quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A LEI 100 E A SITUAÇÃO ATUAL.

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Ainda nesse semestre o Supremo Tribunal Federal irá julgar a Adin ( Ação Direta de Inconstitucionalidade) encaminhada pelo Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, que questiona e pede a queda da legalidade da famigerada Lei 100 do Governo de Minas Gerais, que a cerca de 6 anos desconsiderou os concursos públicos existentes e efetivou à época mais de 70 mil servidores.
Passados mais de meia década, hoje o número de servidores que se encontram sob a condição de efetivados não chega nem a metade do que foi efetivado em 2007, mas a situação criada pelo próprio Governo gerou graves distorções na categoria e agora paira sobre a cabeça de milhares de trabalhadores a incerteza sobre a sua situação funcional.
Para entender todo essa estranha ação do Governo à época ( efetivar servidores sem concurso público) é importante resgatar a história.
Durante mais de duas décadas o Governo do Estado de Minas descontou na folha de pagamento dos servidores da educação o montante referente a contriubição previdenciária, mas não fez os devidos repasses aos INSS, ou seja, deu o calote!
Milhares de servidores que se encontravam sob o regime de contrato, os chamados: designados estavam em condição ilegal perante a Seguridade Social e corriam o risco de terem o direito de se aposentarem por tempo de serviço e não poderem gozar do benefício.
Para piorar a situação, a avaliação dos juristas à época, inclusive da advocacia do Estado era que inevitavelmente uma onda de processos judiciais contra o Estado seriam movidos pelos servidores prejudicados e certamente o mesmo teria que indenizar esses milhares de trabalhadores que foram lesados durante esses anos.
Imaginem o quanto isso não iria custar aos cofres públicos e o quanto não desmoralizaria o Governo atual.
Antes que a bomba explodisse, em uma das maiores ações de marabarismo jurídico, o Governo decidiu efetivar, à revelia da Constituição brasileira, todos aqueles que se encontravam na condição de designados, desde que estivessem atuando no Estado a pelo menos um ano ininterrupto.
De uma só vez, o Governo efetivou servidores que trabalhavam no Estado a 20, 21, 23 anos e também aqueles que trabalhavam a 1, 2 , 3 anos!!!
E milhares de outros trabalhadores que haviam feito concursos públicos para a educação, aprovados e aguardando a nomeação, ficaram a ver navios....
Grande parte das organizações políticas que atuavam na categoria à época, por exemplo: Articulação Sindical, PCB, PCdoB, esquerda do PT, Refundação, etc, etc foram contrárias à ação do Governo e não nos esquivamos em denunciar tal medida e a sua ilegalidade e estelionato ideológico, pois à época foi repassado aos trabalhadores a falsa ideia de que estava tudo resolvido.
Mentira!!!!
Todos nós, menos o PSTU, advertimos que essa famigerada Lei mais cedo ou mais tarde iria ter que prestar contas ao Supremo, mesmo que isso demorasse um certo tempo.
O fato é que ao longo dos últimos 4 ou 5 anos o Governo Estadual conseguiu resolver parte do problema, pois nesse período dezenas de milhares de trabalhadores(as) conseguiram se aposentar, mas por sua vez por ter efetivado pessoas com apenas 1 ano de Estado agora temos outros milhares de trabalhadores(as) em condição irregular.
Fomos e somos defensores de que no serviço público as pessoas sejam nomeadas via concursos e não efetivações forjadas, que na história da república brasileira, sempre foram moedas de poder para os governantes locais alocarem seus cupichos e estabelecerem uma relação de dependência política com os servidores.
Desde 1988 a Constituição Federal proibe a prática da efetivação e desde então a entrada em cargos públicos tem se dado através de concursos.
Algumas raras excessões ocorreram desde então, com a autorização do STF, como por exemplo servidores que já atuavam na máquina pública antes da promulgação da constituição de 1988.
Mas voltemos ao assunto inicial.
Há uma situação que os comunistas não podem deixar de se posicionar nesse momento.
Se estávamos certos de que essa famigerada Lei 100 era um engôdo e mais cedo ou mais tarde iria cair, se estavamos certos em denunciar as contradições que a Lei criou na categoria, pois passamos a ter servidores que não precisavam mais passar pelos processos de designação- uma das coisas mais desagradáveis que um educador vivencia no Estado- mas não gozavam dos mesmos direitos de um servidor concursado, tais como férias prêmio, licença remunerada e o direito a transferência por exemplo; agora estamos diante de uma situação aonde milhares de pessoas poderão ainda esse semestre perder seu vinculo com o Estado e sair pela porta dos fundos sem nada!
Quando atuava na categoria, já alertava para essa situação e defendi que a esses trabalhadores(as) cabe ao Governo do Estado, em havendo a decisão do STF pela ilegalidade da Lei 100, uma indenização por perdas e danos morais, devido a esse tempo todo terem sido usados como massa de manobra para encobrir os erros e a irresponsabilidade administrativa do próprio Estado, além da falsidade ideológica que durante todo esse tempo foi repassado aos trabalhadores(as) como se estes fossem de fato servidores efetivos.
Não é o caso de nesse momento apoiarmos a possível queda da Lei 100 e exigirmos a nomeação dos concursados. Isso é mais do que certo em minha opinião. Mas não podemos fechar os olhos para essa nefasta situação a que o Governo do Estado de Minas Gerais jogou esses trabalhadores(as).
É importante lembrar que grande parte dos trabalhaores(as) em educação que participaram das jornadas de luta em 2010 e 2011 ( Greves Históricas) tinham como ponto de reivindicação a realização de concursos públicos, pois já percebiam o engôdo e a instabilidade da situação dos efetivados.
Penso que essa é uma das demandas que a Unidade Classista terá nesse início de ano, sendo um campo muito fértil para estabelecer uma sincero e esclarecedor debate ideológico com a categoria sobre todo esse contexto, pois o que está em jogo não é apenas a Lei 100!
Os comunistas devem polítizar essa situação de modo a revelar aos trabalhadores os joguetes e hipocrisisas dos Governos neoliberais do PSDB em Minas, que na verdade nunca se preocuparam com os servidores da educação, mas sim em resolver um problema jurídico e trabalhista que iria e talvez irá se tornar um futuro problema financeiro para o Estado.
Na sana de se safar dessa situação frente ao STF, o Governador reuniu-se com a Secretaria de Educação e fez um ato público com a pelega APPMG para anunciar que irá recorrer da decisão do STF. Para isso além de não ter nomeado os servidores que fizeram o último concurso (2012), apenas utilizou a lista de aprovados para contratação (designação) agora está concedendo direitos aos ainda efetivados, que antes negava e que eram exclusivos para os concursados. Tudo para encenar ao STF uma peça de tragicomédia, de que em Minas "todos são iguais"... Cínico !!!
Ao meu ver devemos continuar firmes com a defesa das nomeações dos concursados, como sempre fizemos e defender a indenização imediata dos servidores que foram manipulados nesses últimos anos.
Mas não devemos cair no canto da sereia e a fim de tentar "resolver" a questão indo pelo caminho "mais fácil", como o PSTU tem feito nos últimos anos, que é o de defender a efetivação de todos, já que se passaram muitos anos... E assim creditar a fraude.
Abraços a todos(as).


Fábio Bezerra
Direção Nacional da Corrente Sindical Unidade Classista


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

"Ainda temos 14 milhões de jovens e adultos analfabetos e 33 milhões com Ensino Fundamental incompleto", afirma Marco Silva


Nas duas últimas décadas, houve uma grande ampliação da oferta de
Educação para os brasileiros de até 14 anos. Dados do censo 2010
apontam que o Ensino fundamental para essa parcela da população está
praticamente universalizado. Entretanto, o acesso ao Ensino básico não
foi universalizado no Brasil. Ainda convivemos com 14 milhões de
jovens e adultos Analfabetos e 33 milhões que não chegaram ao quinto
ano do Ensino fundamental. Entre os maiores de 25 anos metade não
possui o Ensino fundamental completo e 65% de todos que já completaram
a maioridade não têm o diploma de Ensino médio.
Em Minas, 920.134 moradores com mais de 14 anos nunca frequentam uma
Escola. Só na capital são 52.899. Dos mineiros que têm idade superior
a 24 anos, 3.298.861 não completaram o Ensino fundamental no estado.
Em Belo Horizonte são 257.973. Apesar disso, muitas turmas de Educação
de Jovens e Adultos (EJA) nas Escolas públicas e particulares, que
oferecem um serviço gratuito, são fechadas anualmente por falta de
Alunos.
Isso não é sem razão. A divulgação desse serviço nos meios de
comunicação é praticamente inexistente. Para atingir esses
brasileiros, que não leem jornais, as campanhas em rádio e televisão
não podem ser dispensadas. Essa é uma tarefa da qual os governos
municipais, estaduais e federal não podem se eximir. Além disso, as
próprias empresas de comunicação podem dar a sua contribuição nesse
campo.
Por outro lado, a informação apenas é insuficiente. Para voltar a
estudar, é necessário que o cidadão vença o constrangimento frente às
manifestações sociais, explícitas ou veladas, de reprovação. A máxima
de que estudar é algo reservado exclusivamente aos mais jovens está
impregnada no senso comum. Por isso, muitos adultos relatam que são
desencorajados e, até, ridicularizados pelo grupo de amigos e
familiares quando dizem que voltaram para a Escola.
Para superar esse tipo de preconceito a atuação de líderes sindicais,
comunitários e religiosos das mais diferentes denominações vem se
mostrando muito eficaz. Muitos adultos que passaram a frequentar o
Ensino fundamental, quebrando paradigmas e superando constrangimentos,
relatam que foram encorajados nas igrejas, entidades sindicais e
comunitárias. É preciso que mais líderes compreendam a importância de
atuar nessa perspectiva.
Convivemos com muitos e bons exemplos de empresas que estimulam,
facilitam e até investem nos trabalhadores que decidiram voltar aos
bancos Escolares. Entretanto, ainda existem empresários que trabalham
numa direção oposta. É muito comum encontrarmos, por exemplo, relatos
de funcionários que não conseguem pequenas mudanças no seu horário de
trabalho para compatibilizar Escola e emprego.
Nem mesmo quando não há redução da carga horária ou prejuízos à
funcionalidade e lucratividade da empresa. Nesse sentido, é muito
importante que as federações e sindicatos empresariais demonstrem aos
seus filiados mais resistentes a importância de adotar políticas de
maior incentivo, viabilização e valorização da Educação entre jovens e
adultos.
Com a universalização do Ensino médio até 2016 para aqueles que estão
na chamada faixa apropriada, como quer o Ministério da Educação, todos
os brasileiros que nascem atualmente certamente terão o Ensino básico.
Entretanto, não se pode deixar de pensar nos milhões de filhos desta
pátria que nem sequer sabem ler, escrever ou completaram as etapas
básicas de Escolarização.
O artigo 208 da Constituição brasileira determina que o Ensino básico
deve ser ofertado inclusive aos que não tiveram acesso a ele na idade
própria. Entretanto, o Estado brasileiro já demonstrou ser ineficiente
para efetivar esse preceito constitucional sozinho. A saída parece
estar na participação da sociedade civil organizada e de cada cidadão
para garantir o direito à Educação a todos os brasileiros.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

UNIDADE CLASSITA - Resultados das eleições do SindUTE - MG

SUBSEDE SABARÁ - VITÓRIA DA CHAPA UM/ÚNICA
Camaradas da UNIDADE CLASSISTA eleitos para a diretoria da subsede.
SUBSEDE NANUQUE - VITÓRIA DA CHAPA UM/ÚNICA
Camaradas da UNIDADE CLASSISTA eleitos para a diretoria da subsede.
 
SUBSEDE BARREIRO/BH - VITÓRIA DA CHAPA DOIS/OPOSIÇÃO
Camarada da UNIDADE CLASSISTA eleito para a diretoria da subsede. 
CONSELHO GERAL DO SINDUTE-MG
Elegemos os camaradas Daniel Braga (Sabará), Luciano (Nanuque) e Túlio Lopes (Contagem).

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Eleições SindUTE/MG SubSede Sabará Carta Programa

Abaixo-assinado Cláudia Costin, Não!

imagemwordpress.com


Para: Ministério da Educação, Sindicatos da Educação, Escolas Municipais, Estaduais e Federais, Universidades Públicas, Entidades Acadêmicas
Cláudia Costin, NÃO!
A privatização do ensino público, a fragmentação do trabalho docente, a perda da autonomia dos professores, a submissão estrita aos cânones neoliberais têm sido implementados por Cláudia Costin à frente da Secretaria Municipal da Educação na cidade do Rio de Janeiro.
Seu autoritarismo didático e de conteúdos, prescritos em cadernos e apostilas, emanado das orientações dos organismos internacionais ampliam o abandono da educação básica da grande maioria da população, historicamente relegada à carência de escolas e, mais recentemente, à desqualificação da educação nas escolas existentes. Além disso, no Rio de Janeiro, professores, gestores e funcionários tem sido alvo de aliciação pecuniária, os bônus financeiros, através de remuneração extraordinária pelo desempenho dos alunos, traduzido em um percentual de aprovação de alunos nas turmas e no conjunto da unidade escolar, como compensação aos baixos salários.
Não por caso, quando Ministra da Administração Federal e Reforma do Estado no governo FHC, foi uma das responsáveis pela idealização e implementação do desmonte do Estado, incluindo-se aí as privatizações ou a venda do país e a quebra da estabilidade dos servidores públicos.
Se confirmada Cláudia Costin à frente da Secretaria de Educação Básica, é esperada a descaracterização da educação fundamental e média com o apagamento do professor e do aluno como sujeitos históricos. Costin faz parte de um grupo de intelectuais que seguem a férrea doutrina do mercado, onde tudo vira capital, inclusive as pessoas. Não mais educação básica, direito social e subjetivo, mas escola fábrica de capital humano. Uma versão bastarda do ideário republicano de escola, como a define Luiz Gonzaga Belluzzo, em brilhante texto na Carta Capital de 29.08.2012,. Esta visão bastarda de educação objetiva apagar qualquer senso crítico dos alunos. Trata-se de transformar, para Belluzzo, recorrendo a Marshall Berman, a ação humana em repetições rançosas de papéis pré-fabricados, reduzindo os homens a indivíduos médios, reproduções de tipos ideais que incorporam todos os traços e qualidades de que se nutrem as comunidades ilusórias.
Delegar à administradora esse setor vital da educação brasileira é declinar de todos os embates e propostas da educação, em contraponto às políticas neoliberais dos anos 1990.
Professores, pesquisadores estudantes e suas entidades representativas vêm publicamente, protestar contra o arbítrio economicista, degradante e mutilador para a educação das gerações de jovens da educação básica que sua presença na SEB traria à educação básica, não apenas na cidade do Rio de Janeiro, mas em todo Brasil. Cláudia Costin, NÂO!
Texto coletivo dos abaixo assinados:
Carmen Sylvia Morais - USP Sônia Kruppa - USP
Dante Henrique Moura - IFRN
Dermeval Saviani –Unicamp
Domingos Leite Filho - UTPr
Eduardo Serra - UFRJ
Eveline Algebaile – UERJ Domingos Leite Filho. UTPr
Gaudêncio Frigotto – UERJ Virginia Fontes- UFF/Fiocruz
Laura Fonseca – UFRGS
Maria Ciavatta - UFF
Marise Ramos –UERJ e FIOCRUZ
Mauro Luís Iasi - UFRJ
Milton Pinheiro - UFBa
Mirian Jorge Warde – PUC-SP
Olinda Evangelista – UFSC
Roberto Leher - UFRJ
Sônia Maria Rummert - UFF
Vânia Cardoso Motta - UFRJ
O abaixo-assinado já conta com mais de 5.600 assinaturas.
Para assinar o abaixo-assinado, clique: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N32256

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Chapa 01 Resistência & Luta Eleições do SindUTE/MG – Subsede SindUTE/Sabará – Conselho Geral

Milhares de trabalhadores gregos, que contribuíram durante toda sua vida para a previdência, tiveram suas aposentadorias drasticamente reduzidas. Na Espanha, quase a totalidade dos jovens estão desempregados. Em Portugal, na Itália, Irlanda, entre outros países europeus, a situação é idêntica. Nos EUA a crise atingiu em cheio a classe trabalhadora. Mas você deve estar se perguntando: e o que isso tem a ver comigo? Veja bem, o capitalismo está interligado em todo o mundo. A globalização, que aproximou culturas, unificou os mercados, e o que acontece em uma parte do planeta, cedo ou tarde, atinge todo o mundo. Em uma situação de crise, os trabalhadores são os primeiros a terem seus direitos cortados, assim como os investimentos públicos nas áreas sociais, como educação e saúde. Uma categoria organizada, um sindicato forte, uma classe consciente de seu papel na história, agrupa as condições necessárias para empreender uma resistência à retirada de direitos, e por consequência, a luta pela ampliação das garantias trabalhistas. Devemos estar preparados, e a melhor forma de defendermos nossas conquistas é buscando a unidade e o protagonismo dos trabalhadores em educação de Sabará.

A SEE-MG se adequou ao famigerado ''choque de gestão'' (ou indigestão) do governo, piorando as já precárias condições nas escolas, que são tratadas como empresas deficitárias, apesar das repetidas mentiras ''tornadas verdades'' em ricas propagandas em horário nobre. A aposta é na formação de analfabetos funcionais e ''votantes'' despolitizados e alienados. Despreza-se valores como o da colaboração e cooperação não havendo, contudo, melhorias efetivas na educação, no que diz respeito a estrutura física das escolas, formação e qualificação dos trabalhadores em parâmetros educacionais amplos, humanos e democráticos, assim como desconsidera-se as condições psicológicas e sociais dos estudantes e suas famílias.

As políticas de ajuste fiscal de cunho neoliberal do Governo de Minas Gerais, intensificadas em 2003 com Aécio Neves, a partir das medidas do chamado Choque de Gestão, e das estratégias contábeis elaboradas pelos responsáveis pelo planejamento administrativo do Estado, expressam realidades que não correspondem à situação de arrocho pela qual passa o magistério de Minas Gerais. A propaganda oficial do governo apresenta um quadro de uma política austera, e que não pode cometer a “irresponsável política populista de aumento salarial sem qualquer critério”. As lutas pelos planos de carreira e valorização salarial dos trabalhadores em educação demonstram a falta de sincronia entre os discursos publicitários oficiais e a situação cotidiana da categoria. Em uma greve que durou mais de 200 dias, os professores mineiros enfrentaram ataques difamatórios na grande mídia, punições administrativas, ameaças de demissões e a tropa de choque, por exigirem o cumprimento da lei 11.738/2008, lei que demorou 20 anos para ser regulamentada.

As eleições do SindUTE/MG estão agendadas para o período de 26 a 30 de novembro deste ano. Essas eleições definem o momento de nossa categoria reafirmar o seu papel histórico na luta pela: valorização profissional, defesa de seus direitos e da educação pública gratuita e de qualidade para os filhos da classe trabalhadora e mais, pela firme vigilância no uso dos recursos públicos destinados à educação.

Por isso apresentamos nossa chapa, RESISTÊNCIA & LUTA, um coletivo que atua com a perspectiva de ajudar no processo de organização dos trabalhadores em educação para o enfrentamento aos ataques que o sistema capitalista e seus gestores nos impõem. Defendemos um sindicato amplo, classista, democrático e independente dos governos para a condução das lutas da categoria. Dessa forma, acreditamos que o sindicato deve ser produto de um processo de unidade de ação nas lutas cotidianas dos trabalhadores em educação, e de acordo com um calendário de mobilizações que não seja burocrático e muito menos se deixe confundir com a agenda eleitoral nacional.

Convidamos os companheiros e companheiras a lerem e debaterem nossas propostas contidas nesta carta programa, e a votar na chapa RESISTÊNCIA & LUTA!

NENHUM DIREITO A MENOS! AVANÇAR RUMO A NOVAS CONQUISTAS!







A Chapa RESISTÊNCIA & LUTA apresenta os nomes dos trabalhadores(as) em educação Daniel Braga e Rômulo Radicchi para comporem o Conselho Geral (CG) do SinUTE/MG. Proporcionalmente ao número de filiados, a subsede Sabará pode eleger até dois representantes para o CG. É no CG que os rumos da entidade são definidos, além de aproximar a base das deliberações gerais da categoria. Participe votando nos dois professores indicados pela chapa RESISTENCIA & LUTA.





PÁGINA 03
Propostas
Nossas Bandeiras de Luta:

  • Revogação da reforma da previdência, visto que a mesma foi obtida de forma ilícita, com a compra de votos pelo esquema do “mensalão”.
  • Contra a flexibilização dos direitos e qualquer reforma que ataque os trabalhadores (não ao projeto de Acordo Coletivo Especial e a nova reforma da previdência)
  • Independência frente a todos os governos (estadual, federal e municipais)
  • Independência frente a quaisquer partidos políticos
  • 10% do PIB para a educação pública já!
  • Gestão Democrática: Garantia das Eleições para dirigentes escolares
  • Garantia da autonomia dos Colegiados e/ou Conselhos Escolares
  • Cumprimento da Lei do Piso Salarial Nacional
  • Ampliação do tempo destinado ao planejamento, conforme Lei do Piso
  • Combate ostensivo ao assédio moral
  • Garantir nas unidades escolares sempre que os trabalhadores sejam respeitados em suas escolhas.
  • Defender a diminuição do número de alunos por sala de aula, conforme lei específica.

REDE MUNICIPAL

Salários
  • Garantia da revisão anual pelo índice aplicado na atualização do custo aluno no FUNDEB de acordo com o PSPN.

Licenças para formação
  • Defender a regulamentação das licenças para mestrado e doutorado, a fim de que seu corpo docente seja cada vez mais qualificado para atuar tanto no ensino profissional quanto no médio regular.
  • Formação continuada em serviço.

Defesa da EJA
  • Ampliação da oferta de EJA, com equipe completa e condições adequadas para o trabalho.
  • Trabalhar em áreas específicas.

Educação Inclusiva
  • Defender uma politica de inclusão para a Rede que garanta profissional especializado para acompanhar os alunos com deficiência.

Violência Escolar
  • Atendimento jurídico ao profissional vítima da violência
  • Exigir a presença dos órgãos responsáveis pela segurança no ambiente escolar .

Organização Sindical
  • Conquista de um imóvel para ser a sede do sindicato.
  • Departamento jurídico para a subsede.
  • Criação de sala de estudos, com a cervo para a formação politico-sindical , com possibilidade de consulta e empréstimos de livros, CD's, DVD's, etc.

Cultural
  • Realização de eventos, culturais, debates, saraus, apresentações musicais, festas e criação de espaço para exposição de trabalhos de artistas das redes públicas;


Educação Infantil
  • Garantia da remuneração adequada e justa aos profissionais da educação infantil, em conformidade com a Lei do Piso Salarial Nacional.
  • Garantia de que o atendimento das crianças nas creches e pré-escolas seja feito por professoras(es) conforme LDB.
Conselhos
  • Participar dos conselhos de direito, tais como (Educação, Alimentação, CONFUNDEB, previdência e etc.) de forma atuante, fiscalizando as ações do Executivo e defendendo o cumprimento da legislação e dos direitos dos trabalhadores.

REDE ESTADUAL

  • Luta pela revogação da lei do subsidio que destruiu a carreira dos trabalhadores em educação.
  • Aplicação da lei do piso salarial profissional para jornada de 24h.
  • Reconstrução da Carreira, com a garantia de todos direitos conquistados (biênio, quinquênio, etc...)
  • Garantia de um terço da jorna para planejamento, inclusive para as(os) professoras(es) que atuam do 1º ao 5º anos
  • Fim da avaliação de desempenho com caráter punitivo.
  • Garantir a eleição de dirigentes como princípio fundamental da gestão democrática não permitindo em qualquer hipótese os casos de intervenção.
  • Combate ao autoritarismo e ao assédio moral.
  • Continuar e ampliar a oferta aos trabalhadores da Rede Estadual de um departamento jurídico atuante e formativo.
  • Denunciar o descaso da SEE com relação à materialidade das escolas.
  • Regionalizar eventos de formação favorecendo a participação dos trabalhadores(as) da educação.
  • Cobrar da SEE uma política de inclusão capaz de atender as necessidades das crianças e jovens com deficiência matriculados na Rede Estadual.
  • Garantir aos trabalhadores da Rede Estadual a infraestrutura e a logística para a participação em eventos da categoria.














     








    COMPONENTES DA CHAPA

    Maria Luísa de Barros Costa
    Professora de História
    EE Dona Bilu Figueiredo
    malusbr@gmail.com

    Deilde Ferreria de Brito Vieira
    Professora de Geografia
    EE. Cel Adelino Castelo Branco
    deildegeografia@yahoo.com.br

    Pauliana Duarte Moreira Alves
    Professora de Matemática
    EE. Dona Buli Fiegueiredo
    paulianaduarte@ig.com.br

    Édila Caetano da Silva
    Coordenadora Pedagógica
    EE Zoroastro Viana Passos
    facebook.com/edila.caetano/info

    Daniel Santos Braga
    Professor de História
    EE Maria Elizabeth Viana

    Rômulo Radicchi
    Professor de História
    E.M Gabriela Leite Araújo

    Cláudia Simões
    Professora de História
    EE Angélica Maria


    Contatos da Comissão Eleitoral Municipal

    Luís Fernando de Barros Costa
    Professor de Sociologia
    EE Cel Adelino Castelo Branco
    luisbolchevique@gmail.com
    (31) 3672-1300

    Maria Angélica de Barros Costa
    Coordenadora Educacional
    EE Zoroastro Viana Passos
    angesbr@gmail.com


    NENHUM DIREITO A MENOS! AVANÇAR EM NOVAS CONQUISTAS!