.”
Em um artigo para a revista The Nation ano passado, os
experts em educação e pobreza Greg Kauffmann e Elaine Weiss descreveram
um corpo enorme de pesquisa que mostrou os vários fatores associados com
como a pobreza afeta o aprendizado, incluindo: a realização educacional
dos “familiares”; como os pais lêem, brincam e respondem às suas
crianças; a qualidade do cuidado e da educação antecipados; acesso
consistente à serviços de saúde mental e física e alimentos sadios.”
O que está faltando do debate amplo, de acordo com Kauffmann e Weis, é
a compreensão do “impacto da pobreza concentrada - e da segregação
econômica e racial - nas conquistas estudantis” e um contexto muito mais
amplo. “É hora de pararmos de ignorar [os impactos da pobreza e da
desigualdade educacionais],” eles escreveram. “As ultimas décadas viram a
polarização do crescimento de renda, com o 1% do topo colhendo a grande
maioria dos ganhos sociais, a classe média diminuindo, e os da base
perdendo o chão. Como resultado, a pobreza concentrada é mais potente e
relevante do que nunca.”
E de acordo com uma análise da SEF pela Education Week, as
taxas em crescimento de pobreza dentre os estudantes serão, e deveriam
ser, uma parte mais ampla do debate atual sobre políticas de educação:
As escolas têm sido confrontadas com os desafios da pobreza por anos,
mas cruzar o limiar da maioria certamente cria um ponto de conversação
poderoso em debates nos níveis local, estatal e federal sobre assuntos
que falam desde igualdade e responsabilidade a apoios estudantis.
“Essa pobreza aprofundada irá complicar as discussões políticas sobre
como educar os estudantes americanos, como pesquisas anteriores
mostraram, os estudante estão em risco acadêmico mais significativo em
escolas com 40% ou mais de concentração de pobreza,” escreveu a Education Week quando cobriu as tendências de crescimento da pobreza em 2013.
E, como a Rules for Engagement já reportou, famílias pobres estão
cada vez mais se mudando para os subúrbios e vivendo em áreas com altas
concentrações de pobreza, criando dimensões para o debate.
A nova maioria de estudantes de baixa renda é outra realidade para os educadores americanos.
http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/-EUA-uma-nacao-em-declinio-maioria-dos-estudantes-de-escolas-publicas-vive-na-pobreza-/6/32685
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
NÃO HÁ RISCOS DE GOLPE, NADA MELHOR QUE UMA ESQUERDA PARA CONCLUIR O TRABALHO DA DIREITA
Desde
que o PT e seus aliados da esquerda social-liberal PCdoB, PSB e PDT
se aproximaram de setores da direita brasileira para garantir a
governabilidade burguesa, fala-se em avanços para os trabalhadores
como se o nosso país estivesse caminhando para o socialismo, por
causa disso a burguesia brasileira estaria conspirando para impedir o
avanço na sociedade brasileira.
Na
prática, estamos assistindo o contrário, para muitos militantes de
esquerda a degeneração do PT começou com a vitória eleitoral de
Lula em 2002. O PT foi uma tragédia anunciada, surge negando,
distorcendo a história do movimento operário no Brasil, foi
legalizado durante a reforma eleitoral da ditadura após o pacote de
abril de 1977, onde a reforma eleitoral realizada naquele momento da
ditadura deixa de fora os comunistas que não puderam disputar as
eleições como partido legalizado em 1982.
O
PT não foi atingido pela crise das experiências de construção do
socialismo na Europa Oriental, porque em seus documentos defendiam o
solidariedade na Polônia que era financiado pela CIA. Após a
derrota eleitoral em 1989, o campo majoritário do PT avança para
guinada a direita com a CUT (Central Única dos Trabalhadores) se
filiando a CIOLS (Confederação Internacional das Organizações
Sindicais Livres). A CUT desde então vem promovendo o discurso
despolitizante no meio sindical ao defender um sindicalismo pelego
com discurso de cidadania e colaboração com o capital no lugar do
sindicato classista em oposição ao capital, para acalmar a
burguesia brasileira e internacional, o PT lança a carta aos
brasileiros e adota como vice na chapa de Lula em 2002 o empresário
José Alencar para simbolizar a aliança capital-trabalho.
Após
a posse em 2003 o governo petista e seus aliados sociais-liberais,
estendem a mão aos velhos conchavos da política burguesa
tradicional da direita brasileira que inclui alguns dirigentes
políticos tradicionais como: Sarney, Maluf, Collor, Roberto
Jefferson, Inocêncio Oliveira, Kátia Abreu... Através desta
aliança foi garantido o pacto de governabilidade para fazer avançar
o capitalismo brasileiro, veio a modernização conservadora
garantida pela cooptação dos movimentos sociais como as centrais
sindicais governistas, o movimento estudantil como a UNE e etc. Com o
governo petista o Brasil se inseriu no campo internacional como
potência emergente, porém não vamos nos iludir é uma política
externa conservadora e capitalista esta política externa não tem
nada de antiimperialista. O governo petista vem praticando a política
externa do capitalismo brasileiro. Tropas foram enviadas e mantidas
no Haití, aviões tucanos fabricados no Brasil foram enviados para a
Colômbia para ser utilizados para bombardear regiões camponesas,
este governo manteve os acordos comerciais e militares com os Estados
Unidos, Israel, Colômbia e outros países capitalistas. Este governo
consolidou as multinacionais brasileiras no exterior, não para fazer
a integração com os povos e sim para disputar mercados como
qualquer empresa capitalista, toda esta expansão do capitalismo
brasileiro é financiada pelo apoio de bancos públicos como o BNDES,
mesmo os investimentos em Cuba é um investimento capitalista como
qualquer outro, as divergências entre o bloco burguês liderado pelo
PT e o bloco burguês liderado pelo PSDB é quem vai gerir o
capitalismo brasileiro, as duas ou três campanhas mais forte são
apoiadas e financiadas pelas mesmas empresas.
O
governo petista não procurou rever as privatizações do período
anterior, ao contrário as aprofundaram com as parcerias
público-privadas as famosas PPP’s, criou a EMBESERH para
privatizar os serviços públicos nos hospitais federais, não
assentou os trabalhadores rurais e vem entregando o nosso petróleo
através da agência nacional do petróleo a famosa ANP dirigida pelo
PCdoB, fazendo com que a Petrobras deixe de ser uma empresa pública
para ser privatizada aos poucos para atender os interesses das
grandes empresas capitalistas nacionais e estrangeiras. O governo
petista não fez reforma agrária porque sua base de apoio é ligada
ao agronegócio como a ruralista Kátia Abreu. O Governo petista tem
se pautado pelas propostas conservadoras que retiram cada vez mais
direitos dos trabalhadores, foi justamente durante o governo petista
que foi feito as reformas da previdência e a reforma sindical ambos
para atender os interesses do capital.
O
escândalo do mensalão não foi uma tragédia, foi apenas um fato
corriqueiro da tradicional política burguesa tão comum em qualquer
país capitalista. O governo do PT não quis governar com as massas
trabalhadoras mobilizadas para não perturbar o sono da burguesia e
nem atrapalhar a acumulação de capital, preferiu fazer acordos com
deputados dos partidos burgueses acostumados ao fisiologismo do modo
capitalista de governar, com isto o PT e seus aliados de esquerda
como o PCdoB se renderam a velha prática do cretinismo parlamentar.
A
corrupção não é uma invenção do PT, como vem falando os
eleitores de Aécio Neves (PSDB) ou personalidades da direita, isto é
prática comum nas sociedades capitalistas. Os eleitores de Aécio
Neves, Bolsonaro e etc, deviam buscar mais informação ao invés de
ficar falando besteiras como “papagaio de pirata”, tem
eleitor de Aécio Neves que fica esperneando nas redes sociais,
enquanto os grandes bancos e grandes empresas comemoram o resultado
das eleições, porque estes são os grandes financiadores das
campanhas eleitorais. Seja Dilma do PT, Aécio do PSDB ou Marina do
PSB, qualquer um destes que fossem vitoriosos nas eleições nada não
mudaria o quadro político da sociedade brasileira, contudo não é
uma simples eleição ou revezamento de partidos ligados ao capital
que irá mudar toda uma estrutura e superestrutura em uma sociedade.
Governos
de esquerda que governam com a direita não é novidade na história
da luta de classes, foi assim com a social-democracia, partidos da
segunda internacional durante primeira guerra mundial 1914-1918
quando estes partidos aderiram à política de colaboração de
classe com a burguesia reprimiram levantes de trabalhadores como o
ocorrido na Alemanha durante o governo que contou com a participação
de Kautsky importante dirigente de um importante partido operário,
este partido foi conivente com o assassinato da revolucionária Rosa
Luxemburgo, Kerensky na Rússia, Otto Bauer na Áustria e etc.
Governos
sociais-democratas com sua política de colaboração de classes ao
confundir as massas, preparou o caminho para o Nazi-Fascismo durante
a crise do capitalismo nos anos 1920 e 1930, após a segundo guerra
mundial a social-democracia até mesmo alguns partidos comunistas
garantiram o pacto capital-trabalho com a política capitalista
Kenesiana do Estado de bem Estar Social, esta mesma social democracia
nunca deixou de praticar a política econômica da burguesia. Aqui
entre nós a social democracia chegou ao poder no momento em que ela
não pode aplicar e nem garantir os direitos sociais, porque neste
momento o capitalismo está atacando os direitos históricos das
classes trabalhadoras em todo planeta. Derrotar o capitalismo é a
única possibilidade de se preservar o planeta.
Enquanto
houver gordura para queimar o capitalismo brasileiro vai procurar
cooptar as massas trabalhadoras promovendo uma pequena política
social como: o aumento do salário mínimo, bolsa família, consuma
pelo endividamento, atraindo o mais pobre com a despolitização
através da substituição de conceitos de esquerda e direita por
conceitos entre pobres e ricos, procurando esvaziar o discurso
ideológico de luta entre a classe proletária e a burguesa, o atual
governo brasileiro liderado pelo PT não é um governo que transita
para o socialismo é um governo capitalista que aceitou fazer o jogo
da burguesia, nada melhor para um governo que se diz de esquerda
concluir o trabalho da direita para desmobilizar e despolitizar as
massas trabalhadoras, será este o legado deixado pelo governo
petista e seus aliados sociais-liberais para a história da luta de
classes no Brasil.
O
período que se aproxima será de turbulências com aplicações de
receituário conservador já anunciado após as eleições do segundo
turno no dia 26 de outubro de 2014. O governo Dilma do PT vai ter que
continuar o receituário Neoliberal dos governos anteriores, mesmo
que estivessem na presidência Lula ou Aécio, as leis antipopulares
e a aprovação de projetos a favor do capital é uma exigência da
burguesia, lembrando o velho dilema do Positivismo da ordem e do
progresso.
Hoje
não há, não tem como haver um golpe ou retrocesso, a burguesia
brasileira esta muito satisfeita pelos cardápios colocados pela
grande mídia burguesa, o PT escolheu governar para o capital não
tem volta, será que agora o governo do PT vai deixar de repassar
recursos públicos para a Veja e outras empresas capitalistas? Vai
cobrar do Sistema Globo e de outras grandes empresas as dividas junto
ao Estado brasileiro? Vai enfrentar as bancadas conservadoras
liderada pelo PSDB? Vai encarar as exigências do PMDB? De modo
algum, não ha volta na opção de classe é puramente falacioso o
discurso do menos pior, Aécio do PSDB e Dilma do PT são ruins para
os trabalhadores, o PT escolheu garantir a governabilidade burguesa,
nunca convidou os trabalhadores para fazer parte deste governo. Nunca
ouve uma inflexão para a esquerda das poucas vezes em que aconteceu
foi por puro oportunismo ou conveniência de momento.
Este
é um momento que exige muita firmeza e determinação na defesa e
independência de classe, devemos buscar aliança não só com
aqueles setores tradicionais organizados em partidos e movimentos
sindicais e populares, mais também com os trabalhadores dispersos e
fora das máquinas burocráticas sindicais, apesar do vacilo e falta
de disposição, setores importantes estão dispostos a lutar sejam
nas greves, manifestações que estão ocorrendo em diversas regiões
do Brasil, com populações reagindo até mesmo com paus e pedras,
contra a injustiça nos canteiros de obras (relembrando a reação
dos trabalhadores nos canteiros de obra do PAC), pela falta de
serviços públicos, contra a violência da polícia nos bairros
proletários.
A
grande tarefa dos comunistas é colocar na ordem do dia a missão de
romper com a apatia e institucionalidade que tomou conta da
militância de esquerda que esta acreditando ser possível jogar
todas as energias no processo eleitoral burguês fazendo com que
parte dos partidos de esquerda mergulhe na ordem burguesa aderindo às
agendas políticas pós-moderna movimentista negando a centralidade
do trabalho para gerar reformismo e acomodação entre os militantes.
Ao
não iludir o proletariado com velhos dispositivos, estamos olhando
para o futuro nos preparando para enfrentar as forças interessadas
na manutenção dessa ordem, na luta de classes não a espaço para
vacilar, devemos lutar para desmascarar as forças que preservam a
ordem burguesa, mirando no futuro para assegurar os caminhos que vão
construir a revolução brasileira para conquistarmos um Estado
governado e dirigido pelos trabalhadores através do Poder Popular
rumo ao Socialismo em nosso país.
Ousar
lutar!! Ousar Vencer!!
José
Renato André Rodrigues
Professor
de Filosofia
Secretário
Político
Comitê
Municipal do PCB – Nova Iguaçu
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
terça-feira, 15 de julho de 2014
Candidatos do PCB em Minas Gerais
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
AUDIÊNCIA PÚBLICA dia 04-12 na CÂMARA dos VEREADORES
Nobres colegas Auxiliares,
Chegou a nossa vez!
No dia 04-12 (quarta-feira) vamos ter a oportunidade de mostrar aos vereadores que prestamos um serviço de grande relevância na rede pública de educação de Belo Horizonte. Por esse motivo merecemos melhores condições de trabalho. Precisamos LOTAR o plenário da Câmara nesse dia para mostar o nosso valor e também a nossa força.
Conto com a presença de TODOS os Auxiliares de Biblioteca na Câmara dia 04-12 às 13 horas.
Até lá!!!
Jorge Ferraz
EM DrJXN
Chegou a nossa vez!
No dia 04-12 (quarta-feira) vamos ter a oportunidade de mostrar aos vereadores que prestamos um serviço de grande relevância na rede pública de educação de Belo Horizonte. Por esse motivo merecemos melhores condições de trabalho. Precisamos LOTAR o plenário da Câmara nesse dia para mostar o nosso valor e também a nossa força.
Conto com a presença de TODOS os Auxiliares de Biblioteca na Câmara dia 04-12 às 13 horas.
Até lá!!!
Jorge Ferraz
EM DrJXN
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Alunos do Colégio Garrastazu Médici fazem exposição sobre Marighella e querem mudar nome da escola
Eis uma grande história: estudantes do ensino médio do Colégio
Estadual Presidente Emílio Garrastazu Médici, em Salvador, fizeram uma
exposição sobre o conterrâneo Marighella. Batizaram-na "A vida em preto e
branco: Carlos Marighella e a ditadura militar". Neste vídeo, a
professora de sociologia Maria Carmen (foto abaixo) mostra o trabalho de
seus alunos.
"Seu livro foi uma base e uma inspiração para este trabalho", ela
disse a Mário Magalhães, comovendo-o. Há um movimento para mudar o nome
do estabelecimento para Carlos Marighella.
Médici era o ditador cujo governo torturava e matava seres humanos.
Foi no seu mandato que ao menos 29 agentes da ditadura, armados até os
dentes, assassinaram Marighella, desarmado.
A professora Carmen e seus alunos orgulham a Bahia e o Brasil. Quem
mantém um colégio com tal nome se iguala a qualquer fanático que, na
Alemanha, pretenda erguer uma escola chamada Adolf Hitler. (MM)
Carlos Marighella Vive. Parabéns à professora e aos alunos.
http://www.youtube.com/watch?v=XP58ztkAFv8
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
PCB lança Mauro Iasi Pré Candidato à Presidência da República!
http://www.youtube.com/v/FGemD5VUapw?autohide=1&version=3&attribution_tag=QvcpJeewcjTPFVEoXs3iow&autoplay=1&showinfo=1&feature=share&autohide=1
Comissão recebe representantes de auxiliares de biblioteca da rede municipal de ensino
A Comissão de Educação, Ciência,
Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo emitiu pareceres a sete
projetos de lei e deliberou sobre as datas de duas audiências públicas. O
colegiado recebeu, ainda, representantes dos auxiliares de biblioteca
da rede municipal de ensino, que solicitaram a realização de uma
audiência para discutir as condições de trabalho e a relevância
pedagógica e educacional dos serviços prestados pela categoria.
De acordo com o servidor municipal Jorge
Ferraz, que participou da reunião da Comissão, quase todas as escolas
municipais sofrem com o número reduzido de auxiliares de biblioteca, o
que impede o acesso ao seu acervo em, pelo menos, um dos três turnos de
funcionamento das instituições de ensino: manhã, tarde ou noite.
Os representantes da categoria também salientaram que a realização de
audiência pública na Câmara servirá para combater a invisibilidade a
que estão submetidos, uma vez que, segundo eles, “quando se pensa em
educação, se pensa, em primeiro lugar, no professor”. Os auxiliares de
biblioteca da rede pública de Belo Horizonte disseram, ainda, que
pleiteiam condições de trabalho similares àquelas concedidas à categoria
no município de Betim, que, de acordo com eles, é uma cidade que adota
políticas de valorização profissional.
O presidente da Comissão de Educação propôs
aos representantes dos auxiliares de biblioteca que encaminhem uma
solicitação oficial de audiência pública, constando as sugestões de
convidados e de temas a serem debatidos. A Comissão irá deliberar sobre a
realização da audiência em sua próxima reunião ordinária, no dia 13 de
novembro, às 13h30.
Marcadores:
Auxiliares de Biblioteca escolar,
RMEBH
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Escândalo: IPSEMG e MADRECOR negam cirurgia a uma Orientadora Educacional em Uberlândia, Minas Gerais.
A
professora/orientadora educacional Rosimeire da Costa Maximiano,
funcionária da Rede Estadual de Ensino de Minas Gerais, lotada na Escola
Estadual Teotônio Vilela, em Uberlândia, está vivendo um drama nas mãos
do irresponsável sistema de saúde público mineiro. Ela fraturou o ombro
em três lugares, no dia 12 de setembro, e há 15 dias está internada no
Madrecor, tendo sua cirurgia negada por esse hospital que recebe
funcionários públicos estaduais conveniados pelo Ipsemg. A negativa está
em torno do custo das placas que serão gastas na cirurgia. O Ipsemg diz
que vai cobrir apenas R$1.800,00 com o custo da placa e o Madrecor
argumenta que a placa custa R$8.000,00. Há 15 dias, a orientadora de
ensino está internada sendo pressionada pelo seguinte dilema: ou paga a
cirurgia ou o Madrecor e o Ipsemg não se esforçam para fazer a operação.
Enquanto isso, o braço da companheira corre risco, inclusive, de
evoluir para infecção grave, ao ponto de ter de ser amputado.
Como
a paciente é uma funcionária pública estadual e não uma política
influente ou uma pessoa da classe burguesa desse país – que, caso o
fosse, já teria resolvido o problema no Hospital Sírio Libanês, em São
Paulo, por exemplo – em suma, como se trata apenas de uma simples e
dedicada orientadora educacional que recebe um salário miserável no
Estado de Minas Gerais, pagar os R$6.200,00 restantes para fazer a
cirurgia representaria um difícil endividamento para a companheira
trabalhadora em educação. Conclusão: internada e vivendo esse drama, ela
corre o risco grave de ter sequelas incomensuráveis por conta desse
descaso.
Rosimeire
da Costa Maximiano, até agora, com a solidariedade do pastor de sua
igreja, que é advogado, e com o acompanhamento político do Sind-UTE
Uberlândia, entrou com mandato de segurança no Ministério Público e
aguarda ansiosa mais um dia pela liberação ou não de sua cirurgia.
Enquanto isso, na mídia, o governo Anastasia/Aécio Neves faz propaganda
enganosa na televisão, dizendo que Minas Gerais tem o melhor sistema de
saúde da região sudeste. Contudo, o que se vê, na prática, é o total
descaso tanto da política do governo, tanto do Ipsemg, quanto do
Madrecor, que é um hospital privado que presta serviço para o Estado de
Minas Gerais através de convênio com o Ipsemg.
Na
lógica deles, o que interessa, no caso do Madrecor, é lucrar com a
cirurgia da paciente. E o que interessa, do ponto de vista do Ipsemg e
do governo Anastasia/Aécio Neves, é gastar o mínimo com a saúde pública
dos servidores públicos estaduais. Isso é ou não é um escândalo? Ainda
temos desavisados que defendem privatizar a saúde, ao invés de exigir
investimento público massivo no setor, para que a vida esteja acima do
lucro e não o contrário.
Compartilhem,
denunciem. Hoje o problema é de Rosimeire, amanhã o problema pode ser
seu. Exigimos cirurgia já para companheira Rosimeire e tantos outros
casos que são vítimas dessa política calamitosa de assistência à saúde
em Minas Gerais. Custe R$8.000,00, custe R$100.000,00, que a vida seja
colocada acima do lucro.
Por:
Gílber Martins Duarte – Socialista Livre – Conselheiro do Sind-UTE / MG
e diretor da subsede do Sind-UTE em Uberlândia - Professor da Rede
Estadual de Minas Gerais – Doutorando em Análise do Discurso/UFU -
Membro da CSP-CONLUTAS.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Uma educação para além do capital
Pela Base SEPE/ SINPRO do PCB-RJ*
Agosto de 2013
No mês de junho, as manifestações populares ocuparam as ruas de 438
cidades do país. Por volta de 2 milhões de brasileiros protestaram
contra as condições de vida insuportáveis. A questão que desencadeou
todo o movimento, "a fagulha que incendiou toda a pradaria", foi o
aumento das passagens dos transportes urbanos. Entretanto, um sem-número
de outras pautas e reivindicações se incorporaram às passeatas. A
revolta contra a precariedade da educação, da saúde e dos transportes
públicos; a indignação contra o sistema político-eleitoral e a farra com
o dinheiro nas mãos dos governantes; a brutalidade das polícias
militares, em especial nas favelas; os gastos na ordem de bilhões de
reais com construções e reformas de estádios de futebol "com padrão
Fifa". Não restam dúvidas, eles assumiram os golpes desferidos pela
população. A imprensa mudou a forma de noticiar as marchas– se antes
criminalizavam, passaram a aplaudir; suspendeu-se o aumento das tarifas
em várias cidades; os índices de popularidade de vários governantes das
três esferas (federal, estaduais e municipais) despencaram; e o Poder
Legislativo passou a atuar pressionado. Todos os políticos, a partir de
agora, pensarão duas vezes antes de tomar qualquer medida antipopular.
Foram muitas vitórias. E ainda há muitas a conquistar!
O QUE CABE AOS EDUCADORES
Neste momento, a nossa principal tarefa é trazer as pautas das
manifestações que tocam a educação para o debate nas greves, nas
comunidades escolares, conversar com os nossos colegas, estudantes e
também os pais. Em todas as passeatas, havia muitos estudantes das
escolas públicas e particulares. Assim, o momento não poderia ser mais
apropriado para discutir todas as mazelas da educação e da sociedade com
eles. Devemos travar com a comunidade escolar um amplo diálogo e
perguntar: o que poderia ser diferente? Que escolas e universidades
queremos? As lutas populares são pedagógicas, elas também educam. O
recuo dos governantes nas tarifas dos ônibus não poderia ser uma aula
melhor sobre como somente os trabalhadores organizados são capazes de
transformar profundamente uma sociedade, vide os exemplos históricos
espalhados por todo o mundo.
A EDUCAÇÃO PÚBLICA
As políticas educacionais da rede estadual, da capital e em outros
municípios do Estado são muito parecidas. Todas elas estão amparadas em
princípios meritocráticos, privatistas e punitivos. São bem claras estas
características no projeto de educação no Estado do RJ, representado
por Risolia/ Cabral. O programa de bonificação dos professores por metas
alcançadas trata-se de uma "aprovação automática" disfarçada, pois
premia as escolas que apresentarem menores índices de reprovação. Assim,
troca-se dinheiro por aprovações. Desta maneira, a Seeduc (Secretaria
de Estado de Educação) consegue melhorar as frias estatísticas sem
investir um centavo na educação. A "certificação" de professores também
possui o mesmo perfil meritocrático, já que possibilita um aumento dos
ganhos associado a aprovação numa prova e a frequência em cursos (para
se tornarem repetidores de suas políticas) oferecidos pela Seeduc.
Significa, na prática, enterrar o plano de carreira do magistério
estadual. Além disso, esses programas não incorporam os aposentados como
beneficiados. Por sua vez, o projeto 'Autonomia' (também presente no
município do Rio) expõe as suas características privatistas. Toda a
concepção pedagógica é transferida a uma entidade privada, a Fundação
Roberto Marinho– da Rede Globo. Sabe-se muito bem, esta também possui um
projeto político. A quem cabe o projeto pedagógico da educação pública?
Aos empresários da grande mídia? A última do secretário Risolia soa ao
extremo do ridículo! Ele quis reduzir em 20% a carga horária escolar. De
acordo com a resolução, os discentes assistiriam às aulas da grade, de
segunda a quinta, e na sexta-feira ficariam liberados para frequentar
bibliotecas e realizar atividades extra-curriculares. Uma maneira bem
"criativa" de esconder a carência de professores e afastar-se, de vez,
das propostas de escolas de turno integral. Também é importante ter
clareza sobre o papel dos funcionários (administrativos, inspetores,
merendeiras etc.) numa escola. Sem os mesmos, a escola não funcionaria.
Todavia, os governantes preferem trilhar o caminho da precarização e da
terceirização dos funcionários. A Rede Municipal do Rio não fica atrás.
Muito orgulhosa de ser a maior da América Latina, possui 25% das escolas
em condições precárias, segundo publicação do jornal "O Dia" em 16/ 07/
13. Por esta e outras razões, os educadores da capital se encontram em
processo de mobilização nesta rede. Em vários municípios, a categoria se
mantém em constantes mobilizações, e muitas redes passaram por greves
este ano: São Gonçalo, São João de Meriti, Belford Roxo, Macaé, Rio das
Ostras, entre outras.
EDUCAÇÃO ESTADUAL E MUNICIPAL EM GREVE
Atualmente, as Redes Estadual e Municipal do Rio de Janeiro
encontram-se em greve. Trata-se de uma luta na qual estamos inteiramente
inseridos, construindo a mobilização junto às bases e ao Sindicato
Estadual dos Profissionais da Educação. Defendemos:
- eleições diretas para diretores com participação da comunidade escolar;
- fim das políticas meritocráticas (bonificações, avaliações externas, certificação, etc.);
- toda bonificação deve ser incorporada ao salário;
- combate ao assédio moral;
- contra o fechamento de escolas e turmas, denominado pelo governo como "otimização";
- uma escola por matrícula (derrubada do veto ao PL 2.220 para a rede estadual);
- cumprimento da lei de 1/3 da carga horária para planejamento;
- piso de 5 salários mínimos para professor e 3,5 para funcionários administrativos;
- FORA CABRAL, VÁ COM PAES!
domingo, 4 de agosto de 2013
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Adicional de insalubridade para trabalhadores em bibliotecas e arquivos
O
PL 2361/2011, de autoria do Deputado Federal Carlinhos Almeida (PT-SP),
pretendia conceder aos trabalhadores em bibliotecas e arquivos o
merecido adicional de insalubridade. Digo pretendia pelo fato do relator
da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, o
Sr. Lael Varella (DEM-MG), ter votado pela rejeição do projeto.
Seguem, em anexo, o Projeto de Lei e o infeliz parecer da Comissão.
Só
falta, para completar, um projeto de lei concedendo insalubridade a
parlamentares devido ao forte cheiro do dinheiro e o risco à saúde de se
transportá-lo em cuecas e coisas do tipo.
Um abraço!
Ivo Funghi Baía
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Chapa branca
É
louvável que as centrais sindicais voltem às ruas com suas
reivindicações, ao lado dos partidos políticos tentando retomar a
iniciativa perdida desde o primeiro governo Lula.
Sua
pauta de reivindicações centrais sindicais traduz o sentimento da
maioria da população: a falta de dinheiro aliada ao pouco caso do
governo federal e do congresso para com os trabalhadores, tanto ativos
quanto aposentados.
Uma
olhada pouco mais cuidadosa à essa pauta, entretanto, expõe a
contradição entre as reivindicações e a política de um governo que se
diz capitaneado por um suposto Partido dos Trabalhadores. Senão,
vejamos:
A
redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais propiciaria mais
empregos, renda e melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores. O
governo e seus aliados jamais encaminhariam tal proposta no congresso,
pois a maioria da base aliada é composta por empresários, que não têm o
mínimo interesse, muito pelo contrário, de reduzir seus lucros. Seriam
necessárias inúmeras isenções fiscais e outros tipos de “incentivos”
para existir a mínima probabilidade de tal proposta ter vida útil.
O
fim do fator previdenciário e a melhoria das aposentadorias também não
têm a menor chance de gorar. O governo e sua base são ferrenhos
defensores do pagamento de uma dívida que não existe, mas ainda que
existisse já teria sido paga inúmeras vezes. Sua aliança principal é com
o capital, seu mentor e principal esteio de sustentação. Impossível
imaginar retirarem recursos públicos de monta para favorecer o público.
O
fim dos leilões do petróleo e a sua nacionalização integral via
Petrobras são improcedentes pelo mesmo argumento. Desde Collor vivemos o
império do neoliberalismo, consubstanciado no Consenso de Washington.
Dilma e o PT – seus aliados então nem pensar – não possuem convicção
política e muito menos ideológica para enfrentar o capital.
Já
a proposta de reforma agrária é um autêntico chover no molhado. O
Brasil é o único país com o capitalismo plenamente desenvolvido que não a
realizou. Desde as capitanias hereditárias somos reféns de meia dúzia
de posseiros que se auto-intitulam produtores rurais. O agronegócio
possui cerca de 200 deputados federais, é a força mais organizada no
congresso, daí não entender como o MST consegue conversar com o PT.
Transporte
público e de qualidade significa ir contra os interesses dos
empresários do setor, hábeis em financiar campanhas eleitorais de
prefeitos, governadores, vereadores e deputados, tanto estaduais quanto
federais. É brincadeira!
A
terceirização é outra proposta sem perspectiva, afinal é preciso
reduzir o ‘custo Brasil’. Os próprios sindicatos, federações,
confederações etc. utilizam os seus serviços, como cobrar aquilo que
eles mesmos não praticam? Poupem-nos!
As
únicas chances, ainda que remotas, de algumas dessas propostas serem
aprovadas recaem sobre os 10% do PIB para a educação e os 10% do
Orçamento Geral da União para a saúde. O primeiro é mais viável pois
existe um projeto em debate no congresso, apesar de uma manobra do
governo federal ter feito ser aprovada no Senado proposta que reduz em
cerca de R$ 200 bilhões os recursos para a educação nos próximos 10
anos.
Os
profissionais da saúde foram mais pragmáticos ao reivindicar 10% do
Orçamento Geral da União, já que é mais fácil mensurá-lo e controlá-lo. A
dificuldade está no governo ceder, uma vez que 48% do mesmo é
direcionado para o capital financeiro, o que lhe deixa pequena margem de
manobra para comprometer esses 10%.
As
contradições entre a pauta de reivindicações das centrais sindicais e a
política do governo e do congresso são nítidas. Será que os
sindicalistas vão se desfiliar dos partidos políticos que sustentam
Dilma e seus aliados para lutar por essa pauta ou vão continuar dando
uma no cravo e outra na ferradura?
Afonso Costa
Jornalista
segunda-feira, 3 de junho de 2013
VIOLÊNCIA CONTRA PROFESSORES FOI TEMA DE AUDIÊNCIA
Na
tarde de hoje (quarta-feira, 29/05), a Comissão de Educação, Ciência,
Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo realizou audiência
pública para discutir a falta de segurança a que estão submetidos
professores da rede municipal de ensino. Requerida pelo vereador Joel
Moreira Filho (PTC), a reunião contou com a participação de
representantes da Secretaria Municipal de Educação, da Guarda Municipal e
dos professores, que cobraram medidas para diminuir a insegurança
vivida pela categoria no dia a dia escolar.
Educadores
da rede municipal relataram a ocorrência de casos de violência,
envolvendo inclusive agressões físicas e verbais praticadas por
estudantes. De acordo com eles, as situações de desrespeito prejudicam a
saúde emocional dos profissionais e, em muitos casos, provocam o
licenciamento ou pedidos definitivos de exoneração do cargo.
Posição da PBH
Representando
a Secretaria Municipal de Educação, Ismayr Sérgio Cláudio informou que a
pasta vem trabalhando para dar respostas ao problema da violência nas
escolas de Belo Horizonte. Segundo ele, dados oficias do município
indicam que, em 2012, foram registradas uma média de 1,3 ocorrências por
mês, embora a possibilidade de subnotificação não tenha sido
descartada.
A
Secretaria de Educação, além disso, estaria trabalhando na formulação
de programas voltados para o enfrentamento da violência nas escolas.
Dentre eles, a criação de um Planejamento de Segurança Escolar para o
município, além da implantação do “Observatório do Clima Escolar”, que
vai monitorar o dia a dia dos estabelecimentos de ensino de BH,
estabelecendo indicadores e pontos críticos a serem trabalhados no
âmbito do combate à violência. Além disso, a Secretaria planeja
fortalecer o “Programa Rede Pela Paz”, no intuito de prevenir a
violência e criar uma cultura de solidariedade e respeito nas escolas.
Um sistema virtual para registro e diagnóstico de casos de indisciplina,
incivilidade e violência por parte de alunos também está em fase de
construção.
Encaminhamento e prevenção dos casos de violência
Wanderson Rocha,
diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública
Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede/BH), relatou que, não raro, as
escolas e seus funcionários encontram dificuldade para decidir qual é o
encaminhamento mais para as situações de violência que atingem os
professores.
No
cotidiano escolar, os desvios cometidos por alunos variam muito do
ponto de vista da gravidade: situações de indisciplina e de incivilidade
convivem com ofensas mais graves, como agressões verbais e físicas a
educadores e funcionários. Decidir qual procedimento adotar em cada caso
tem sido um desafio, indicou Rocha. Segundo ele, algumas ocorrências
requerem intervenção policial, enquanto outras demandam a atenção do
Conselho Tutelar, ou a intervenção de psicólogos e de assistentes
sociais.
Diante
disso, o líder sindical solicitou a criação de um protocolo capaz de
orientar a atuação das escolas no momento dos encaminhamentos e de
garantir uma atuação melhor articulada com outros órgãos do poder
público.
Wanderson Rocha cobrou ainda a efetiva aplicação da lei 9.422/07, de autoria do vereador
Ronaldo Gontijo (PPS), que propõe a criação de grupos de trabalho
compostos, dentre outros, por professores, pais, especialistas e membros
da comunidade do entorno escolar. O objetivo é que esses coletivos
atuem na prevenção dos casos de violência, atacando a causa dos
problemas e não apenas suas consequências.
Novas discussões
Para
Arnaldo Godoy (PT), o combate à violência não deve passar pelos
excessos na repressão e nem pela descaraterização do ambiente escolar,
promovida, por exemplo, pela implantação de complexos sistemas de
vigilância. Já Gilson Reis (PCdoB) lembrou que o problema não pode ser
debatido tendo em vista apenas a educação pública, mas também rede
privada, na qual situações de agressão e desrespeitos também afetam
educadores.
De
acordo com Joel Moreira Filho, autor do requerimento para a realização
da audiência, o encontro marcou apenas um primeiro passo para a
problematização do assunto. O vereador afirmou estar engajado na causa e
manifestou a intensão de realizar novas discussões com foco na promoção
da paz nas escolas e do bem estar dos professores de Belo Horizonte.
Outras deliberações
Na
tarde de hoje, a Comissão de Educação aprovou a realização de audiência
pública para discutir a dispensa das atividades curriculares aos
sábados para os membros de igrejas Adventistas do Sétimo Dia. Requerida
pelo vereador Juliano Lopes (PSDC), a reunião foi marcada para o dia 26
de junho.
A Comissão, além disso, emitiu parecer pela aprovação dos seguintes projetos de lei:
PLs 213/13 e 268/13,
de autoria de Joel Moreira Filho, que alteram a Lei nº 10.444/12, que
dispõe sobre a exigência de apresentação de atestado médico para a
prática de atividades físicas em academias.
PL 229/13, de Elaine Matozinhos (PTB), que propõe instituir os Jogos Municipais da Terceira idade da Cidade de Belo Horizonte.
PL 295/13, que autoriza o Poder Executivo a criar a Fundação Municipal de Incentivo ao Esporte Olímpico.
Estiveram
presentes na reunião os vereadores Arnaldo Godoy, Pelé do Vôlei
(PTdoB), Gilson Reis, Joel Moreira Filho e Ronaldo Gontijo.
Superintendência de Comunicação Institucional
Fonte: CMBH
quinta-feira, 2 de maio de 2013
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