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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Nota da Corrente Sindical Unidade Classista/INTERSINDICAL-MG sobre a Greve da Rede Estadual de Educação

Diário da Classe
Unidade Classista/ INTERSINDICAL



O Subsídio apresentado pelo Governo do Estado, desde Janeiro desse ano, ajudou a sedimentar mais ainda as graves distorções salariais que já existiam em nossa categoria. Milhares de trabalhadores em educação permaneceram sem qualquer reajuste salarial, ao mesmo tempo que o Subsídio vem servindo para não pagar o piso salarial nacional confirmado recentemente pelo STF.

Temos muitas críticas a LEI DO PISO, pois ele está atrelado a uma carga horária de até 40 horas/ semanais, o que fez com que o Governo Aécio/Anastasia justificasse durante todo o ano passado o mísero salário pago aos educadores de Minas, para uma jornada de 24 h/semanais.

Porém, com a votação do STF, todos os abonos e benefícios conquistados não devem ser contabilizados para o pagamento do PISO. Isso força o Governo do Estado a reajustar o atual patamar pago através do subsídio no sentido do cumprimento da lei.

Por muito tempo, o Governo e a atual secretária de educação vem nos enrolando, sem dar mostras de qualquer mudança na atual política remuneratória dos servidores de MG.

É importante destacar que Minas teve uma arrecadação recorde no ano passado em ICMS, e o PIB do Estado cresceu mais de 30% em comparação com o ano de 2009.

Mas para o funcionalismo NADA!

Polícias Civil e Militar, Trabalhadores da Saúde, do IPSEMG, entre outras categorias, vem se mobilizando há semanas e denunciando o descaso com o serviço público, que enfrenta um caos no atendimento à população, e a cada dia que passa aprofunda o quadro de sucateamento.

Nesse momento, após 4 meses de negociações que não avançaram, não nós resta outra medida a não ser a GREVE POR TEMPO INDETERMINADO, como resposta ao descaso e desrespeito aos educadores e a população que necessita da educação pública de qualidade.
Defendemos:
  • Suspensão da LEI do Subsídio.
  • Recomposição Salarial para todos os quadros da educação.
  • Aplicação Imediata da LEI do PISO e articulação com os demais movimentos do funcionalismo em GREVE.
  • Unificação das LUTAS do Funcionalismo em um Grande Ato Conjunto.

Entre em contato: (31) 3201-6478
ucdiariodaclasse.blogspot.com

quinta-feira, 1 de julho de 2010

II Plenária Estadual da Intersindical/Minas Gerais



A COORDENAÇÃO MINEIRA DA INTERSINDICAL/ INSTRUMENTO DE LUTA E ORGANIZAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA, convida os companheiros, militantes, ativistas do movimento sindical e simpatizantes para a II Plenária Estadual da Intersindical, que ocorrerá no dia 17 de Julho, na Rua Três Pontas 1422, Bairro Carlos Prates, BH, às 09 horas.


Depois de um ano de lutas intensas, a INTERSINDICAL se apresenta para debater com o conjunto da classe trabalhadora mineira, especialmente com os sindicalistas, a atual crise organizativa da nossa classe, e as possibilidades de superação da fragmentação do movimento sindical através de lutas unitárias, que envolvam o conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras e eleve as mobilizações e relações com todos os segmentos que se colocam no embate contra o capitalismo e suas nefastas consequências.


A II Plenária Estadual contará com três momentos, a saber: Debate entre os companheiros da Unidade Classista, da Consulta Popular e da Alternativa Sindical Socialista, organizações que hoje mantém acesa a chama da Intersindical em Minas. Haverá espaço para perguntas da plenária, explanações, questionamentos. O segundo momento discutirá os ramos onde a Intersindical está presente, como servidores públicos, jovens trabalhadores, operários fabris e da prestação de serviços. A última etapa se propõe a organizar coordenações reginais dentro do estado, para dinamizar e impulsionar a luta em todas as bases que pudermos nos fazer presentes.


Acreditamos que este é um momento propício para este debate, e contamos com o apoio e a presença de todos vocês!


INTERSINDICAL - INSTRUMENTO DE LUTA E ORGANIZAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA






sexta-feira, 28 de maio de 2010

Quanto vale a luta? O que se conquistou? O que se aprendeu? O que não se conquistou? Quanto vale...?

Não adianta fugir a regra, pois quando se termina ou suspende um movimento grevista ou qualquer outro movimento de reivindicações de classe, essa é a questão que sempre norteia nossas avaliações e opiniões.
Há aqueles que irão se prender ao imediato, ou seja, reivindicamos X, lutamos Y e ganhamos Z.
Há aqueles que irão relevar os pontos positivos frente a situação que se tinha antes e aqueles que irão repetir as mesmas “receitas de bolo” dos bolcheviques de plantão, de que a estratégia foi errada, de que há crise na direção ou de que essa luta é limitada e não adianta mais.
Eu diria que todas as questões podem estar certas ou erradas dependendo do ponto de partida da análise que se pretende fazer.
É incontestável que essa foi a maior greve do movimento sindical em Minas dos últimos 15 anos e inegável a disposição que a categoria dos trabalhadores (as) em educação manifestaram ao longo de 47 dias de luta e diga-se de passagem só quem não esteve na greve ou não é trabalhador é que ignora o que isso significa em um contexto onde o que reinava era a mais profunda apatia e desilusão com o sindicalismo e a luta política.
Para aqueles que só enxergam o momento presente e não compreendem que a vida é um processo dinâmico, dialético e às vezes flexível, que passa por etapas muitas das vezes imperceptíveis aos olhos dos mais desatentos ou precipitados, a não realização da nossa pauta de reivindicações é o coroamento do fracasso do movimento ou da falência da luta direta das massas.
Não se trata agora de fazer um balanço apenas do resultado financeiro restrito e isolado, mas do rico e fértil processo que esse movimento instaurou em nossa categoria.
Há cerca de oito anos, na greve de 2002, uma triste história teve seu ápice na traição que a direção do Sind- UTE operou contra a categoria que estava em Greve contra o então governo Itamar Franco, aliado de LULA nas eleições daquele ano.
Em uma assembléia histórica e com cerca de 10 mil pessoas, a Direção do sindicato ofuscada pelo processo eleitoral capitulou as pressões externas do PT e golpeou a todos com a decretação do fim de nossa greve. Foi uma revolta total e oito longos anos de ressaca de um processo que deixou marcas e desconfianças em nossa categoria.
Passado todo esse período as coisas não ficaram imóveis.
Nossas condições de trabalho ficaram cada vez mais precarizadas, por sua vez novos profissionais chegaram enquanto outros saíram e até o mais improvável aconteceu, uma ruptura interna no seio da Articulação Sindical forçando o grupo vitorioso a mudar o status quo reinante para se requalificar frente a sua base, com o resgate de discursos e ações abandonadas com o tempo.
Soma-se a isso uma pitada de humor político- eleitoral e temos todas as condições de se iniciar uma nova etapa no movimento.
Mas auto lá, vamos devagar... Principalmente aqueles que são mais afoitos. Uma nova etapa não significa que mudou tudo de vez ou que haverá um progresso contínuo, retilíneo e uniforme.
Estou falando que após todo esse rico processo que vivenciamos e que nos tirou do ostracismo político e que educou as massas que se lançaram ao campo de batalha, um novo e profícuo espaço se abriu entre nós e cabe agora àqueles que não se iludem com o economicismo sindical e que tem um compromisso com a luta para além do capital, explorar as oportunidades de reconstrução do movimento sindical na área da educação em nosso Estado.
A categoria dos trabalhadores (as) em educação, talvez sem ter a consciência disso, deu o maior exemplo de resistência e luta para o conjunto dos trabalhadores desse país e mesmo ressaltando essa convicção com uma pontinha de orgulho por ter participado desse movimento, faço-o com a mais absoluta serenidade após passar o furor das emoções e o contagio do calor impetuoso das massas.
Que categoria em tempos de abandono da luta classista e independente, no gozo mais requintado do modo de vida pós-moderno, individualista e sem utopias, cercada de aparelhos ideológicos e alienantes por todos os lados, poderia surpreender e suportar todo o arsenal do aparato do Estado burguês, que implacavelmente desferiu toda a artilharia que possuía contra os grevistas e a cada ataque a resposta era a adesão, a persistência e a luta?
E não estou falando aqui do trivial que lançam contra qualquer categoria que perturba a ordem burguesa, ou seja, a imprensa pusilânime, safada, mentirosa e imoral, a repressão policial ou a Justiça tendenciosa que nos colocou na condição de bandidos e fora da lei.
Estou falando de cortes de salário sobre pais e mães de família que mesmo na miséria não recuaram um milímetro sequer, estou falando de pessoas que não tem a educação como bico e que mesmo com a ameaça de desemprego evidente e as angústias e incertezas que isso trazia, mantiveram-se firmes e decididas a irem até o final.
Estou falando de uma massa de trabalhadores em assembléia ( cerca de 15 mil) que quando a Direção do sindicato, temerária e vacilante frente as ameaças do Governo, quis por fim a Greve em 18 de Maio, não vacilou e nem tremeu na base, atropelando o medo e a indecisão da Articulação com um sonoro coro de vozes e punhos cerrados em toda a Praça: GREVE, GREVE, GREVE, GREVE!!!!
A cada porrada do Governo , um saia do movimento, mas dois ou mais aderiam, a cada ataque desesperado a resposta era a indiferença dos grevistas a mesma que o Governo Aécio nos tratou durante todo esse tempo.
Já não tínhamos mais nada a perder, a não ser os grilhões que nos acorrentavam ao medo, a apatia, a mediocridade, a falta de amor próprio, ao ostracismo político e a cegueira de classe.
Se agora me perguntarem quanto valeu essa greve, eu direi sem dúvidas que valeu o aprendizado que tivemos e o resgate do sentido de nossa luta. Que, diga-se de passagem, não tem preço!
Se me perguntarem o que conquistamos de fato, direi que conquistamos o direito de sonhar de novo, de se rebelar de novo, de viver de novo, pois rompemos a barreira do lugar comum que tanto o sindicalismo acomodado e bem comportado, quanto a ideologia da conciliação de classes nos diz para seguir sem questionamentos.
A aula de resistência e luta que nossa categoria deu nas ruas e praças de Minas Gerais a fora, ecoaram por todo o país e hoje tem motivado a outras categorias do nosso Estado a se mobilizarem e saírem do mundo das sombras na qual elas se encontram.
É muito simplório e idealista talvez, querer dizer que saímos derrotados...
-Ledo engano!
Em todos esses 20 anos como militante eu nunca assisti uma categoria, mesmo dividida ao meio quando da votação da continuidade da greve, continuar em sua grande maioria junta e unida, esperando o desfecho final da assinatura do acordo que suspendeu nosso movimento.
O nosso retorno para as salas de aula não foi de cabeças baixas com o rabo por entre as pernas como vivenciei muitas vezes em minha vida.
De cabeças baixas e com os rabos por entre as pernas estavam meus tristes e ignóbeis fura greves que não conseguiam esconder o constrangimento de tanta covardia e mediocridade.
E olha que muitos nem agradeceram a conquista do concurso público que agora vão poder fazer graças ao nosso movimento e quem sabe saírem da triste condição de designados/ resignados!
E confesso que só desfiz meu sorriso e alegria ao voltar de cabeça erguida para a escola, quando fui recebido com aplausos por um grupo de alunos do EJA, por serem trabalhadores e sentirem na pele o que é ser explorado dia a dia como escravo. A essa manifestação de solidariedade inesperada não respondi com sorrisos...
-Chorei copiosamente, abraçado a eles (as).
Se não conquistamos tudo o que merecíamos e tendo o gostinho de que poderíamos ter ido mais longe, se não fossem as vacilações da Direção do sindicato, o sentimento de resgate da identidade de classe, da autonomia sobre sua profissão, da coragem e da ousadia realimentou de vida e esperança uma categoria que era julgada como moribunda ou morta, sem respeito e que não protagonizaria mais nada no cenário político desse Estado.
Para aqueles que viveram a Greve intensamente, para aqueles que sentiram os impactos de nossas manifestações nas ruas de Minas e foram forjando em seu ser social uma nova consciência, para aqueles que mudaram o eixo da triste sina ao qual estávamos errantes, não é preciso dizer que valeu muito a nossa luta e que frente à etapa na qual nos encontrávamos anteriormente a luta da classe trabalhadora em geral saiu vitoriosa dessa greve.
Sem receio do que vou dizer, construímos na história de nosso movimento, uma nova etapa política, que se iniciou quando a indignação e a esperança venceram o medo e o imobilismo. E esta etapa está aberta e cheia de possibilidades àqueles que desejam reconstruir o sindicalismo classista, independente e combativo em nossa categoria.
Dezenas de novos militantes surgiram nessa Greve, centenas de trabalhadores voltaram seus olhos para o papel de nossa categoria no cenário sindical e político desse Estado ou retornaram ao movimento depois de tantas desilusões e traições de classe e milhares de profissionais, mesmo que decepcionados com a condução da Greve em sua reta final perceberam a força de mobilização que ainda possuímos.
Não podemos enquanto marxistas, avaliar um movimento de massas apenas pelo seu aspecto reivindicatório e economicista, ou subjugar a pujança desse movimento e todas as suas variantes, por este não ter conseguido maiores vitórias ou não ter chegado aos céus e tomado o poder das mãos da burguesia!
A cada etapa, um processo diferente, a cada processo uma análise à luz do que havia antes e das mudanças que se manifestaram e transformaram a realidade objetiva e subjetiva e a cada mudança o entendimento do que estava em contradição e do que surgiu dessa contradição e se instaurou como o novo ou como a possibilidade do novo.
Sem isso companheiros(as) fica difícil querer fazer uma análise bem feita de nossa Greve, ou de qualquer movimento de massas que se coloque em oposição ao sistema capitalista, mesmo que lutando contra aspectos isolados desse sistema, como é o caso da luta econômica.
No nosso caso, quando a Justiça do Trabalho julgou nossa Greve ilegal e nos colocou na ilegalidade, rasgando a Constituição, passando por cima do Direito de Greve e penalizando a categoria com multa e ameaça de demissões, a Greve da educação assumiu naquele momento um simbolismo nunca antes evidenciado em nosso Estado. Pois já não se tratava mais de uma Greve salarial e contrária ao Governo do PSDB, mas uma Greve de dimensões maiores, pois nossa desobediência à ilegalidade da Justiça e a Magistratura subserviente representava todo o sentimento de resistência do conjunto do funcionalismo do Estado e mesmo do Brasil.
Não podemos nos esquecer que o ex-grevista e sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva, apoiava naquele mesmo momento a decisão do STJ de decretar a ilegalidade da Greve dos Funcionários do IBAMA que se viram constrangidos a recuarem e terminarem o movimento.
Sem dúvidas há muito ainda o que se superar, tanto em nossa estrutura sindical, quanto em nossas táticas de luta e organização, tanto em nossas concepções, quanto em nossas debilidades e vícios... Mas é inegável que após a Greve de 2010 dos educadores de Minas Gerais, uma “nova” lição todos nós reaprendemos na escola da luta de classes:
Só com a luta se muda a vida e só vive de fato aquele que ousa lutar.

Fábio Bezerra.
(Trabalhador em educação, membro do comando de Greve e da INTERSINDICAL- MG).

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Um Exemplo para o Brasil: Uma aula de Resistência e Luta!


Eram duas horas da tarde desse 18 de Maio e a praça ainda estava vazia. Chegava um ali, outro aqui, e nos olhos de quem era pontual com o horário de início de mais uma assembléia da Greve dos educadores de Minas, um misto de ansiedade e angústia se esboçava.

A tensão era evidente, pois chegávamos a 42 dias de greve e o Governo resolverá endurecer de vez e lançar talvez a última cartada. Todos os jornais anunciavam que a Greve iria acabar e que o sindicato iria aceitar o acordo do Governo. Muito boato, muito zumzumzum e de certo havia apenas a informação que no dia seguinte a ordem de demitir todos(as) os contratados e abrir processo administrativo contra os efetivos seria cumprido a risca.

Mas eis que chega um bumbo, entoando uma nota só com um cordão de educadores agitando-se em ziguezague chamando a atenção da polícia e lá mais adiante chega um ônibus e dele dessem dezenas de mulheres com os rostos marcados pelo tempo, de semblante altivo e passo firme e não demora muito a praça antes vazia vai se enchendo de graça, de vida, de gente trabalhadora, de força e emoção...

Quarenta e dois dias de luta, de resistência, de enfrentamento e de muita pressão por parte do governo.

Como não resolveu a mentira e a calúnia, veiculadas na imprensa pusilânime e vendida, como se não bastasse os pseudo- projetos dos capachos-mor do Governo, que se lançaram contra os grevistas, camuflados de representantes de pais de alunos, que só aparecem para falar mal dos educadores e serem contra a Greve, como se não bastasse a repressão policial, as infiltrações e perseguições, se não bastasse o descaso e a ingratidão dos fura greves, a letargia de alguns e a omissão de outros, agora veio o Sr. Governador ter uma recaída e achar que é Ditador, impondo a categoria o castigo da demissão caso não cessasse o movimento!?

-Deixa estar!! Foi o que uma auxiliar de serviços gerais repetia a cada acusação feita ao governo e seus comparsas.

Deixa estar... Pois será que ele se esqueceu que essa mesma categoria dobrou o autoritarismo da Ditadura Militar em 79 e contra balas e canhões nós tínhamos apenas a indignação e a coragem e vencemos!

Deixa estar... Pois será que o Governo pensa que é tratando educadores como se fossem criminosos, foras da lei, com chibata e ameaças, é que iremos recuar e como cordeirinhos voltar para as escolas, de cabeça baixa e ainda mais humilhados do que já somos? Pois quem pratica crime contra a educação e está fora da lei é o próprio governador que endividou a máquina pública, não cumpre com a lei do Piso Salarial em Minas, engana a população com as maquiagens feitas nas escolas, além de praticar falsidade ideológica quando diz que negocia e investe na educação!

Deixa estar... Pois não deu outra, em menos de uma hora toda a praça estava lotada de vida e dignidade e sem vacilar nossa categoria deu uma aula para o Brasil de como resistir e lutar pela respeito a quem educa e só tem o conhecimento e a palavra como armas contra tanta opressão, safadeza e exploração desferida sobre os trabalhadores(as).

_ Se vai demitir, então que demita! Gritava um trabalhador.

_ Se vai cortar, então que corte logo, pois meu salário não enche meu armário! Gritava outro.

E assim de protesto em protesto, de intervenção em intervenção, lado a lado, a multidão foi se aglomerando e no fim das falações o golpe final sobre aqueles que, com mentiras e pressões veiculadas na imprensa apostavam fichas no fim da Greve.

Quinze mil punhos cerrados na praça e um longo e estrondante grito de GREVE, GREVE, GREVE foi a resposta da categoria para todo o mundo ouvir!

Braços cruzados escolas paradas é o resultado da falência do Governo Aécio Neves/Anastásia (PSDB), que jogou no fundo do posso a educação pública de Minas afetando mais de 500 mil alunos em todo o Estado.

Em Minas ainda se respira liberdade, apesar dos pesados pesares... Ainda se mantém a esperança, apesar do ódio e do medo que foram propagados... Ainda existe vida e dignidade, apesar de tentarem nos encarcerar e nos matar com tanta indiferença e hipocrisia.

Estão tentando acabar com o nosso movimento de todas as formas, fazer o que fizeram com nossos companheiros de São Paulo e nos dividir como aconteceu com os companheiros de Belo Horizonte. Mas a GREVE segue forte e quem está na luta segue unido e convencido cada vez mais de quem já não temos mais nada a perder a não ser as correntes da miséria que nos prendem durante anos ao ostracismo e a senzala, ao qual se transformou a educação sob a tutela do Governador encantado e maquiado, que um dia sonhou ser presidente do Brasil e queria aplicar seu choque de indigestão sobre o restante da nação.

Uma nova página da História da Luta dos trabalhadores(as) está sendo construída com sangue, suor e lágrimas nas ruas desse Estado afora. Aqueles que ainda insistem em duvidar do poder da classe trabalhadora, da sua disposição e principalmente da sua força e unidade, que vá para as ruas e praças onde estamos dando uma aula de cidadania e luta, para aprender que não se deve subjugar e subestimar uma categoria radicalizada que já não tem mais nada a perder e que quanto mais o governo bate, mais unido, determinado e forte fica o nosso movimento.


 
Viva a luta dos trabalhadores (as) em educação de Minas.

Viva nossa vitoriosa GREVE.

Fábio Bezerra.

(Trabalhador em educação e membro da INTERSINDICAL)

terça-feira, 18 de maio de 2010

NOTA DA UNIDADE CLASSISTA-INTERSINDICAL/MG - CAI A ÚLTIMA MÁSCARA...

GOVERNO AMEAÇA DEMITIR E IMPOR DERROTA A NOSSA CATEGORIA.

E AGORA COMPANHEIRO?

Há mais de 40 dias estamos em GREVE e nesse período o Governo do Estado não poupou ações que procurassem derrotar o legítimo movimento dos educadores.

Vivemos com um dos piores salários do Brasil que há mais de 5 anos não é reajustado. O reajuste de 10% sobre o piso salarial apresentado em Março, levando-se em conta o TETO estabelecido pelo Governo de R$950,00 sem contabilizar os descontos previdenciários, além de não recompor as perdas desse período,não alterará em nada os salários daqueles que possuem biênios e qüinqüênios, pois estes benefícios serão subtraídos devido ao TETO imposto pelo Governo.

Tudo o que o Governo pode fazer para nos derrotar ele fez. Falsas informações veiculadas na mídia, ameaças de corte salarial e demissões, uso da força militar para reprimir manifestações e por fim o apelo a justiça que na última sexta julgou nossa greve como ilegal sob a alegação de ser um serviço essencial.

Tão essencial que o (des) Governo Aécio/ Anastasia (PSDB) pouco se importou com as condições de trabalho de nossa categoria durante todos esses anos, sofrendo com o descaso, com as doenças funcionais e com o achatamento salarial.

A criminalização dos movimentos sociais em curso em nosso Estado não está desassociada de um movimento similar que o Governo Lula e outros governos estaduais em ano eleitoral resolveram desencadear para frear e ou acabar com as reivindicações do funcionalismo que sempre é o escolhido para pagar as contas da gastança pública como a construção da faraónica cidade administrativa que custou mais de 1 BILHÃO DE REAIS ou dos efeitos das crises do capitalismo.

Em uma magnífica demonstração de coragem e determinação nossa categoria em GREVE lotou praças, fez passeatas gigantescas, com mais de 15 mil pessoas, inaugurou sob protestos a Cidade Administrativa e desencadeou em todo o Estado ações de rua que expuseram a falência do ensino sob a tutela de Aécio. Nesse momento, nossa GREVE que já é a maior dos últimos 10 anos sofre um decisivo ataque. A Direção do SIND- UTE encaminha a proposta se suspensão da GREVE, devido as ameaças do Governo demitir todos os designados e efetivados sob a lei 100, que se manterem em greve e abrir processo administrativo contra os grevistas concursados.

Nunca na história de nossa luta um Governo apelou para a Justiça criminalizar e reprimir nossa categoria como o objetivo de subjugar os trabalhadores (as) e forçar o fim do movimento. Se isso acontecer um precedente perigosíssimo estará abrindo as portas para que toda e qualquer manifestação do funcionalismo seja considerada ilegal obrigando sob pena de sanções a ter que terminar. Qualquer semelhança com os excessos da Ditadura Militar não são meras coincidências.

Cabe a nossa categoria e não a DIREÇÃO DO SIND- UTE, decidir sobre a continuidade ou não do movimento. Até aqui reconquistamos nossa dignidade, denunciamos a sociedade as condições de miséria na qual estamos sujeitados, enfrentamos com determinação todos os ataques e nos mantemos unidos e convictos da importância da nossa luta e das nossas justas reivindicações.

Nós da UNIDADE CLASSISTA/ INTERSINDICAL entendemos que a responsabilidade pela Greve é de todos nós, pois o que está em questão não são apenas os empregos de mais de 70 mil trabalhadores (as) em Greve, mas o inalienável direito de resistir contra a exploração e lutar por uma vida profissional digna e um ensino público de qualidade. Exigimos o devido respeito com pais e mães de família que estão de braços cruzados não por opção mas por necessidade, que são educadores e não criminosos.

Frente a essa desesperada e inconseqüente ação do (des) Governo Aécio/ Anastasia entendemos que a melhor resposta é a radicalização de nossa greve e o enfrentamento a mais esse ataque. O Comando Estadual de Greve deve assumir a condução das negociações e disponibilizar tudo o que for necessário para que possamos RESISTIR a mais esse ataque CONQUISTAR avanços em nossa profissão.

sábado, 8 de maio de 2010

NOTA DE SOLIDARIEDADE À GREVE DOS EDUCADORES DE MINAS

Há mais de cinco anos os educadores de Minas estão com seus salários congelados sob péssimas condições de trabalho. O Governo Aécio Neves submeteu a educação em Minas a um dos piores processos de sucateamento. Salas super lotadas, falta de material didático, equipamentos que não funcionam, falta de segurança, são algumas das situações enfrentadas pela categoria de trabalhadores em educação. Para piorar o Choque de Gestão cortou recursos para a educação, retirou direitos e impôs uma avaliação de desempenho que escamoteia o descaso do Estado e joga a culpa do descaso e da crise da educação pública em cima dos trabalhadores(as).

A greve dos educadores de Minas ao contrário dos ataques da imprensa, não é uma greve eleitoreira, mas é a justa expressão de uma categoria que cansou de promessas vazias e do descaso do Governo com a educação. Os educadores tem demonstrado um vigor e acima de tudo muita disposição e unidade para enfrentar, até aqui, todos os ataques que a imprensa, a justiça e a Secretaria de Educação tem implementado contra a greve. Ameaças de demissão, difamações e inverdades divulgadas na mídia e até a cassação do direito de greve com a decretação preventiva de ilegalidade do movimento já foram utilizados para reprimir o movimento. Recentemente o uso da força policial foi outra tentativa desesperada do Governo para sufocar a greve.

Nós da INTERSINDICAL estamos juntos desde o início do movimento com os educadores de Minas e compartilhamos da justa luta pela reivindicação do piso de R$1312,00 para 24 horas/semanais. Essa GREVE que já é a maior dos últimos 10 anos e que tem incomodado o Governo, pois está desmascarando as falácias aos olhos da população, é o maior exemplo de resistência de uma categoria aos ataques dos governos neoliberais e de luta pela valorização do ensino público.

Os últimos ataques do Governo através da justiça e da repressão militar demonstram o desespero em acabar com nosso movimento. Essas armas são típicas de governos em crise que não conseguem dialogar com os trabalhadores (as) e que desejam manter o grau de exploração ou aumentar o arrocho e a retirada de direitos, como acontece nesse momento em países que estão à beira do caos econômico, como é o caso da Grécia, Portugal e Espanha, devido a crise do sistema capitalista.

A INTERSINDICAL estará presente e não evidará esforços para que o movimento consiga atingir seus objetivos.

Viva a luta pela dignidade e valorização da educação pública!
Viva a resistência e a coragem dos grevistas em educação!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Dia D incomoda o Governo de Minas

Nessa terça feira dia 27 de Abril, os trabalhadores (as) em Greve da rede estadual de ensino realizaram dezenas de manifestações em todo o Estado com ocupações de rodovias, manifestações nas SREs e outros órgãos públicos, realizando o maior conjunto de manifestações desde que a Greve começou. Essas manifestações conjuntas foram batizadas de dia D, pois o foco era forçar a Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais, a receber a comissão de negociação.

Em BH, após reunir mais de 1000 manifestantes em frente a Cidade Administrativa ocupando por 40 minutos a rodovia MG-10, os trabalhadores se dirigiram para a Secretaria Estadual de Educação e ocuparam toda a entrada do prédio exigindo a abertura de negociação. A SEE recebeu a comissão de negociação porém a secretária Vanessa Guimarães não estava presente.

Atualmente, por fonte de um funcionário (a) da Metropolitana A que pediu para não ser identificado (a), cerca de 70 % das escolas de BH e grande BH estão envolvidas na Greve.

Nessa quinta feira, dia 29 de Abril, os trabalhadores(as) em educação terão mais uma assembléia de avaliação do movimento. O sentimento de indignação e repulsa pela nota enviada pela SEE às Direções das escolas estaduais, autorizando a contratação de professores para atuarem no lugar dos grevistas e a anotação das faltas como se fossem faltas comuns e não como GREVE, enrijeceu mais ainda o sentimento de revolta pelo qual passa os servidores do Estado de Minas Gerais. Em uma postura autoritária e desesperada a SEE – MG tenta sufocar a Greve com imposições e arbitrariedades, típicos de quem foi criada numa cultura ditatorial e não consegue estabelecer nenhuma forma de respeito ao funcionalismo público.

O momento exige unidade e acima de tudo coragem para derrotar mais uma vez as atitudes fascistas desse governo que apenas mudou de regente, mas a cadência continua a mesma: exploração, desrespeito e demagogia, a cara do PSDB em Minas.



Da redação do jornal: Diário da Classe

Direto da Manifestação em BH.



quinta-feira, 22 de abril de 2010

Veja as fotos da assembleia da REEMG

Basta acessar http://saojoaodelpueblo-pcb.blogspot.com/2010/04/assembleia-dos-professores-do-estado-de.html

Greve dos trabalhadores em educação da REEMG

Leia em http://expressovermelho.blogspot.com/2010/04/greve-dos-trabalhadores.html

Onde está o Coletivo Estadual de Saúde do SindUTE- MG?


No ano de 2006, após termos constatado o aumento significativo de casos de depressão entre nossos companheiro(a)s, sendo que naquele ano, surgiram pelo menos três informações de suicídio ocasionado por depressão aguda entre trabalhadores da educação, motivou o debate no Conselho Geral do SindUTE da necessidade de se criar um departamento específico para esse tema. No último congresso da entidade, ocorrido no ano passado em Poços de Caldas, foi aprovado por unanimidade na plenária final a ativação do Coletivo Estadual de Saúde. Porém até agora nada aconteceu nesse sentido.

Segundo estimativas da OMS, oito em cada grupo de dez profissionais da educação ao término de uma carreira no magistério de cerca de trinta anos, irá desenvolver algum tipo de doença funcional. As mais comuns são: doenças nas cordas vocais, problemas na coluna, depressão, insônia, gastrites, perda da audição, problemas de circulação, tendinites, entre outras 20 manifestações de doenças funcionais adquiridas com o exercício da profissão.

O papel do Coletivo Estadual de Saúde deveria ser o de conscientizar nossa categoria para os sérios riscos ao qual estamos submetidos e auxiliar o sindicato na cobrança junto ao Governo e à Justiça de procedimentos que previnam e/ou evitem a exposição da nossa categoria a tal situação.

Se já não bastassem as péssimas condições de trabalho e os miseráveis salários, ainda temos que lidar com essa situação, que silenciosamente vai ceifando e torturando a vida e as esperanças de milhares de pessoas ano a ano, atingindo em cheio aqueles que dedicam suas vidas à educação pública em nosso país.

CORRENTE SINDICAL UNIDADE CLASSISTA/INTERSINDICAL

domingo, 18 de abril de 2010

EM CLIMA DE FESTA, AÉCIO SE DESPEDE COM O ENROLATION E SÃO OS SERVIDORES QUE DANÇAM!

No último dia 31 de Março, o Governo do Estado encaminhou projeto de lei que versa sobre reajuste salarial para o conjunto do funcionalismo público. Interessante é que mais uma vez a educação teve um reajuste menor que outros os setores da máquina do Estado, demonstrando o desmerecimento com aqueles que educam as crianças e jovens desse Estado.

O reajuste anunciado na Lei nº 18.802, de 31 de março de 2010, aprovada pela Assembléia Legislativa de MG, não corresponde às perdas acumuladas ao longo desses últimos cinco anos, desde a instauração da VTI (Vantagem Temporária Incorporável) na época, repudiada pela categoria, pois mantinha o piso salarial congelado e consecutivamente todas as vantagens adquiridas com anos de luta em nosso trabalho.
O governo irá aplicar os 10% sobre o piso atual da categoria do magistério, que é de pouco mais de R$ 550,00 e que não pode ser confundido com a remuneração total, e incluir na totalidade do rendimento até atingir o valor bruto de R$935,00.
Porém, com os descontos previdenciários e outros, esse valor ficará menor que o anunciado e mais uma vez, abaixo do piso nacional para a educação já aprovado no Congresso Nacional.
As perdas salariais da categoria ao longo desses últimos cinco anos

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Noticias da Greve dos Educadores de Minas

No dia 15 de Abril, mais de 7000 trabalhadores (as) em educação reunidos em assembléia geral na Praça da Assembléia Legislativa, decidiram manter a greve que se iniciou no último dia 08 de Abril. O Governo do Estado recebeu representantes do SINDUTE-MG e anunciou que um dos pontos da pauta de reivindicações estaria sendo atendido com o lançamento de edital para convocação de concurso público para todos os cargos e níveis do magistério no mês de junho. Porém as outras questões o governo disse que não teria condições de atender nesse momento, propondo criar uma comissão de estudos orçamentários, com a participação de membros do sindicato para estudarem uma proposta de reajuste para o futuro.

Essa proposta do Governo foi rejeitada por unanimidade pela categoria, pois esse tipo de enrolação já havia sido apresentada em outras épocas e sabemos que não há nenhum compromisso do governo em levar a sério tal propósito, ainda mais em se tratando de um governo em fim de gestão. Além disso, o que os trabalhadores(as) em educação reivindicam é um reajuste real, com o cumprimento do piso salarial nacional, que em Minas Gerais o Governo insiste em mentir, quando diz que já cumpre a lei.

Recebemos um dos menores salários do país, nosso piso atual não ultrapassa os R$ 400,00, menos que um salário mínimo e a proposta do governo de reajuste de 10%, será submetida ao atual piso pago, restringindo-se ao teto máximo de R$935,00. Isso significa que quem possui alguma vantagem adquirida, como biênios e qüinqüênios, o valor incorporado ao rendimento total será menor que os 10% anunciado, pois o valor final não pode ultrapassar o montante de R$935,00.

Em uma assembléia que não se via há mais de 8 anos, mais de 6000 trabalhadores(as) por UNANIMIDADE mantiveram a Greve, que ganhou força nessa última semana em diversas cidades do interior. Após a votação, os educadores saíram em caminhada de mais de três km pelas ruas do centro de BH, terminando em ato público no coração do centro da capital mineira.

A próxima assembléia acontecerá no dia 21 de Abril, na cidade histórica de São João Del Rey, quando o atual governador, Antônio Augusto Anastasia, receberá homenagem pelo centenário de nascimento de Tancredo Neves.

A INTERSINDICAL esteve presente com faixas e militantes que panfletaram a assembléia, manifestando nosso apoio militante à luta por melhores condições de trabalho aos educadores mineiros.

Viva a luta digna dos educadores de Minas!

Trabalhador na rua, Aécio a culpa é sua!

Da redação do jornal de OPOSIÇÃO: Diário da Classe.

UNIDADE CLASSISTA/ INTERSINDICAL-MG.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

NOTA DA INTERSINDICAL/MG DIRIGIDA AOS TRABALHADORE(A)S EM EDUCAÇÃO DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE

O SindREDE/BH (Sindicato dos Trabalhadore(a)s em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte) é um dos principais sindicatos da capital mineira no enfrentamento às políticas antipopulares do governo municipal. Foi pioneiro na retomada das mobilizações trabalhistas, promovendo manifestações, debates e atos públicos em defesa da categoria. Em sua sede têm-se reunidos os mais importantes movimentos sociais, como a Marcha Mundial de Mulheres, a Assembléia Popular, eventos da esquerda classista, ou seja, o SindREDE/BH consolidou-se como uma referência na relação de apoio mútuo entre os ativistas e militantes de esquerda em Belo Horizonte.

domingo, 15 de novembro de 2009

MANIFESTO DA INTERSINDICAL À CLASSE TRABALHADORA DE MG


Após um ano de erupção da crise econômica capitalista, a mídia brasileira deixou de noticiar os seus efeitos econômicos e sociais. O fato é que o número de desempregados é um dos maiores já registrados, os direitos sociais estão sendo violados, a miséria acentuou-se e a disparidade social cresceu sensivelmente.
Tais acontecimentos revelaram ainda mais a gravidade da crise vivida pelo movimento sindical brasileiro. Nos últimos anos o sindicalismo veio perdendo sua combatividade e arrefeceu a resistência às investidas do capital.
Amplos segmentos do sindicalismo curvaram-se diante o social-liberalismo. Ao fim e ao cabo, assumem a conciliação com o capital, vem se acomodando à ordem e estão atreladas ao Governo Lula. A Central Única dos Trabalhadores e centenas de entidades sindicais cederam aos interesses associativos dos patrões, dos fundos de pensão e das burocracias partidárias.
Em Minas Gerais, a luta dos trabalhadores enfrenta uma burguesia unida contra os interesses populares. O centro articulador desta unidade é governo Aécio Neves, que impõe o chamado choque de gestão que retira investimentos públicos das áreas sociais e os transfere para a iniciativa privada, precariza as condições de trabalho de todo o funcionalismo público estadual e criminaliza os movimentos reivindicatórios na cidade e no campo.
É cada vez mais evidente que os ataques frontais às classes trabalhadoras vêm acentuando as contradições políticas e ideológicas já em curso. A perda de direitos elementares como ao trabalho e à vida em condições dignas, exige respostas à altura de todos aqueles comprometidos com as grandes maiorias nacionais e com a emancipação humana.
Num tempo em que a unidade “dos de baixo” é condição incontornável para resistir aos poderosos e garantir conquistas, temos assistido a diversas rupturas e à fragmentação sindical. Esse quadro precisa ser revertido com urgência e determinação.
A busca de respostas e saídas para vencer as dificuldades da luta sindical passa pela necessária reorganização e pelo reencontro unitário do conjunto dos trabalhadores em defesa de seus interesses imediatos e históricos.
Nós da INTERSINDICAL nos inserimos nesta realidade buscando romper com o imobilismo, a burocratização, a conciliação e a falta de inserção política das classes trabalhadoras no cenário brasileiro.
Reafirmamos o imperativo de se constituir um movimento sindical unitário combativo, independente, democrático e de massas. E, ao mesmo tempo, solidário as lutas populares e que mantenha a unidade de ação com todos que lutam contra o capital e o imperialismo.
A INTERSINDICAL pretende se organizar em Minas Gerais levando esses princípios para todos os locais de trabalho do Estado, seja no campo seja nas cidades. Ao mesmo tempo, apresentamos uma plataforma de mobilização e convidamos todos os sindicatos e sindicalistas, independentemente de seus posicionamentos, a discutirem ações comuns que qualifiquem a militância de todos nós.
· Nenhum direito a menos. Manutenção e ampliação dos direitos e benefícios vinculados ao processo de trabalho. Avançar nas conquistas.
· Redução da Jornada do Trabalho sem redução de salários.
· Ratificação imediata da Convenção 158 da OIT. Pela estabilidade no emprego e fim da demissão imotivada.
· Combate ao desemprego. Implantação de atividades e serviços que gerem postos de trabalhos permanentes e aberturas de frentes de trabalho.
· Ampliação do seguro desemprego e isenção de impostos aos desempregados.
· Fim do Fator Previdenciário. Garantia de direitos e reajustes para os aposentados e pensionistas.
· Pelo irrestrito direito de greve.
· Ratificação imediata da Convenção 151 e da Resolução 159 da OIT que garantem direitos aos servidores públicos.
· Por serviços públicos universais e de qualidade.
· Contra a flexibilização da jornada, as terceirizações, o banco de horas e a suspensão dos contratos de trabalho.
· Extensão dos direitos trabalhistas aos trabalhadores rurais assalariados.
· Pelo fim do Latifúndio – Reforma Agrária já! Mudança do índice de produtividade para efeito de enquadramento do estabelecimento rural. Estabelecimento do limite de propriedade rural.
· Contra a criminalização da pobreza e dos movimentos populares.
· Pela autodeterminação e integração dos povos latinoamericanos.


Belo Horizonte, 15 de novembro de 2009.
40 anos do assassinato de Carlos Marighela.


Comissão de Organização do Seminário Estadual da INTERSINDICAL – MG
http://intersindical.org.br/
http://ucdiariodaclasse.blogspot.com/

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

SEMINÁRIO ESTADUAL DA INTERSINDICAL/MG: A REORGANIZAÇÃO DO MOVIMENTO SINDICAL NO BRASIL


Caros companheiros,
A Intersindical é uma organização que surge em 2006, com o objetivo de retomar as ações conjuntas da classe trabalhadora, com independência dos patrões e governos e autônoma em relação aos partidos políticos.
Desde então estamos na constante tarefa de retomar o trabalho de base, a combatividade do movimento sindical, e a constante mobilização dos trabalhadores e das trabalhadoras.
Aqui em Minas Gerais estamos num esforço de apresentar nossa proposta para o conjunto da classe, e discutir os desafios desse momento conjuntural.
Neste sentido, realizaremos no próximo dia 15/11 um Seminário Estadual com o tema "A Reorganização do Movimento Sindical no Brasil". Contará com a assessoria dos companheiros Ricardo Gebrim, Igor Grabois e Sávio Bones.
Acreditamos que sua contribuição enriquecerá em muito o debate, por isso convidamos sua organização a estar presente, bem como a dar uma saudação inicial na abertura do Seminário.
Saudações socialistas!
Intersindical-MG