quinta-feira, 9 de junho de 2016

O PODER POPULAR (EDIÇÃO ESPECIAL)

Está no ar a edição ESPECIAL de O PODER POPULAR, um jornal a serviço das lutas populares e da revolução socialista, editado pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB). Acesse a íntegra: http://pcb.org.br/portal2/11320

quarta-feira, 8 de junho de 2016

A falácia da Escola Sem Partido (ou do pensamento único)

Para o projeto Escola Sem Partido, discutir feminismo e homofobia é doutrinação ideológica e imposição da ideologia de gênero nas escolas. Como reflexo da sociedade, as escolas são espaços marcados pela opressão às mulheres e a discriminação sexual. Na maioria dos casos, as ações e as reações são silenciadas e banalizadas. Será que é necessário ter a discussão nas escolas? Creio que os dados e as informações a seguir nos mostrarão a urgência da discussão na sociedade.

Segundo dados do Mapa da Violência 2015, de Julio Jacobo Waiselfisz, entre 2003 e 2013, o número de vítimas do sexo feminino mortas passou de 3.937 para 4.762, incremento de 21% na década. Essas 4.762 mortes em 2013 representam 13 homicídios femininos diários. Quando analisamos os casos de feminicídio, a população negra é vítima prioritária no País. Sobre os tipos de violência contra a mulher, em 2014, foram atendidas pelo Sistema Único de Saúde 23.630 casos de violência sexual, a maioria envolvendo crianças e adolescentes.
Segundo informações presentes no estudo “Violência contra a mulher: feminicídios no Brasil”, de 2013, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a Lei Maria da Penha, que entrou em vigor em 2006 para combater a violência contra a mulher, não teve impacto no número de mortes por esse tipo de agressão.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Professores e estudantes vão à luta contra o projeto de privatização da educação pública


A conjuntura recente demonstra que professores e estudantes estão dispostos a manter acesa a chama em defesa da escola pública de qualidade. Em São Paulo, no final de 2015, a política de fechamento de escolas do governador Alckmin (PSDB), diante de uma imensa mobilização estudantil, que ocupou mais de 190 escolas, teve de recuar e adiar seus planos. Em Goiás, a intenção do governador Marconi Perillo Jr. (PSDB) de terceirizar a gestão das escolas via Organizações Sociais, atacando a remuneração e a titulação dos profissionais, enfrentou uma categoria em greve, e dezenas de escolas foram ocupadas por estudantes. Atualmente, no Rio de Janeiro, mais de 70 escolas estão ocupadas em apoio à greve de professores, contra o desmonte da educação pública e a favor de uma forma democrática de gestão das escolas, que leve em conta as necessidades das comunidades e dos filhos da classe trabalhadora.
No Ceará, o governador Camilo (PT) segue a cartilha dos governadores tucanos. Em seu governo tem sido promovida uma onda de demissões de trabalhadores temporários (ao todo, 3,3 mil de servidores da educação), desmantelamento das atividades de apoio pedagógico (laboratórios, bibliotecas etc.), impedimento de acesso à formação continuada (reduzindo a 2% a liberação de professores para a pós-graduação) e negação do reajuste aos servidores estaduais. Em todos os espaços possíveis, dentro e fora das instâncias sindicais, professores e estudantes se mobilizam contra a aplicação do ajuste fiscal que corta gastos nos serviços públicos para deslocar recursos ao pagamento de juros da dívida pública.
Está em andamento no Brasil um projeto claro de privatização da educação pública. Prefeituras e governos estaduais contratam serviços educacionais, voltados à formação, ao treinamento de professores e à produção de apostilas, junto a grupos empresariais que chegam a assumir a gestão e orientação das políticas locais de educação, em detrimento dos mecanismos de participação democrática e dos interesses da população. Principalmente os municípios, responsáveis pela educação infantil e pelo ensino fundamental, são vistos como possibilidades de ampliação de mercado para os grandes grupos educacionais privados. A ideia de qualidade vendida pelas empresas se baseia na padronização dos currículos, o que facilita a venda do material instrucional, ignorando as especificidades e diferenças existentes entre os grupos com os quais os educadores trabalham. A venda deste material é casada com a formação e qualificação para seu uso e de sistemas de avaliação das escolas e dos estudantes, na lógica da meritocracia neoliberal. O que acaba ocorrendo é a substituição da política pública educativa dos municípios pela política educacional elaborada pelas empresas, cuja meta é o lucro.
Além desta realidade em curso, a educação pública pode sofrer ainda mais ataques no governo de Michel Temer (PMDB). Uma das propostas do programa “Uma Ponte para o Futuro” é a total privatização do ensino médio. Numa espécie de Pro-Uni do ensino médio, são previstas parcerias com escolas privadas na formação básica. Juntamente a isso, pode se dar o aprofundamento da privatização do ensino superior, já amplamente dominado pela iniciativa privada, atuante em mais de 80% das universidades e faculdades no país.
As lutas dos trabalhadores da educação e as ocupações de escolas pelos estudantes mostram o caminho da resistência a estes projetos. Toda luta autônoma e organizada da classe trabalhadora e da juventude pavimenta o caminho de construção do poder popular.
Íntegra da 11a edição de O Poder Popular: http://pcb.org.br/portal2/11019

sexta-feira, 13 de maio de 2016

UNIDADE CLASSISTA FILIA-SE À FSM – FEDERAÇÃO SINDICAL MUNDIAL!

Estimados companheiros,
Estimados irmãos e irmãs,
Com muita alegria os informamos que o Secretariado da FSM se reuniu e examinou sua solicitação de filiação e a aprovou, baseando-se em seus princípios democráticos, na história e na ação de sua Organização pelo benefício dos trabalhadores.
Estamos muito contentes de dá-los as boas-vindas à grande família classista da Federação Sindical Mundial que se estende pelos 5 continentes.
Segundo os estatutos da FSM, sua filiação à FSM estará registrada com a resolução da próxima reunião do Conselho Presidencial.
Felicitamos os companheiros por unir-se às fileiras da FSM e juntar suas forças com as forças do movimento sindical internacional classista, dando assim mais força, entusiasmo e incentivo às lutas mundiais pelos interesses dos trabalhadores.
Com solidariedade e internacionalismo, nossas lutas comuns serão mais fortes e eficazes.
Mais uma vez, damos as boas-vindas às fileiras da FSM e os convidamos a seguir a página web da FSM. Ali se encontram as últimas notícias e informações das atividades e propostas da FSM: http://www.wftucentral.org.
Saudações fraternas,

Análise de conjuntura com professor JOSÉ PAULO NETTO (PPGPS/SER/UnB, 20 abril de 2016)

quarta-feira, 27 de abril de 2016

#TodoApoioaBrunoePablo

Dois jovens professores da UFMG, Pablo Lima (FaE) e Bruno Bechara (EEFFTO), estão sofrendo uma sistemática perseguição política por parte da atual Diretoria da APUBH - Sindicato dos Professores das Universidade Federais de Minas Gerais, Montes Claros e Ouro Branco. Pablo e Bruno são militantes sociais auto organizados no Coletivo de Professores da UFMG. São professores engajados na vida acadêmica e política da Universidade, por uma questão de consciência política, independentes de governos ou da máquina sindical.
Ambos foram expulsos pela Direção deste Sindicato sob a acusação injuriosa de falta grave dada a postura combativa e corajosa dos mesmos diante das irregularidades na condução da Presidência da APUBH na Assembleia Extraordinária realizada no dia 20 de Novembro de 2015, que, de forma cômica e vexatória aos demais colegas docentes, permitiu que pessoas que não eram filiadas ao sindicato, e nem sequer docentes da UFMG, votassem, em flagrante desrespeito ao Estatuto.
A atual diretoria da APUBH envergonha, dessa forma, toda a trajetória de lutas desta entidade, que sempre defendeu os interesses de classe da categoria, assim como a educação pública, gratuita e de qualidade. É uma diretoria que tem verdadeiro horror à discussão política e ao debate de ideias divergentes, e que abre suas assembleias a não filiados. Nós queremos saudar aqui a presença dos não filiados nas assembleias, mas não com direito a voto. Alguns desses não filiados são filiados a outras entidades, e isso não existe em nenhum lugar no mundo. Nenhum clube de futebol, nenhuma escola de samba, nenhuma associação permite que não filiados tenham voto. É o mesmo que alguém queira ser eleito síndico de um edifício e convidar os condôminos do outro edifício para vir votar no seu edifício.
As nossas divergências com essa diretoria são inconciliáveis, pois estão liquidando a APUBH, transformando-a em um instrumento de amaciamento da luta de classes, de apoio acéfalo a um governo que, em mais de uma década, calou o movimento sindical brasileiro e o colocou debaixo de seu braço, apesar dos heroicos exemplos de luta e independência política de alguns setores do sindicalismo. Esta entidade foi descaracterizada nessa última década pela política de conciliação, pela política reformista e rasteira da maioria desta direção.
Companheiros, eles chamam estes dois lutadores de agitadores, mas eles querem mudar esse sindicato. Resistindo a caça às bruxas promovida pela diretoria, eles querem mudar o sindicato pela base, para ele possa voltar a ser uma entidade de luta em prol dos trabalhadores em educação da UFMG.
Aos docentes da UFMG, que viveram mais de uma década sob a hegemonia dos governistas no sindicato, queremos fazer um apelo, um apelo de consciência aos companheiros, aos professores e professoras da UFMG, para que impeçam essa injustiça na próxima assembleia do sindicato, a se realizar no dia 29 de Abril, próxima sexta-feira, às 14hs no Auditório da Escola de Engenharia, Campus Pampulha (os professores da UFMG que ainda não são sindicalizados podem se filiar até o início da assembleia para participar com direito a voto da mesma). Não podemos permitir tamanho abuso de poder e postura antidemocrática na APUBH.
Pelo respeito ao estatuto da APUBH e à liberdade de organização e mobilização dos professores e contra o autoritarismo na condução do Sindicato, contamos com todos e todas na Assembleia de 29/4! Não existem acusações formais aos professores Pablo Lima e Bruno Bechara, e o último recurso de Pablo e Bruno será objeto de apreciação dos professores sindicalizados nesta Assembleia Extraordinária. Recordemos Marx que afirmou na tese 2 (Teses sobre Feuerbach) que “a questão de saber se é preciso conceder ao pensamento humano uma verdade objetiva não é uma questão de teoria, porém uma questão prática. É na prática que o homem deve comprovar a verdade, isto é, a realidade efetiva e a força, o caráter terrestre de seu pensamento.”

Daniel Oliveira
Licenciado em Letras pela UFMG, professor da rede pública de educação básica (BH/MG) e militante da Corrente Sindical Unidade Classista



Pablo Lima

Bruno Bechara

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Militante do PCB de São Paulo participa de audiência nos Estados Unidos para denunciar agressões da PM contra estudantes

No dia 7 de abril, três secundaristas do Comando das Escolas em Luta de São Paulo, entre os quais, Fabiana Medrado, militante do Partido Comunista Brasileiro, participaram da audiência pública da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) em Washington, nos Estados Unidos, para denunciar a violência da Policia Militar do Estado de São Paulo, cometida durante as ocupações nas escolas e a repressão nos atos contra a reorganização escolar promovida pelo governo Alckmin.

Na ocasião foi exibido um vídeo de cinco minutos produzido pelos estudantes, com imagens das agressões físicas durante os protestos de rua, depoimentos de alunos criminalizados e detidos arbitrariamente, além do áudio de Fernando Pádula, na época chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, que afirma estar numa guerra – fazendo referência as ocupações das escolas – e reforça o enfrentamento contra os alunos. foram apontadas violações como uso indiscriminado de armamento menos letal como spray de pimenta, balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo, uso de armas de fogo, desproporcionalidade do efetivo policial e ausência de identificação desses agentes.

Em sua fala, Fabiana Medrado destacou que as manifestações realizadas por crianças e adolescentes devem ser acompanhadas por órgãos específicos, que garantem a proteção integral conforme previsto na CIDH e Convenção sobre os Direitos da Criança. Além de não haver atuação da polícia militar nas manifestações e qualquer tipo de monitoramento, incluindo ronda escolar em qualquer unidade escolar e proibição de registro por foto ou vídeo dos jovens para qualquer finalidade.

Emocionada Tereza Cristina Lopes, representante do Comitê de Mães e Pais em Luta, leu a prisão arbitraria de seu filho que participou da ocupação da escola Fernão Dias Paes. “Na delegacia, fomos humilhados e não consegui registrar boletim de ocorrência contra o policial que agrediu meu filho, porque ele deu queixa por desacato a autoridade, sendo que meu filho foi preso apenas porque estava exercendo seu direito de manifestação. Esta situação se repetiu com outros meninos sob ameaça de prisão”, relata.

Tereza também contou que após a desocupação da última escola, seu filho e amigos passaram a ser enquadrados pela polícia na rua. “Meu filho já foi parado pela PM três vezes no mesmo dia. Nessas ações, os policiais tiram fotos, anotam endereço e fazem ameaças. Segundo o promotor, que eu conversei, existe um banco de dados desses garotos para que sejam identificados por outros efetivos, criminalizados e presos por delitos que não cometeram”, declarou.

A audiência foi marcada após a CIDH analisar o dossiê produzido por um grupo de advogados, que estava acompanhando as ocupações e passou a documentar as arbitrariedades praticadas pela PM, por meio de depoimentos de alunos, mães e pais, imagens, vídeos, links das redes sociais e mídia. O documento também foi apresentado no núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública de São Paulo.

A ação busca pressionar o Estado brasileiro a apresentar uma solução para a conduta dos policiais e a violação dos direitos humanos. A viagem foi custeada com o valor arrecadado no financiamento coletivo e os jovens foram acompanhados por uma mãe do Comitê de Mães e Pais em Luta, uma advogada e outra representante da ONG internacional Artigo 19.
Para Fabiana Medrado a audiência teve uma boa repercussão em Washington e no Brasil. “Foi importante perceber que existe outra instância para desafiar o Estado de São Paulo, ainda que dentro de uma instituição burguesa, foi muito enriquecedor”, conta.

A jovem militante ainda sublinha a sua percepção sobre a viagem e a luta. “Foi possível conhecer outras organizações de esquerda nos Estados Unidos, como Mães de Maio, perceber os intercâmbios possíveis e tomar consciência dos tensionamentos sociais e políticos que o capitalismo provoca na juventude, juntos as comunidades negras e de mulheres. Embora em cada país a luta ocorra de forma específica, dentro de suas peculiaridades, faz parte do mesmo enfrentamento ao capital”, destaca.

A defesa do estado brasileiro
O procurador-geral do Estado de São Paulo, Elival da Silva Ramos representou o governo de São Paulo e expôs o que seria a reorganização escolar. A reação da PM foi justificada pelo fato dos alunos terem ocupado equipamentos públicos. “Não se trata de se manifestar contra uma política pública e sim de ocupar um prédio público e as consequências foram as depredações das unidades escolares e interrupção do período letivo afetando os alunos que não participaram do movimento”, disse.

Já nas manifestações, Ramos alegou que não ouve aviso antecedente dos protestos para evitar o comprometimento do tráfego em vias importantes e a polícia militar foi acionada para desobstruir as ruas. “Uma dessas é a Avenida Paulista, onde ficam inúmeros hospitais no entorno, portanto pessoas perdem o direito à vida em função de atos não avisados previamente”, afirma.

A comissária de direitos humanos Margarette Macaulay rebateu as justificativas do procurador. “Eles são crianças e estavam protestando, o que eles tinham direito de fazer. Não teria sido melhor para o Estado não ter enviado a polícia repressora? Quando a polícia está presente, há violações de direitos humanos”, destacou.

A CIDH realizou uma série de questionamentos sobre a atuação da PM, também será emitido um documento com recomendações ao governo brasileiro. A comissão também pode iniciar uma investigação sobre o caso, com processo na Corte Interamericana de Direitos Humanos na Costa Rica.

Texto: Carol Nogueira
Crédito da foto: Daniel Cima
Foto: da esquerda para a direita: Fabiana Medrado (PCB) Taynah Hentringer e Igor Miranda, todos do Comando das Escolas em Luta na CIDH

Fonte: http://pcb.org.br/portal2/10913

Boletim Nacional da Unidade Classista #02





Para ler o boletim, basta acessar o link abaixo:
http://pcb.org.br/portal2/10900?utm_source=PCB


quarta-feira, 20 de abril de 2016

Só a luta dos trabalhadores pode construir uma alternativa à esquerda em nosso país

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Representantes dos segmentos majoritários das classes dominantes no parlamento, aliados a setores do judiciário e da mídia hegemônica, impuseram a admissibilidade do impeachment da presidente Dilma, num processo repleto de manipulações, manobras, conchavos, negociatas e jogo sujo em todas as áreas da institucionalidade burguesa. O sinal verde para o impeachment aprovado na Câmara dos Deputados é um acinte ao povo brasileiro, pois se trata de uma medida comandada cinicamente por um delinquente político e apoiada por mais de uma centena de deputados envolvidos em processos de corrupção.

Mas esse também foi um processo pedagógico para os trabalhadores, pois demonstrou claramente a natureza da democracia burguesa e o perfil conservador do Congresso Nacional, composto majoritariamente pelo que há de mais reacionário na sociedade brasileira, ou seja, os representantes dos interesses dos banqueiros, latifundiários, empreiteiras, oligopólios industriais e do grande comércio, que financiam suas eleições. Eles não representam seus eleitores, mas seus financiadores.

Esse processo demonstrou, além disso, que as regras formais da democracia burguesa só são respeitadas pelas classes dominantes enquanto servem aos seus interesses. Em momentos de crise, a burguesia tira a máscara e manipula essas regras sem a menor cerimônia, a favor dos seus objetivos. Esta tem sido uma dura lição para os petistas e todos aqueles que acreditam nas alianças com a direita, no “estado democrático de direito” e nas concessões ao capital. De nada adiantou a vergonhosa conciliação de classe que o PT praticou durante treze anos, pois quando o governo passou a não interessar mais à burguesia – que tem pressa de fazer as contrarreformas que o PT faz aos poucos – esta usou de todas as suas artimanhas para descartá-lo do poder.

Tudo leva a crer que dificilmente o impeachment será revertido no Senado, presidido por outro velho conhecido nos processos que tratam da corrupção, em relação ao qual o PT ainda se ilude, considerando-o aliado. Chamar de traidores aos que se lambuzaram com as benesses do seu governo e agora abandonam o barco para se locupletar em outro é, sem dúvida, a maior evidência da ilusão de classe. A maior parte da escória que votou pelo impeachment neste domingo estava, há poucos dias, na base de sustentação do governo. O mesmo poderá acontecer no Senado.

Mas é necessário lembrar que o vice-presidente, em vias de assumir o lugar de Dilma, é também indiciado em processos por corrupção e caracteriza-se por ser um político inescrupuloso e ardiloso, que o tempo todo conspirou nas catacumbas da imoralidade política contra o próprio governo do qual faz parte, sempre com a ambição de se tornar presidente, mesmo sem votos. Caso o governo Temer se estabeleça, o movimento sindical e operário, o movimento popular e a juventude não lhe devem conceder um minuto de trégua, mobilizando-se para derrotá-lo a partir das lutas nas ruas, nos locais de trabalho, de moradia e estudo, nas ocupações urbanas e rurais.

Enfatizamos que por trás das manobras da burguesia para descartar o PT estão interesses bastante concretos para acelerar e aprofundar a pauta contra os trabalhadores que os governos petistas já vinham levando a efeito, como a contrarreforma da previdência, a flexibilização dos direitos trabalhistas, a entrega do pré-sal às multinacionais e as privatizações. Sabemos que para implantar uma pauta dessa ordem, o estado burguês tende a aumentar a criminalização e a repressão contra as lutas populares, bastando aplicar a lei antiterrorista já em vigor, proposta e sancionada pelo governo petista. Portanto, a luta de classes se tornará mais acirrada. Em contrapartida, estarão reduzidas as possibilidades de conciliação e ilusão de classes, o que poderá levar a resistência dos trabalhadores e setores populares a um novo patamar, colocando na ordem do dia a necessidade da construção do Poder Popular, rumo ao Socialismo.

O PCB conclama sua militância, simpatizantes e aliados a somar esforços pela realização de um Primeiro de Maio Unitário Classista em todas as cidades onde for possível, para alcançarmos o máximo de unidade na ação contra a ofensiva do capital. Essa unidade é um dos primeiros passos na construção de um Bloco de Lutas de todas as forças anticapitalistas e condição para a realização, no primeiro semestre do próximo ano, de um Encontro Nacional da Classe Trabalhadora e dos Movimentos Populares.

PCB – Partido Comunista Brasileiro
Comissão Política Nacional – 20/04/2016

terça-feira, 19 de abril de 2016

Unidade Classista nas lutas dos trabalhadores

(Manifestação de servidores do Rio de Janeiro contra o corte de salários dos inativos)

A crise e a saída para a Classe Trabalhadora

O cenário político e econômico é preocupante. Apesar de grave, a crise é também uma oportunidade para a burguesia monopolista realizar contrarreformas que em outros momentos seriam mais difíceis. O estado mínimo com serviços privatizados, acordos sendo firmado diretamente entre patrões e empregados no âmbito das empresas, retirada de direitos trabalhistas, entre outros, são  sonhos de consumo do empresariado brasileiro já anunciados para o próximo período, independentemente do resultado do processo de impeachment.
Essas medidas já vinham sendo colocadas pelo governo do PT. Vide a Contrarreforma da Previdência, as Parcerias Público-Privadas, etc. Mas o patronato quer mais rapidez, sendo essa uma das razões para o engajamento da FIESP no atual o pedido de impeachment da Presidente Dilma.
O apetite burguês não para por aí. Como existe muito capital acumulado nos cofres do sistema financeiro, e dinheiro parado é prejuízo, a bola da vez é a mercantilização dos serviços públicos. Nesse sentido, a precarização deliberada da saúde e da educação, por exemplo, visa abrir as portas para as privatizações.
A ofensiva do capital sobre o trabalho se aproveita do caminho aberto por sindicalistas conciliadores, que em troca de migalhas adotaram a defesa incondicional do governo em prejuízo da luta autônoma dos trabalhadores. Buscando proteger Dilma da turbulência oriunda da adoção de medidas impopulares, foram aceitando acordos coletivos rebaixados e exaltando políticas emergenciais-compensatórias como grandes conquistas para classe trabalhadora.
Com essa política de amoldamento à ordem, os sindicalistas de parceria conflitiva, como se autointitulam os burocratas sindicais, foram trocando ganhos reais por participação em lucros e resultados (PLR). Em vez de colocar a classe em movimento para defender seus direitos e conquistas históricas, capitularam à lógica desavergonhada das demissões voluntárias, redução de salários, além da perda de outras importantes cláusulas sociais obtidas em acordos anteriores, através de muita luta.
Ainda que a atual conjuntura seja adversa à classe trabalhadora em função da trajetória de passividade estimulada pelo sindicalismo chapa branca e da submissão inerente à conciliação governista, também surgem possibilidades de contraofensiva para a militância classista dialogar com as bases de todas as categorias profissionais, numa perspectiva de reorganização de resistência e autodefesa de seus direitos a partir dos seus locais de trabalho e moradia.
Assim sendo, a UNIDADE CLASSISTA propõe a construção de um bloco de forças sindicais e populares que assumam a tarefa de organizar a classe para coletivamente: exigir investimentos públicos em saúde, educação, saneamento básico, moradias populares, mobilidade urbana; mais empregos e melhores salários; enfrentar as demissões imotivadas; ocupar as plantas das unidades de produção falidas e complexos habitacionais erguidos com as reservas do FGTS para servir à especulação imobiliária, construindo espaços de autonomia e exigindo a injeção de fundos orçamentários do Estado, cuja maior fatia (73%) tem sua origem nos impostos pagos por quem ganha até 3 salários-mínimos.
Com esta perspectiva a UNIDADE CLASSISTA conclama as organizações classistas consequentes a se unirem na construção de um 1º DE MAIO de massa, convocado desde locais de trabalho e moradia para manifestações nas capitais dos estados, dando uma demonstração da disposição da classe trabalhadora para enfrentar o projeto de desmonte do estado e retirada de seus direitos.
Rumo ao Encontro da Classe Trabalhadora - ENCLAT
Defender direitos e na luta ampliar conquistas.
Ousar lutar pelo Poder Popular

segunda-feira, 21 de março de 2016

Enfrentar a ofensiva do capital a partir das lutas dos trabalhadores

A crise política e institucional brasileira vem se agravando de maneira acelerada, com o aumento da fragilidade do governo e o deslocamento de parcelas expressivas da burguesia para o campo do impeachment. Estamos assistindo a uma disputa suja, própria do chamado estado democrático de direito, onde o setor hegemônico da burguesia viola as regras e leis que ele próprio instituiu, afrontando a Constituição e manipulando informações para atingir seus interesses. A hipocrisia das classes dominantes revela-se claramente no fato de o processo de impeachment ser comandado por Eduardo Cunha, corrupto que já deveria estar na cadeia. Além disso, mais de 100 parlamentares estão sendo investigados em função de graves denúncias de corrupção, como Michel Temer, Aécio Neves, Renan Calheiros, além de alguns governadores e outros políticos da ordem.
Os setores que querem derrubar o governo são ainda mais conservadores e buscam aplicar com rapidez o que o PT vem implementando de forma gradual, para não contrariar parte de sua base social, formada por sindicalistas e ativistas sociais. São as velhas oligarquias financeiras ligadas ao capital internacional, os oligopólios industriais, comerciais e de serviços, o agronegócio e todos aqueles que ganharam rios de dinheiro com a política de conciliação de classes do governo petista.
Diante da crise econômica mundial e seus impactos no Brasil e da impossibilidade de o PT continuar o apassivamento das massas, a burguesia resolveu acabar com a terceirização e formar um governo “puro sangue”. Essa constatação, no entanto, não nos leva a hipotecar solidariedade a esse governo que, mesmo acossado pela direita, sancionou, às vésperas das manifestações que chamou em sua própria defesa, a Lei Antiterrorismo que, na prática, é semelhante à Lei de Segurança Nacional dos tempos da ditadura e visa criminalizar e perseguir os movimentos sociais.
A articulação entre setores do judiciário, do parlamento, de empresários e da mídia corporativa é uma grave ameaça às liberdades democráticas, duramente conquistadas pelos trabalhadores, com destaque para a forma incisiva e constante com que a rede Globo manipula as informações. Não é a primeira vez que este monopólio se envolve em tramas sórdidas para atender seus interesses e os daqueles que lhe financiam. Lamentavelmente, ao longo de todo o ciclo petista esta organização foi um das mais privilegiadas com verbas publicitárias do governo, que agora reclama da forma como estão sendo veiculadas as informações, mas não tomou nenhuma medida no sentido de restringir o poder dos oligopólios midiáticos e promover a democratização dos meios de comunicação.
O principal responsável por essa ofensiva da direita é o próprio Partido dos Trabalhadores, que não só praticou nesse período uma política de conciliação de classes, como desenvolveu a cooptação de lideranças sindicais e de movimentos sociais e a despolitização das massas. O que está acontecendo agora é resultado das opções políticas que o PT fez nesses mais de 13 anos de governo. Vale lembrar que a burguesia possui mecanismos suficientes para interferir na institucionalidade de acordo com seus interesses. Portanto, o que está acontecendo, a rigor, não é um golpe contra essa democracia, mas uma manobra da burguesia que não precisa mais do PT para gerenciar o capitalismo. Desde o início, estamos contra esse processo de impeachment porque entendemos que, seja qual for o resultado, será contra os interesses dos trabalhadores. Advertimos, no entanto, que as classes dominantes, diante do fato de que os seus principais dirigentes políticos estão envolvidos com a corrupção, aceleram o processo de impeachment para resolver rapidamente esse problema político e, em seguida, abafar as outras denúncias contra seus quadros.
Somos visceralmente contra a corrupção e a promiscuidade que existe na sociedade capitalista entre os interesses privados e públicos e entendemos a indignação de amplos setores das massas com a corrupção que se instalou, há muito tempo, em praticamente todas as esferas do Estado. Mesmo levando em conta que a corrupção é da natureza do sistema capitalista e que as forças conservadoras procuram por todos os meios manipular a opinião pública em relação a este tema, exigimos que as investigações sejam aprofundadas e que todos os envolvidos, sem exceção, sejam punidos exemplarmente, independentemente da posição que ocupam no governo, no Parlamento ou nas empresas.
Esse governo, mesmo que escape do processo de impeachment, não vai mudar de rumo. Ao contrário, está envolvido num círculo vicioso no qual, a cada concessão que faz, a burguesia exige novas concessões. Se sobreviver, seu destino é continuar implementando a política neoliberal. Qualquer novo governo da burguesia poderá ser ainda mais prejudicial aos trabalhadores. Em ambos os casos promoverão os ajustes e cortes de direitos exigidos pelo capital; a diferença pode ser no tempo, na forma e na intensidade.
Com o acirramento da crise econômica, social e política, emerge um ciclo de luta aberta entre capital e trabalho, processo que foi ofuscado e apassivado pelos governos PT. Esse não é um momento para pessimismo, perplexidade ou passividade. Os trabalhadores precisam confiar em sua organização e mobilização para derrotar as forças reacionárias a serviço do capitalismo.
Portanto, esta é uma conjuntura especial em que um ciclo está se esgotando e outro está nascendo. É o momento para se iniciar a reorganização de todas as forças e partidos do campo socialista, do sindicalismo classista, dos movimentos sociais da cidade e do campo e ambientais, dos coletivos anticapitalistas e de todos aqueles que desejam e lutam por uma sociedade justa e igualitária, constituindo um grande bloco de lutas para enfrentar esta grave conjuntura. É preciso construir um programa político de unificação dessas lutas, com a participação de todos, para levar adiante a contraposição à ofensiva do capital e buscar uma alternativa à esquerda para os trabalhadores, de forma a construir um novo rumo para o País.
Comissão Política Nacional do PCB (21 de março de 2016)


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Veja a Página do PCB – http://pcb.org.br/portal2/

quarta-feira, 16 de março de 2016

Nota da Unidade Classista distribuída na Assembleia do SindUTE/MG 16/03/2016

Em meio ao agravamento da crise política, marcada pelo esgotamento do governo Dilma e a degradação política e ideológica do Partido dos Trabalhadores (PT) e seus satélites, foi deflagrada uma greve nacional da educação, organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), com a seguinte pauta: pelo cumprimento da lei do Piso; contra a terceirização; contra a entrega das escolas às organizações sociais (OSs); contra o parcelamento de salários; contra a militarização das escolas públicas e contra a reorganização das escolas.
Não obstante a “filiação partidária” da CNTE e do Sind-UTE/MG ao Partido dos Trabalhadores (que cobra do governo petista de Fernando Pimentel o cumprimento do acordo assinado em 2015), os trabalhadores da educação mais uma vez levantam a bandeira do NÃO À PERDA DE DIREITOS NA “PÁTRIA EDUCADORA”!
Graves são os ataques impetrados pelos governos contra a educação pelo Brasil afora: governos que não cumprem a lei do Piso, que iludem a sociedade com alternativas falaciosas, como o caso de Goiás com a administração escolar feitas pelas Organizações Sociais (Oss), que na verdade são organizações privadas, a militarização de escolas (Goiás e Amazonas), reorganização de escolas (leia-se fechamento) em São Paulo, agressões físicas e psicológicas brutais contra professores em greve como no Paraná, e o parcelamento de salários em Minas e no Rio de Janeiro.
Em Minas Gerais, o governo de Pimentel, que se elegeu em decorrência do desgaste dos governos do PSDB, apresentou à ALMG, depois de várias reuniões com o sindicato, uma proposta de abono salarial em substituição ao subsídio. Pior, anunciou e propagandeou que está pagando o Piso (o que não seria mais do que sua obrigação) em um acordo histórico com os trabalhadores da educação. E assim, mais uma vez fomos enganados.
O que se vê na educação pública em MG é que os governos de PT, PSDB, PMDB, etc, se colocam de forma completamente servil às exigências da classe dominante, com profundos cortes nos programas sociais para garantir o pagamento dos juros aos rentistas.
A Unidade Classista considera que o momento é de concentrar esforços para a mobilização e a organização da classe trabalhadora em luta por suas demandas e para construirmos a unidade de ação das forças anticapitalistas, como condições para o enfrentamento da ofensiva contra os interesses do proletariado e dos setores populares.

http://csunidadeclassista.blogspot.com.br


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

SP: Alckmin fecha 2700 salas de aula

50 alunos ou mais por sala de aula, escolas caindo aos pedaços, baixa remuneração e nenhuma perspectiva de melhoria. O desafio de ser professor no estado de São Paulo é enorme e a gratificação é praticamente nula. As péssimas condições de trabalho implicam em problemas de saúde nos profissionais e, os alunos, engarrafados entre três paredes e um quadro negro, assistem ao desmonte de sua formação.
Definitivamente, o ano letivo não começou bem para a educação. Isso porque, ao voltar das férias, grande parte do corpo docente percebeu que teria que encarar salas com mais de 50 alunos, muitas vezes até mais. 
Para o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) o governo do PSDB liderado pelo governador Geraldo Alckmin tem adotado uma prática de desmonte paulatino da educação ao fechar salas das escolas estaduais com a justificativa que antes haviam muitas salas vazias. Em alguns casos, as escolas teriam se recusado, inclusive, a fazer o registro de solicitações de matrícula. Como se não faltassem problemas,  a Secretaria da Educação ainda deixou de repassar a verba que deveria ter entregado no fim do ano passado para manutenção e reforma das escolas.
Fechamento e superlotação
“Nós iniciamos o ano letivo assustados”, contou o professor de história, Sílvio de Souza, que leciona na Escola Estadual Salim Farah Maluf, na Zona Leste da capital. “Na escola em que eu trabalho tem turmas do ensino regular, do fundamental 1, 2 e do ensino médio com salas superlotadas. Os primeiros anos do ensino médio da escola onde eu trabalho, à tarde, tem mais de 60 alunos. Tenho lista com 63 alunos, 62, 58... Quer dizer, eles pegam 180 alunos e dividem em 3 turmas.”
A superlotação das salas denunciada pelo professor não é arbitrária e esse ano foi motivada pelo fechamento em massa de salas de aula. A gravidade da situação ficou ainda mais patente quando, após diversas denúncias de professores, um levantamento parcial realizado pelo sindicato revelou que, entre 2014 e 2015, 3.000 salas foram fechadas pela Secretaria da Educação. As regiões mais afetadas são Guarulhos, onde 300 salas foram fechadas, e Santo Amaro, com 250 salas. Com isso, os alunos acabam sendo agrupados nas salas restantes, o que resulta na superlotação.
A prática de fechar turmas e lotar salas já era comum na Educação de Jovens e Adultos (EJA) mas nunca fora aplicada em massa no ensino regular. “Eu já trabalhei com turmas do EJA de anos anteriores que a lista chegava a 90 alunos”, disse o professor. O que ocorria nos anos interiores era o fechamento de 15 a 20 salas em cada 100 escolas. Agora, apenas na diretoria de ensino Leste 3, que tem 77 escolas, houve mais de 100 salas fechadas.
A determinação oficial da Secretaria é que no primeiro ciclo do ensino fundamental haja 30 alunos por sala, no segundo ciclo, 35, e no ensino médio, 40. No entanto, imagens das listas de alunos feitas pelos professores tem comprovado que o que há na realidade são salas com 50, 70 e até 80 alunos.
Ensino prejudicado
No fim, a principal vítima da situação é o ensino, dado que, com a quantidade de alunos em sala, é praticamente inviável que a aula ocorra. “Como você consegue dar um atendimento individualizado, tirar uma dúvida, conseguir estar mais presente com o aluno no cotidiano? É impossível. A chamada é quase uma odisséia”, diz Silvio. Em muitos casos os alunos nem conseguem entrar na sala, que com 40 alunos já esgotou sua capacidade física. Por isso, segundo relatos de professores, a primeira semana foi usada quase que exclusivamente para tentar fazer com que todos os alunos coubessem nas salas designadas. Em algumas escolas, os bancos do pátio foram levados para dentro para que os alunos pudessem se sentar.
A consequência para os professores é ainda pior e pode levar a um quadro de afastamento da profissão. Segundo Silvio, “é uma tortura. Isso, inexoravelmente vai levar a um adoecimento maior dos professores. Em um cotidiano de sobrecarga de trabalho você se estressa muito mais, você tem que usar muito mais a voz, você tem uma quantidade de tarefas maior, preparar atividades e corrigir trabalhos.”
Cortes
No fim do ano passado, a Secretaria de Educação enviou um ofício às 5.300 escolas do estado dizendo que, em função da necessidade de fechar as contas, antes do fim do último mandato do governo de Geraldo Alckmin, não seria repassada a verba destinada à compra de materiais de escritório, limpeza e pequenas obras. Geralmente os colégios recebem, anualmente, R$ 7.900,00. Com o corte,  as escolas passaram a sofrer da falta de materiais básicos como papel higiênico e sulfite.
O sindicato aponta como principal culpado pela situação precária nas escolas o governo do PSDB no estado. Para a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha, os gastos com a última eleição e a necessidade de fechar as contas do governo estadual fizeram com que o governo enxugasse a máquina. Tanto é que, assim que assumiu o novo mandato, o governador tucano Geraldo Alckmin anunciou o corte de 10 mil vagas no ensino técnico estadual, o que representa 50% de todas as vagas e o contingenciamento de 3% do orçamento da pasta para educação, que corresponde a cerca de R$ 850 milhões.
Mais do que isso, a presidente aponta que a própria ideologia do PSDB faz com que se faça cortes no setor público: “Essa é a tônica do PSDB, a lógica de estado deles é de estado mínimo. Aí qualquer probleminha que aparece, onde eles vão mexer? Onde a população mais precisa, nos serviços públicos, a educação, a saúde, a segurança. Eles não vão mexer nas grandes obras. Isso vem desde 1995 quando pela primeira vez o governador Mário Covas instituiu a reestruturação física das redes, a título de dizer que com isso melhoraria a qualidade de ensino. E a partir daí fomos assistindo esses 30 anos de tucanato no estado de São Paulo com essa visão de gestão pública, fazendo com que amplos setores da população paguem o preço.”

http://www.carosamigos.com.br/index.php/politica-2/4812-sp-alckmin-fecha-2700-salas-de-aula
 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

'EUA, uma nação em declínio': maioria dos estudantes de escolas públicas vive na pobreza








Um novo estudo divulgado na sexta-feira mostra que mais da metade dos estudantes matriculados nas escolas públicas americanas vive na pobreza, um cálculo que o autor do relatório diz colocar os EUA no caminho para o declínio social geral.
Publicado pela Fundação Educacional do Sul, a nova análise usou o censo nacional mais recente disponível para confirmar que 51% dos estudantes ao redor das escolas públicas da nação eram de baixa renda em 2013.
De acordo com o relatório:
Em 40 dos 50 estados, estudantes de baixa renda constituem não menos que 40% de todas as crianças de escola pública. Em 21 estados, crianças que ganhavam almoços gratuitos ou com preço reduzido eram a maioria dos estudantes em 2013.
A maior parte dos estados com uma maioria de estudantes de baixa renda é encontrada no Sul e no Oeste. 13 dos 21 estados com uma maioria de estudantes de baixa renda em 2013 localizavam-se Sul, e 6 dos outros 21 estados no Oeste.
O Mississippi liderou a nação com a taxa mais alta: 71%, quase 3 em cada 4 crianças de escola pública no Mississippi eram baixa renda. A segunda taxa mais alta da nação foi encontrada no Novo México, onde 68% de todos os estudantes de escola pública eram de baixa renda em 2013.
Em adição à documentação do número de estudantes que recebem alguma forma de assistência do governo durante seu dia escolar, incluindo programas chave que oferecem almoços gratuitos ou com preço reduzido, o relatório deixa claro que a pobreza dentre os mais jovens da nação está impactando diretamente e negativamente o aprendizado dos alunos e a habilidade do sistema publico educacional de alcançar sua meta em fornecer educação adequada para todos.
“Não podemos mais considerar os problemas e as necessidades dos estudantes de baixa renda simplesmente como uma questão de justiça,” diz o relatório. “Seus sucessos ou falhas nas escolas públicas vão determinar o corpo inteiro do capital humano e do potencial educacional que a nação possuirá no futuro. Sem aprimorar o apoio educacional que a nação fornece aos seus estudantes de baixa renda - estudantes com as maiores necessidades e usualmente o menor apoio - as tendências da última década serão prolongadas para uma nação não em risco, mas uma nação em declínio.”
Falando com o Washington Post, Michael A. Rebell da Campanha por Igualdade Educacional na Faculdade de Professores na Universidade de Columbia notou como a taxa de pobreza tem aumentado mesmo com alguns indicadores econômicos tendo melhorado. “Nós sempre sabemos que esta é a tendência, que chegaríamos a uma maioria, mas está aqui mais cedo do que o esperado,” disse Rebell. “Muitas pessoas no topo estão se saindo muito bem, mas as pessoas na base não estão se saindo bem mesmo. Essas são as pessoas que têm mais filhos e que os mandam para as escolas públicas.”
As descobertas mais recentes aparecem enquanto o Departamento de Educação e os legisladores no Congresso começam um novo debate acerca da reautorização do Ato da Educação Secundária e Elementar (ASEA), mais conhecido pelas versões atualizadas ou programas apoiados por aquela lei - Nenhuma Criança Deixada Para Trás (NCLB) sob o presidente George W. Bush e o Corrida Para o Topo (RTTT) sob o presidente Obama.
Aqueles contrários ao programa, tanto democratas quanto republicanos, por causa de seus testes padronizados buscando um alto rendimento, estão esperando que a reautorização da ASEA seja sua próxima oportunidade para apontar as falhas das solicitas codificadas em ambos NCLB e RTTT.
Como Randi Weingarten, chefe da Federação Americana de Professores, disse no inicio da semana passada em resposta a um discurso do Secretário de Educação Arne Duncan: “Qualquer lei que não se refira aos nossos maiores desafios - financiar desigualdade, segregação, os efeitos da pobreza - irá falhar ao tentar transformar as nossas crianças e escolas, que tanto necessitam.”
Ela continuou, “a política educacional federal atual - Nenhuma Criança Deixada Para Trás, Corrida Para o Topo e desistências - consagrou um foco no teste, não no aprendizado, especialmente testes com alta participação e as consequências e sanções que surgem disso. Isso é errado, e é por isso que existe uma chamada pela mudança. A estratégia de abandono e a Corrida para o Topo exacerbaram a fixação por testes que foi colocada pela NCLB, permitindo que as sanções e as consequências ofuscassem todo o resto. [Baseado no discurso de Duncan], parece que o secretário queira justificar e consagrar o status quo e isso é preocupante.”
Em um artigo para a revista The Nation ano passado, os experts em educação e pobreza Greg Kauffmann e Elaine Weiss descreveram um corpo enorme de pesquisa que mostrou os vários fatores associados com como a pobreza afeta o aprendizado, incluindo: a realização educacional dos “familiares”; como os pais lêem, brincam e respondem às suas crianças; a qualidade do cuidado e da educação antecipados; acesso consistente à serviços de saúde mental e física e alimentos sadios.”
O que está faltando do debate amplo, de acordo com Kauffmann e Weis, é a compreensão do “impacto da pobreza concentrada - e da segregação econômica e racial - nas conquistas estudantis” e um contexto muito mais amplo. “É hora de pararmos de ignorar [os impactos da pobreza e da desigualdade educacionais],” eles escreveram. “As ultimas décadas viram a polarização do crescimento de renda, com o 1% do topo colhendo a grande maioria dos ganhos sociais, a classe média diminuindo, e os da base perdendo o chão. Como resultado, a pobreza concentrada é mais potente e relevante do que nunca.”
E de acordo com uma análise da SEF pela Education Week, as taxas em crescimento de pobreza dentre os estudantes serão, e deveriam ser, uma parte mais ampla do debate atual sobre políticas de educação:
As escolas têm sido confrontadas com os desafios da pobreza por anos, mas cruzar o limiar da maioria certamente cria um ponto de conversação poderoso em debates nos níveis local, estatal e federal sobre assuntos que falam desde igualdade e responsabilidade a apoios estudantis.
“Essa pobreza aprofundada irá complicar as discussões políticas sobre como educar os estudantes americanos, como pesquisas anteriores mostraram, os estudante estão em risco acadêmico mais significativo em escolas com 40% ou mais de concentração de pobreza,” escreveu a Education Week quando cobriu as tendências de crescimento da pobreza em 2013.
E, como a Rules for Engagement já reportou, famílias pobres estão cada vez mais se mudando para os subúrbios e vivendo em áreas com altas concentrações de pobreza, criando dimensões para o debate.
A nova maioria de estudantes de baixa renda é outra realidade para os educadores americanos.

http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/-EUA-uma-nacao-em-declinio-maioria-dos-estudantes-de-escolas-publicas-vive-na-pobreza-/6/32685

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

NÃO HÁ RISCOS DE GOLPE, NADA MELHOR QUE UMA ESQUERDA PARA CONCLUIR O TRABALHO DA DIREITA


Desde que o PT e seus aliados da esquerda social-liberal PCdoB, PSB e PDT se aproximaram de setores da direita brasileira para garantir a governabilidade burguesa, fala-se em avanços para os trabalhadores como se o nosso país estivesse caminhando para o socialismo, por causa disso a burguesia brasileira estaria conspirando para impedir o avanço na sociedade brasileira.
Na prática, estamos assistindo o contrário, para muitos militantes de esquerda a degeneração do PT começou com a vitória eleitoral de Lula em 2002. O PT foi uma tragédia anunciada, surge negando, distorcendo a história do movimento operário no Brasil, foi legalizado durante a reforma eleitoral da ditadura após o pacote de abril de 1977, onde a reforma eleitoral realizada naquele momento da ditadura deixa de fora os comunistas que não puderam disputar as eleições como partido legalizado em 1982.
O PT não foi atingido pela crise das experiências de construção do socialismo na Europa Oriental, porque em seus documentos defendiam o solidariedade na Polônia que era financiado pela CIA. Após a derrota eleitoral em 1989, o campo majoritário do PT avança para guinada a direita com a CUT (Central Única dos Trabalhadores) se filiando a CIOLS (Confederação Internacional das Organizações Sindicais Livres). A CUT desde então vem promovendo o discurso despolitizante no meio sindical ao defender um sindicalismo pelego com discurso de cidadania e colaboração com o capital no lugar do sindicato classista em oposição ao capital, para acalmar a burguesia brasileira e internacional, o PT lança a carta aos brasileiros e adota como vice na chapa de Lula em 2002 o empresário José Alencar para simbolizar a aliança capital-trabalho.
Após a posse em 2003 o governo petista e seus aliados sociais-liberais, estendem a mão aos velhos conchavos da política burguesa tradicional da direita brasileira que inclui alguns dirigentes políticos tradicionais como: Sarney, Maluf, Collor, Roberto Jefferson, Inocêncio Oliveira, Kátia Abreu... Através desta aliança foi garantido o pacto de governabilidade para fazer avançar o capitalismo brasileiro, veio a modernização conservadora garantida pela cooptação dos movimentos sociais como as centrais sindicais governistas, o movimento estudantil como a UNE e etc. Com o governo petista o Brasil se inseriu no campo internacional como potência emergente, porém não vamos nos iludir é uma política externa conservadora e capitalista esta política externa não tem nada de antiimperialista. O governo petista vem praticando a política externa do capitalismo brasileiro. Tropas foram enviadas e mantidas no Haití, aviões tucanos fabricados no Brasil foram enviados para a Colômbia para ser utilizados para bombardear regiões camponesas, este governo manteve os acordos comerciais e militares com os Estados Unidos, Israel, Colômbia e outros países capitalistas. Este governo consolidou as multinacionais brasileiras no exterior, não para fazer a integração com os povos e sim para disputar mercados como qualquer empresa capitalista, toda esta expansão do capitalismo brasileiro é financiada pelo apoio de bancos públicos como o BNDES, mesmo os investimentos em Cuba é um investimento capitalista como qualquer outro, as divergências entre o bloco burguês liderado pelo PT e o bloco burguês liderado pelo PSDB é quem vai gerir o capitalismo brasileiro, as duas ou três campanhas mais forte são apoiadas e financiadas pelas mesmas empresas.
O governo petista não procurou rever as privatizações do período anterior, ao contrário as aprofundaram com as parcerias público-privadas as famosas PPP’s, criou a EMBESERH para privatizar os serviços públicos nos hospitais federais, não assentou os trabalhadores rurais e vem entregando o nosso petróleo através da agência nacional do petróleo a famosa ANP dirigida pelo PCdoB, fazendo com que a Petrobras deixe de ser uma empresa pública para ser privatizada aos poucos para atender os interesses das grandes empresas capitalistas nacionais e estrangeiras. O governo petista não fez reforma agrária porque sua base de apoio é ligada ao agronegócio como a ruralista Kátia Abreu. O Governo petista tem se pautado pelas propostas conservadoras que retiram cada vez mais direitos dos trabalhadores, foi justamente durante o governo petista que foi feito as reformas da previdência e a reforma sindical ambos para atender os interesses do capital.
O escândalo do mensalão não foi uma tragédia, foi apenas um fato corriqueiro da tradicional política burguesa tão comum em qualquer país capitalista. O governo do PT não quis governar com as massas trabalhadoras mobilizadas para não perturbar o sono da burguesia e nem atrapalhar a acumulação de capital, preferiu fazer acordos com deputados dos partidos burgueses acostumados ao fisiologismo do modo capitalista de governar, com isto o PT e seus aliados de esquerda como o PCdoB se renderam a velha prática do cretinismo parlamentar.
A corrupção não é uma invenção do PT, como vem falando os eleitores de Aécio Neves (PSDB) ou personalidades da direita, isto é prática comum nas sociedades capitalistas. Os eleitores de Aécio Neves, Bolsonaro e etc, deviam buscar mais informação ao invés de ficar falando besteiras como “papagaio de pirata”, tem eleitor de Aécio Neves que fica esperneando nas redes sociais, enquanto os grandes bancos e grandes empresas comemoram o resultado das eleições, porque estes são os grandes financiadores das campanhas eleitorais. Seja Dilma do PT, Aécio do PSDB ou Marina do PSB, qualquer um destes que fossem vitoriosos nas eleições nada não mudaria o quadro político da sociedade brasileira, contudo não é uma simples eleição ou revezamento de partidos ligados ao capital que irá mudar toda uma estrutura e superestrutura em uma sociedade.
Governos de esquerda que governam com a direita não é novidade na história da luta de classes, foi assim com a social-democracia, partidos da segunda internacional durante primeira guerra mundial 1914-1918 quando estes partidos aderiram à política de colaboração de classe com a burguesia reprimiram levantes de trabalhadores como o ocorrido na Alemanha durante o governo que contou com a participação de Kautsky importante dirigente de um importante partido operário, este partido foi conivente com o assassinato da revolucionária Rosa Luxemburgo, Kerensky na Rússia, Otto Bauer na Áustria e etc.
Governos sociais-democratas com sua política de colaboração de classes ao confundir as massas, preparou o caminho para o Nazi-Fascismo durante a crise do capitalismo nos anos 1920 e 1930, após a segundo guerra mundial a social-democracia até mesmo alguns partidos comunistas garantiram o pacto capital-trabalho com a política capitalista Kenesiana do Estado de bem Estar Social, esta mesma social democracia nunca deixou de praticar a política econômica da burguesia. Aqui entre nós a social democracia chegou ao poder no momento em que ela não pode aplicar e nem garantir os direitos sociais, porque neste momento o capitalismo está atacando os direitos históricos das classes trabalhadoras em todo planeta. Derrotar o capitalismo é a única possibilidade de se preservar o planeta.
Enquanto houver gordura para queimar o capitalismo brasileiro vai procurar cooptar as massas trabalhadoras promovendo uma pequena política social como: o aumento do salário mínimo, bolsa família, consuma pelo endividamento, atraindo o mais pobre com a despolitização através da substituição de conceitos de esquerda e direita por conceitos entre pobres e ricos, procurando esvaziar o discurso ideológico de luta entre a classe proletária e a burguesa, o atual governo brasileiro liderado pelo PT não é um governo que transita para o socialismo é um governo capitalista que aceitou fazer o jogo da burguesia, nada melhor para um governo que se diz de esquerda concluir o trabalho da direita para desmobilizar e despolitizar as massas trabalhadoras, será este o legado deixado pelo governo petista e seus aliados sociais-liberais para a história da luta de classes no Brasil.
O período que se aproxima será de turbulências com aplicações de receituário conservador já anunciado após as eleições do segundo turno no dia 26 de outubro de 2014. O governo Dilma do PT vai ter que continuar o receituário Neoliberal dos governos anteriores, mesmo que estivessem na presidência Lula ou Aécio, as leis antipopulares e a aprovação de projetos a favor do capital é uma exigência da burguesia, lembrando o velho dilema do Positivismo da ordem e do progresso.
Hoje não há, não tem como haver um golpe ou retrocesso, a burguesia brasileira esta muito satisfeita pelos cardápios colocados pela grande mídia burguesa, o PT escolheu governar para o capital não tem volta, será que agora o governo do PT vai deixar de repassar recursos públicos para a Veja e outras empresas capitalistas? Vai cobrar do Sistema Globo e de outras grandes empresas as dividas junto ao Estado brasileiro? Vai enfrentar as bancadas conservadoras liderada pelo PSDB? Vai encarar as exigências do PMDB? De modo algum, não ha volta na opção de classe é puramente falacioso o discurso do menos pior, Aécio do PSDB e Dilma do PT são ruins para os trabalhadores, o PT escolheu garantir a governabilidade burguesa, nunca convidou os trabalhadores para fazer parte deste governo. Nunca ouve uma inflexão para a esquerda das poucas vezes em que aconteceu foi por puro oportunismo ou conveniência de momento.
Este é um momento que exige muita firmeza e determinação na defesa e independência de classe, devemos buscar aliança não só com aqueles setores tradicionais organizados em partidos e movimentos sindicais e populares, mais também com os trabalhadores dispersos e fora das máquinas burocráticas sindicais, apesar do vacilo e falta de disposição, setores importantes estão dispostos a lutar sejam nas greves, manifestações que estão ocorrendo em diversas regiões do Brasil, com populações reagindo até mesmo com paus e pedras, contra a injustiça nos canteiros de obras (relembrando a reação dos trabalhadores nos canteiros de obra do PAC), pela falta de serviços públicos, contra a violência da polícia nos bairros proletários.
A grande tarefa dos comunistas é colocar na ordem do dia a missão de romper com a apatia e institucionalidade que tomou conta da militância de esquerda que esta acreditando ser possível jogar todas as energias no processo eleitoral burguês fazendo com que parte dos partidos de esquerda mergulhe na ordem burguesa aderindo às agendas políticas pós-moderna movimentista negando a centralidade do trabalho para gerar reformismo e acomodação entre os militantes.
Ao não iludir o proletariado com velhos dispositivos, estamos olhando para o futuro nos preparando para enfrentar as forças interessadas na manutenção dessa ordem, na luta de classes não a espaço para vacilar, devemos lutar para desmascarar as forças que preservam a ordem burguesa, mirando no futuro para assegurar os caminhos que vão construir a revolução brasileira para conquistarmos um Estado governado e dirigido pelos trabalhadores através do Poder Popular rumo ao Socialismo em nosso país.

Ousar lutar!! Ousar Vencer!!

José Renato André Rodrigues
Professor de Filosofia
Secretário Político
Comitê Municipal do PCB – Nova Iguaçu  

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

terça-feira, 15 de julho de 2014

Candidatos do PCB em Minas Gerais


Presidente
Mauro Iasi 21

Governador
Túlio Lopes 21

Senador
Pablo Lima 210

Deputado Federal
Rair Anício  2100

Deputado Estadual
Daniel Cristiano  21210