Em meio ao agravamento
da crise política, marcada pelo esgotamento do governo Dilma e a
degradação política e ideológica do Partido dos Trabalhadores
(PT) e seus satélites, foi deflagrada uma greve nacional da
educação, organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores
em Educação (CNTE), com a seguinte pauta: pelo cumprimento da lei
do Piso; contra a terceirização; contra a entrega das escolas às
organizações sociais (OSs); contra o parcelamento de salários;
contra a militarização das escolas públicas e contra a
reorganização das escolas.
Não obstante a
“filiação partidária” da CNTE e do Sind-UTE/MG ao Partido dos
Trabalhadores (que cobra do governo petista de Fernando Pimentel o
cumprimento do acordo assinado em 2015), os trabalhadores da educação
mais uma vez levantam a bandeira do NÃO À PERDA DE DIREITOS NA
“PÁTRIA EDUCADORA”!
Graves são os ataques
impetrados pelos governos contra a educação pelo Brasil afora:
governos que não cumprem a lei do Piso, que iludem a sociedade com
alternativas falaciosas, como o caso de Goiás com a administração
escolar feitas pelas Organizações Sociais (Oss), que na verdade são
organizações privadas, a militarização de escolas (Goiás e
Amazonas), reorganização de escolas (leia-se fechamento) em São
Paulo, agressões físicas e psicológicas brutais contra professores
em greve como no Paraná, e o parcelamento de salários em Minas e no
Rio de Janeiro.
Em Minas Gerais, o
governo de Pimentel, que se elegeu em decorrência do desgaste dos
governos do PSDB, apresentou à ALMG, depois de várias reuniões com
o sindicato, uma proposta de abono salarial em substituição ao
subsídio. Pior, anunciou e propagandeou que está pagando o Piso (o
que não seria mais do que sua obrigação) em um acordo histórico
com os trabalhadores da educação. E assim, mais uma vez fomos
enganados.
O que se vê na
educação pública em MG é que os governos de PT, PSDB, PMDB, etc,
se colocam de forma completamente servil às exigências da classe
dominante, com profundos cortes nos programas sociais para garantir o
pagamento dos juros aos rentistas.
A Unidade Classista
considera que o momento é de concentrar esforços para a mobilização
e a organização da classe trabalhadora em luta por suas demandas e
para construirmos a unidade de ação das forças anticapitalistas,
como condições para o enfrentamento da ofensiva contra os
interesses do proletariado e dos setores populares.
http://csunidadeclassista.blogspot.com.br
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