segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Professor Luciano - Deputado Estadual - 21321

Professor de História em Mathias Cardoso, cidade do Norte de Minas, Luciano é candidato a Deputado Estadual. Durante a greve dos(as) trabalhadores(as) em Educação da Rede Estadual de Minas Gerais Luciano gravou as principais manifestações e assembléias, material que está sendo editado para um documentário da principal GREVE em Minas dos últimos anos. Sindicalista, o Professor Luciano é integrante da Corrente Sindical UNIDADE CLASSISTA - INTERSINDICAL.

PROFESSOR LUCIANO (Candidato a Deputado Estadual)



Luciano Lima Santana, Casado, Pai de três lindos filhos, Professor de História. Minha infância foi marcada pelas gritantes dificuldades sociais realidade da grande maioria da classe média baixa de quase todo o interior mineiro tendo como agravante ser do Norte do Estado, Montes Claros. Filho de pai pedreiro, negro e discriminado da periferia e mãe branca, dona de casa, como a imensa população local fomos por muito tempo vítimas dos maus políticos e demagogos que governaram e ainda hoje governam a cidade.

Mesmo com tamanha luta da infância meus pais sempre priorizaram a educação básica como instrumento válido para a ascensão social e sendo assim, na medida do possível, investiram em mim e em meus irmãos para tal fato e sonho.

Estudo desde os quatro anos de idade em escola pública, da creche à universidade, oferecidas pelo Estado. Concluindo o Ensino Fundamental e Médio em escola da periferia violenta da cidade.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Reajuste SIM! Bonificação NÃO!

Trabalhadores da Rede lotam galerias da Câmara contra proposta de Bonificação!

Na tarde desta quinta, 5/8, a categoria realizou uma assembléia lotada e foi ao Plenário da Câmara Municipal de BH mostrar aos vereadores que não irá aceitar a proposta de Bonificação incluída no PL 1174/2010. O Executivo traiu o acordo feito com a categoria durante a greve ao incluir, no mesmo Projeto de Lei de reajuste, a Bonificação por Cumprimento de Metas e Indicadores (BCMI) - um ataque aos direitos básicos dos trabalhadores.


Por que dizer NÃO à BCMI?

A Administração Municipal incluiu a Bonificação por Cumprimento de Metas e Indicadores (BCMI) no PL 1174/2010, que prevê nosso reajuste e está em tramitação na Câmara Municipal (podendo ser votado a qualquer momento, conforme notícias dos vereadores). A BCMI está prevista no artigo 7º desse Projeto de Lei e possui os seguintes problemas:

1 - O reajuste apresentado pela Prefeitura não cobre sequer as perdas acumuladas pelos servidores. Portanto, é incoerente que recursos sejam gastos com abonos.

2 - Institui uma nova avaliação de desempenho sendo que já existe este instrumento previsto no Estatuto e nos Planos de Carreira dos servidores.

3- Não constam, no Projeto, os critérios e o formato dessa nova avaliação - o que deixa em aberto a possibilidade de que ela seja um instrumento de coerção e responsabilizaçã o dos servidores pelos problemas do serviço público.

4 - É discriminatória com os trabalhadores que adoecem no exercício de sua profissão e, especialmente, com as mulheres, pois exclui os profissionais que fazem uso de licenças, inclusive as licenças médicas e a licença-maternidade.

5 - Institui práticas antisindicais, ao atacar o direito de mobilização e greve do servidor.

6 - A proposta não garante sequer que a Bonificação será paga, mesmo que o servidor cumpra todos os critérios "draconianos" impostos, pois condiciona seu pagamento à disponibilidade financeira da PBH.

Por isso, em Assembléia, os trabalhadores em Educação decidiram lutar pela supressão do artigo 7º, que implementa a BCMI, do PL 1174/2010.


Como fica nosso reajuste?

O reajuste salarial dos servidores municipais (inclusive o nosso) está previsto no PL 1174/2010, conforme as tabelas acordadas durante a greve. Só passará a vigorar quando o mesmo for aprovado e sancionado pelo prefeito. Conforme o texto do Projeto, a primeira parcela do reajuste será retroativa a abril/2010 e a segunda, válida a partir de setembro/2010.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

falecimento do professor e escritor Luiz Lyrio

Prezados amigos e amigas,


O escritor Luiz Lyrio nos deixou neste domingo à noite.

Se nós, filhos, perdemos um pai, com certeza todos que o conheceram perderam um grande amigo e, o Brasil, um grande escritor.

A partir de agora o que nos conforta é perceber em suas obras a mente inquieta, contestadora e, com certeza, cheia de liberdade.

Bom, vocês que também o conheceram podem falar mais sobre ele...

Fica a sensação de retissências ....muitos caminhos foram trilhados....mas ainda havia muito a percorrer ... ele nos deixou num grande momento de sua vida....

O velório será no Cemitério Parque da Colina (Rua Aimorés, 2954 - Sto Agostinho) a partir das 7hs, hoje, 09/08/2010 (segunda-feira).

O enterro será às 17horas deste mesmo dia.

Todos sabem o quanto nosso pai gostava de se sentir querido.

Contamos com a presença de todos,

A família
 
Prezados amigos e amigas,


Agradecemos o carinho de todos que já nos responderam e retificamos o endereço do Velório - Velório 2 no Cemitério Parque da Colina: Rua Santarém, Nova Cintra, Belo Horizonte. Telefone: (31) 3292-6144 .

A Família

quinta-feira, 29 de julho de 2010

sala dos professores

"_ Aquela turma está insuportável! A Meire, então, dá vontade de enforcar! Ô menina respondona e mal-educada!
_ E o diabo daquele Josemar, que não pára de batucar na minha aula! Que saco! Minha cabeça tá até doendo!

_ Aluno, hoje em dia, não respeita mais ninguém. A gente tem que ser mais rígido!

_ Antigamente, no tempo da palmatória, é que era bom...

_ Lá em Santos Dumont , tem um professor que põe os alunos de castigo de joelhos no sol até hoje. Cabra macho taí!

_ O pior é que a gente põe o aluno pra fora de sala, vem a Orientadora, passa a mão na cabeça do menino e manda ele voltar pra sala...

_ Escola é bom é sem aluno.

_ Calma pessoal! Com a colocação em prática das propostas da Lei 5692, tudo vai melhorar!

_ Xi!...(...)"



e leia na íntegra!

SALA DOS PROFESSORES – 35 AN0S: 1972-2007


terça-feira, 20 de julho de 2010

Professor Alex Lombello - Candidato comunista à câmara federal 2121

O Historiador Alex Lombello Amaral é um dos candidatos do Partido Comunista Brasileiro - PCB - a Deputado Federal.

Alex reside em São João Del Rey (Região Campo das Vertentes), é integrante da Comissão Política Estadual do PCB e do Comitê Municipal de São João Del Rey. Os comunistas entram na disputa política eleitoral de 2010 com o objetivo de fazer uma campanha política utilizando dos espaços políticos para apresentar suas propostas e seu programa político.







Biografia - Alex Lombello Amaral.
Iniciou-se na vida política no movimento estudantil secundarista em 1993. Ajudou então na fundação do jornal estudantil chamado Che e depois na fundação da UMES, ambos em São João del-Rei.
Entre 1994 e 1998 fez História na UFMG, o curso e no movimento universitário, contando em seu currículo diversas ocupações dos bandeijões e da Reitoria, além de passeatas e enfrentamentos com a tropa de choque. Em 2006, fazendo mestrado em história na UFJF, ainda participou de uma ocupação da Reitoria dessa universidade.
Comunista desde a adolescência, foi membro do PCdoB, do qual se desfiliou em 2004 por divergências com a linha política, vindo a se filiar ao PCB em 2007.
Desde o movimento universitário participou em diversos jornais, como o Gato de Botas na UFMG e em São João A Palavra, A Plebe, O Sol e mais recentemente o São João del-Pueblo. É hoje secretário de agitação e propaganda do PCB de Minas Gerais, tendo criado diversos blogs, e está criando o jornal estadual do PCB, o Expresso Vermelho.

Veja mais em São João del Pueblo



quarta-feira, 14 de julho de 2010

A Grave Crise Pelo Qual Passa o Funcionalismo em Minas

Por Fábio Bezerra *

Hoje, 13 de Julho, diversos sindicatos que representam o funcionalismo público mineiro, fizeram um grande ato no centro de Belo Horizonte, denunciando os oitos anos de descaso e sucateamento do serviço público.

Estavam presentes as entidades ligadas aos educadores, policiais civis, judiciário, saúde, fiscais da receita estadual, servidores do IPSEMG entre outros e em todas as falações o sentimento de indignação era evidente.

Ao longo desses últimos oito anos de gestão tucana em Minas, Aécio Neves promoveu um conjunto de reformas que reduziu investimentos e retirou direitos do funcionalismo através de metas de produtividade condicionando o reajuste salarial a consecução destas metas.

O Choque de Gestão como ficou conhecido o conjunto de ações coordenadas pela secretaria de governo, tendo a frente o secretário Antônio Augusto Anastasia, promoveu o maior conjunto de medidas da administração do Governo no sentido de cortar investimentos e promover o congelamento salarial sob o conjunto do funcionalismo.

A economia feita com essas medidas foi o que possibilitou o investimento da construção de uma verdadeira obra faraônica, o novo centro administrativo que custou mais de 1 bilhão e meio de reais, dinheiro suficiente para construir mais de 200 mil casas populares ou investir na abertura de novas vagas em dezenas de Hospitais Públicos em todo o Estado ou mesmo ter desapropriado dezenas de latifúndios em prol da reforma agrária!

Esse investimento em obras foi o foco do investimento em marketing do Governo Aécio, que esperava lograr êxito na pretensa candidatura a presidência da república.

Porém o Estado que possui o 2º maior PIB e que cresceu mais que o país no último trimestre, insistiu em penalizar o funcionalismo público que estrangulado, sofre com a falta de investimento, resultando em um atendimento de má qualidade a população do Estado.

Enquanto o gasto direto com investimentos no setor público era de 60% da receita do Estado no Governo Itamar, nos governos Aécio/ Anastasia esse investimento caiu para pouco mais de 45% de investimentos diretos, ao contrário do que aconteceu com os gastos com propaganda, que aumentaram mais de 300% ao longo desse período.

Segundo dados do sindicato dos fiscais de Minas Gerais, houve um aumento da arrecadação do Estado, a receita total em 2002 era R$ 17,59 bilhões e em 2009 subiu para R$ 40,56 bilhões, um aumento de 130%, muito abaixo da inflação no período que ficou em torno de 47% (IGP-DI e IPCA-IBGE).

Segundo o sitio do SindFisco, a receita do (ICMS) em Minas Gerais, em maio, chegou a R$ 2,099 bilhões, incremento de 21,82% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação foi de R$ 1,723 bilhão, nesse mesmo período segundo dados do Sindute e do sindsaúde, os investimentos diretos com saúde e educação decaíram.

Os efeitos desse processo são nossos velhos conhecidos: sucateamento e arrocho salarial e a vítima direta é a população que depende do serviço público para o atendimento de suas demandas imediatas.

Nesse período eleitoral, muito há que se esclarecer à população sobre o (des) governo de Aécio Neves e o que significou de fato o “Choque de Gestão” neoliberal do PSDB.

É um compromisso dos comunistas do PCB nas eleições de 2010, fazer de nossa campanha um instrumento a serviço de todos aqueles que foram e estão sendo atingidos pelo neoliberalismo ainda presente em nosso Estado. Todos os nossos recursos de campanha, panfletos, programas de rádio e TV, debates e palestras entre outros, estarão voltados para esse fim.

Os comunistas sabem que a luta contra a alienação política talvez seja a mais difícil e desgastante, pois esse processo atinge o âmago da consciência dos trabalhadores (as) e consecutivamente a sua visão de mundo e a sua atitude política; mas estamos certos de que o custo do (des) compromisso falará mais alto e possivelmente, novas crises sociais e contradições revelaram a necessidade de se construir um novo patamar de luta e consciência que em nosso entender, passa nesse momento, pela construção de uma Frente Anticapitalista e antiimperialista, que possibilite reunir em um só movimento, todos os segmentos sociais que travam lutas contra as contradições e os agentes do modo de produção capitalista no Brasil assim como da nova fase de expansão imperialista que se estabelece em todo o mundo e na AL.

Nossa campanha terá como norte a denúncia e o combate não apenas as ações das elites representadas na Assembléia Legislativa e no Governo do Estado, mas também contra aqueles que de modo pusilânime, se abnegaram de cumprir o papel de lideranças sindicais e populares na perspectiva de conscientizar e organizar o povo para a luta pela construção de um Estado voltado para os interesses de classe dos trabalhadores do campo e da cidade.

* Fábio Bezerra (Fabinho) é natural de Belo Horizonte e é membro da Direção Nacional do PCB desde 2000. Atua nos movimentos sociais desde o início dos anos 90 tendo sido líder estudantil no Colégio Estadual Central e na Universidade Federal de Minas Gerais atuando em diversas lutas em defesa da Universidade Pública com os demais segmentos da Universidade.
Em 2000, já como professor de filosofia e história na rede pública estadual, foi eleito para a Direção Estadual da CUT e em 2003 foi diretor da Sub- sede do Sindute na região de Venda Nova. Participa do movimento sindical em Minas ajudando a construir a luta dos educadores contra a precarização e o sucateamento do serviço público.
Em 2010 cadidatou-se ao governo estadual pelo PCB com o número 21.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Programa educacional cubano estimula desenvolvimento da infância

Escrito por Erica Soares
13 de julio de 2010, 12:56
Havana, 13 jul (Prensa Latina)

Cuba desenvolve hoje um programa dirigido a preparar as famílias para que estimulem o desenvolvimento integral das crianças desde seu nascimento até o ingresso à escola.

Com o nome "Educa a teu filho", este projeto garante a atenção educativa por via não institucional a crianças de zero a seis anos de idade que vivem em regiões montanhosas onde não existem círculos infantis (creches).

Baseia-se em um programa pedagógico com caráter interdisciplinar elaborado por psicólogos, pediatras, pedagogos, especialistas em crescimento e desenvolvimento, em esporte, recreação e cultura, entre outros.

O representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância em Cuba, Juan José Ortiz, destacou que a maior das Antilhas é um grande exemplo de boas práticas no ensino inicial.

Destacou que na ilha caribenha não há uma só infante carente de atenção apesar da crise econômica e do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos há quase meio século.

As declarações de Ortiz foram formuladas na primeira jornada do nono Congresso Internacional de Educação Inicial e Pré-escolar que termina amanhã.

"Educa a teu filho", surgido em 1992, conta com o apoio de diferentes organizações de massas e de grupos coordenadores que trabalham voluntariamente a nível de Conselhos Populares em todo o país.

Cuba atende à população infantil por duas vias: institucional, em círculos infantis do segundo até o sexto ano de vida, e nos graus pré-escolares que existem nos círculos infantis e nas escolas primárias.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

RAFAEL PIMENTA 212 É O CANDIDATO DO PCB AO SENADO FEDERAL EM MG

O Partido Comunista Brasileiro – PCB – protocolou o pedido de registro da candidatura de Rafael Pimenta ao Senado Federal. O ex-preso político e histórico dirigente comunista José Francisco Neres é o primeiro suplente do candidato e o segundo suplente é o professor Alvimar Alves Rocha membro do Comitê Municipal de Governador Valadares e do Comitê Estadual do PCB.

RAFAEL PIMENTA - BIOGRAFIA:
Rafael Pimenta é advogado (49 anos), casado, tem 3 filhas, formado pela Faculdade de Direito da UFMG em 1990. Especializou-se em Processo Civil, contando artigos e pareceres. Participa da Comissão de Direitos Humanos da OAB/MG e atua na advocacia sindical, sendo autor de livro nesta área.
Como humanista, foi assessor do Ministro da Cultura do Brasil, presidente da UEE-MG (União Estadual dos Estudantes). Foi o criador e primeiro presidente do Conselho Estadual da Juventude de Minas Gerais, tendo sempre atuado junto à juventude e ao movimento popular na defesa da educação, pela democracia e contra a corrupção e na defesa do meio ambiente no nosso país, como a defesa da Mata do Krambeck em Juiz de Fora.




Ao lado: José Francisco Neres (Pinheiro), suplente de Pimenta, e Ivan Pinheiro, (ao fundo), secretário-geral do PCB e candidato à presidência da república.

domingo, 11 de julho de 2010

Professor Fábio Bezerra Governador - PCB 21


Fábio Bezerra - pré-candidato ao Governo de Minas


Professor de história da rede pública estadual, formado em filosofia pela UFMG, ex-dirigente estudantil e atual liderança sindical, Bezerra está presente na luta por profundas transformações sociais no Brasil desde os anos 80, e segue firme na defesa por um estado que tenha como prioridade a população trabalhadora, investindo e reestruturando os serviços públicos como saúde, educação, emprego, cultura, lazer.




SÍLVIO RODRIGUES É O CANDIDATO A VICE-GOVERNADOR DO PCB!

O Professor Fabinho candidato a governado pelo Partido Comunista Brasileiro – PCB – terá como candidato a vice-governador o advogado e vice-prefeito de Borda da Mata Silvio Rodrigues. Os dois candidatos são ligados ao movimento sindical e participam da corrente sindical UNIDADE CLASSISTA – INTERSINDICAL. Os comunistas pretendem fazer uma campanha política capaz de debater os principais problemas que afligem a classe trabalhadora em Minas e no Brasil.

BIOGRAFIA:

SILVIO PEDRO RODRIGUES, 47 anos, casado, advogado e professor de geografia, nasceu no bairro do Campo, zona rural do município de Borda da Mata. Filho do lavrador José Pedro Rodrigues e da dona de casa Maria Júlia Rodrigues. Silvio já exerceu as profissões de lavrador, balconista, marceneiro, professor de geografia e advogado. Atualmente atua como vice-prefeito na cidade de Borda da Mata.

Silvio fez o curso primário na Escola Estadual José Rodrigues Seabra, no Bairro do Campo, zona rural de Borda da Mata. Cursou da 5ª a 8ª séries no EELAM, Escola Estadual Lauro Afonso Megale, em Borda da Mata. O segundo grau Silvio fez no Centro de Estudos Supletivos de Pouso Alegre – CESU. Cursou ainda Geografia na Faculdade de Filosofia de Ouro Fino – ASMEC e formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Sul de Minas, Pouso Alegre.

Sempre preocupado com os problemas causados pela pobreza da sociedade e que inclusive lhe afetavam, tomou conhecimento das idéias socialistas no início da década de 80, passando a partir daí a defende-las, na militância no Partido Comunista do Brasil, onde integrou os quadros de direção estadual até agosto de 2003, quando se filiou ao PCB.

Além da militância política Silvio também milita em Associação de Moradores, movimentos ecológicos e ainda movimentos sociais e sindicais, assessorando vários sindicatos de trabalhadores, cooperativas e o MST na Região de Campo do Meio, sul de Minas.



sexta-feira, 9 de julho de 2010

O Diário da Classe e as eleições 2010

Apoiamos a chapa do Partido Comunista Brasileiro (PCB) por reconhecer neste partido uma alternativa viável de transformação da realidade, onde homens, mulheres e crianças, os verdadeiros construtores da riqueza humana em todos os seus níveis, sejam a absoluta prioridade da finalidade da sociedade brasileira.

Não à toa, os candidatos do PCB em Minas Gerais são em sua maioria professores, ativistas das lutas políticas, econômicas e educacionais, presentes nas escolas públicas da capital e do interior.

O Diário da Classe dará início a uma série apresentando aos seus leitores esses companheiros de luta.

Hasta la victoria, siempre!

IVAN PINHEIRO - PRESIDENTE 21
EDMILSON COSTA - VICE-PRESIDENTE


O Partido Comunista Brasileiro (PCB), a legenda mais antiga do país, fundada em 25 de março de 1922, lançou o secretário-geral da agremiação, o advogado Ivan Pinheiro, como candidato a Presidente da República.

O candidato a vice-presidente na chapa comunista será o economista Edmilson Costa e a legenda planeja lançar candidaturas majoritárias próprias em todos os Estados da Federação, “exceto naqueles em que se celebraram coligações no âmbito regional com partidos da esquerda socialista”.

A celebração desta camapanha-movimento será uma importante sinalização para o conjunto da esquerda socialista, no sentido de suscitar um relacionamento político favorável à unidade de ação nas duras batalhas anticapitalistas e antiimperialistas, cada vez mais duras e complexas, em função da crise sistêmica do capital”, acrescentou o PCB.

De nossa parte, faremos de nossa campanha própria uma tribuna que ajude a criar as condições para a unidade de ação no campo da esquerda socialista e, sobretudo, para a constituição de uma frente ampla e permanente em oposição à ordem burguesa, para além dessas e de outras eleições. Aos militantes e simpatizantes do PCB, conclamamos a darmos o melhor dos nossos esforços para fazer com que o saldo desta nossa campanha própria acumule forças na perspectiva da revolução socialista”, conclui a nota.


 

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Criação da BCMI (Bonificação por Cumprimento de Metas e Resultados) prejudica os servidores e ataca direitos constitucionais dos trabalhadores


O projeto de Lei 1174/10 foi enviado pelo executivo a CMBH no dia 21 de junho. O reajuste aos segmentos da educação está contemplado nas novas tabelas de vencimentos que vigoram a partir de abril e setembro de 2010. Os reajustes correspondem a 4,11% aos professores, 8% aos educadores infantis e 15% aos auxiliares de escola, biblioteca e secretaria. Porém, o prefeito Marcio Lacerda agiu de má fé, pois inclui no mesmo projeto medidas que prejudicam os servidores e atacam direitos constitucionais dos trabalhadores, como a criação da BCMI (Bonificação por Cumprimento de Metas e Resultados). Essa Bonificação, que será regulamentada por decreto e, portanto não sabemos maiores detalhes, exclui mais uma vez os servidores que tiverem licenças e faltas e ainda mais grave, veda o direito a recebimento da bonificação aos servidores que participarem de movimentos grevistas. Dessa vez o “prefeito-empresário” Márcio Lacerda exagerou !!! Quer amordaçar os sindicatos e atacar abertamente o direito dos servidores da PBH lutarem por seus direitos!
Está assim no site do Sindirede, nosso digníssimo prefeito quer amarrar o servidor para não se mobilizar e trabalhar mesmo se estiver doente. Tivemos uma reunião de representantes de escolas dia 01/07 e teremos outra essa semana para passa a posição da categoria a respeito. Como diz o título de um filme de artes marciais"Retroceder nunca, render-se jamais." E a luta continua.... ....Álissom Rocha

quinta-feira, 1 de julho de 2010

II Plenária Estadual da Intersindical/Minas Gerais



A COORDENAÇÃO MINEIRA DA INTERSINDICAL/ INSTRUMENTO DE LUTA E ORGANIZAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA, convida os companheiros, militantes, ativistas do movimento sindical e simpatizantes para a II Plenária Estadual da Intersindical, que ocorrerá no dia 17 de Julho, na Rua Três Pontas 1422, Bairro Carlos Prates, BH, às 09 horas.


Depois de um ano de lutas intensas, a INTERSINDICAL se apresenta para debater com o conjunto da classe trabalhadora mineira, especialmente com os sindicalistas, a atual crise organizativa da nossa classe, e as possibilidades de superação da fragmentação do movimento sindical através de lutas unitárias, que envolvam o conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras e eleve as mobilizações e relações com todos os segmentos que se colocam no embate contra o capitalismo e suas nefastas consequências.


A II Plenária Estadual contará com três momentos, a saber: Debate entre os companheiros da Unidade Classista, da Consulta Popular e da Alternativa Sindical Socialista, organizações que hoje mantém acesa a chama da Intersindical em Minas. Haverá espaço para perguntas da plenária, explanações, questionamentos. O segundo momento discutirá os ramos onde a Intersindical está presente, como servidores públicos, jovens trabalhadores, operários fabris e da prestação de serviços. A última etapa se propõe a organizar coordenações reginais dentro do estado, para dinamizar e impulsionar a luta em todas as bases que pudermos nos fazer presentes.


Acreditamos que este é um momento propício para este debate, e contamos com o apoio e a presença de todos vocês!


INTERSINDICAL - INSTRUMENTO DE LUTA E ORGANIZAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA






terça-feira, 29 de junho de 2010

[REEMG] Projeto que fixa subsídio a educação é aprovado em 2o turno

O Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou na Reunião Extraodinária da manhã desta segunda-feira (28/6/10), em 2º turno em redação final, por 59 votos a favor e nenhum contra, o Projeto de Lei (PL) 4.689/10, do governador, que fixa o subsídio das carreiras da Educação Básica do Poder Executivo Estadual e do pessoal civil da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais. O projeto incorpora parte das vantagens e adicionais pagos atualmente, reposicionando os servidores nas tabelas salariais. O subsídio será fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio ou verba de representação, com exceção daqueles expressos no projeto. Na reunião foram aprovados, também, o Projeto de Lei Complementar (PLC) 60/10 e o PL 4.485/10, ambos em 1º turno.

O PL 4.689/10 foi aprovado na forma como já havia sido em 1º turno, com alterações. Entre elas está a antecipação da vigência da futura lei, de março para janeiro de 2011. O texto aprovado também prevê a revisão anual dos subsídios. A proposta atende solicitação do sindicato dos professores. No entanto, o artigo 22 estabelece que, para a aplicação das medidas previstas na proposição, deverão ser observados os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. De acordo com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), o impacto orçamentário da medida é de R$ 1,3 bilhão por ano.

O texto aprovado também inclui a gratificação temporária estratégica na lista de vantagens que não serão incorporadas pelo subsídio (artigo 3°). Entretanto, o novo texto altera o projeto original estabelecendo que qualquer vantagem decorrente de apostilamento integral ou proporcional seja incorporada ao valor do subsídio (parágrafo único do artigo 2°). Originalmente, o projeto listava as vantagens decorrentes do apostilamento entre aquelas que não seriam incorporadas.

Outra modificação é a inclusão de previsão de que o valor de vantagem pessoal possa ser incluída posteriormente no subsídio do servidor, à medida em que este for reajustado (parágrafo 6° do artigo 4°). Essa previsão abrange apenas aqueles servidores que recebem valor superior ao subsídio que está sendo regulamentado. Como o projeto determina que não haverá redução de remuneração, esses servidores que recebem a mais do que o subsídio fixado, por meio de vantagens pessoais, continuarão recebendo esse valor, até que ele seja incorporado.

O projeto define que os servidores serão posicionados nas tabelas de subsídio correspondentes às respectivas cargas horárias, observados os critérios para a definição de nível e grau, por meio de resolução conjunta dos titulares das Secretarias de Estado de Educação e de Planejamento e Gestão. Para a carga horária de 24 horas, o subsídio previsto é de R$ 1.122 para professores com nível médio e habilitação em magistério; e R$ 1.320 para aqueles com curso superior, com licenciatura e especialização em pedagogia. Para essa última categoria, o subsídio é de R$ 1.650 para 30 horas. O projeto traz ainda tabelas para 40 horas. A forma de ingresso na carreira de professor da educação básica também é modificada pelo projeto. Os cargos de diretor de escola e os de provimento em comissão de secretário de escola também passam a ser remunerados por subsídio.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Copa EM J. Calasanz


Trabalhadore(a)s em Educação da EM José de Calazans em momento de confraternização!
Como disse o Iran da secretaria "só não deixem o Dunga ver!!".


quinta-feira, 10 de junho de 2010

Entenda o que é o bloqueio à Gaza

A Faixa de Gaza vive sob bloqueio imposto por Israel desde que o grupo islâmico Hamas foi eleito na região, em junho de 2007.

A Anistia Internacional chamou o bloqueio de "punição coletiva" que resulta em uma "crise humanitária"; funcionários da ONU descreveram a situação como "preocupante" e como "sítio medieval", mas Israel diz que não há desabastecimento em Gaza, justificando que permite, sim, a entrada de ajuda no território.

O que entra e sai de Gaza, e que impacto isso tem?

Na esteira da chegada do Hamas ao poder, Israel afirmou que permitiria apenas a entrada de suprimentos humanitários na Faixa de Gaza, mas na prática impede a ONU e ativistas solidários pró-Palestina a entregarem os suprimentos à população. O país tem uma lista de itens que poderiam ser usados para "fabricar armas", como canos de metal e fertilizantes. Esses itens não podem entrar, à exceção de em "casos especiais humanitários". Não foi publicada, entretanto, qualquer lista do que pode ou não pode entrar em Gaza, e os itens variam de tempos em tempos.

A lista da agência da ONU de ajuda aos refugiados palestinos, a UNRWA, tem itens de uso doméstico que tiveram entrada proibida várias vezes, como lâmpadas, velas, fósforos, livros, instrumentos musicais, giz de cera, roupas, sapatos, colchões, lençóis, cobertores, massa para cozinhar, chá, café, chocolate, nozes, xampu e condicionador.

Muitos outros artigos - que vão de carros e frigideiras a computadores - quase sempre têm entrada recusada. Materiais de construção como cimento, concreto e madeira tiveram entrada quase sempre proibida até o começo de 2010, quando uma pequena quantidade de vidro, madeira e alumínio foi autorizada.

Israel diz que o Hamas desviou ajuda no passado, e que poderia se apropriar de materiais de construção para seu próprio uso. Agências de ajuda respondem afirmando que têm sistemas de monitoramento rígidos em vigor.

Agências de ajuda humanitária que operam em Gaza dizem que conseguem, em grande parte, transportar suprimentos básicos como farinha e óleo de cozinha para o território.

Mas a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês), diz que 61% dos moradores de Gaza vivem em uma situação de "insegurança alimentar".

Metade dos 1,5 milhão de moradores de Gaza depende da UNRWA e de seus suprimentos de comida. A distribuição de comida pela UNRWA foi suspensa várias vezes desde junho de 2007, como resultado do fechamento das fronteiras ou de racionamento de comida. Os pacotes de ajuda da UNRWA respondem por cerca de dois terços das necessidades alimentares dos palestinos em Gaza, e precisam ser complementadas por laticínios, carne, peixe, frutas frescas e legumes.

Mas com o desemprego em 40%, segundo estima a ONU, alguns moradores de Gaza não podem comprar o básico, mesmo se eles estiverem disponíveis.

A UNRWA afirma que o número de moradores de Gaza incapazes de comprar itens como sabão e água potável triplicou desde 2007. Uma pesquisa realizada pela ONU em 2008 revelou que mais da metade dos domicílios de Gaza vendeu o que tinha e depende de crédito para comprar comida.

Três quartos dos habitantes da região compram menos comida do que no passado, e quase todos estão comendo menos frutas, legumes e verduras frescos e proteínas, para economizar.

A operação militar de Israel em dezembro e janeiro de 2009 prejudicou significativamente a transferência de alimentos e sua distribuição, além de ter causado prejuízos à agricultura que a FAO estima estar na ordem dos US$ 180 milhões.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), um terço das crianças com menos de 5 anos e de mulheres em idade fértil em Gaza estão anêmicos.

terça-feira, 8 de junho de 2010

BEPREM

PREZADOS COLEGAS
Repassamos a vocês informações importantes que precisam circular por todos os servidores efetivos da PBH. Aconteceu a segunda dia 31/05/2010 audiência pública na Câmara dos Vereadores para tratar do assunto do fim da Beprem e qual a situação do fundo previdenciário de todos nós. Eu estive presente na audiência e as informações são bastante confusas.
O que foi repassado é que os atendimentos odontológicos na Beprem, e outros atendimentos na Cliserv, e Clisan, não estão sendo mais agendados. Não se tem informações certas do executivo sobre o que está acontecendo. Algum dos responsáveis do governo convocados para dar explicação não compareceu a audiência. Foi repassada na câmara uma cópia de um ofício feito pelo vereador Iran Barbosa ao Secretário Josué Costa Valadão onde são feitas várias perguntas sobre patrimônio da Beprem, fundo de previdência, e várias outras. Entre as perguntas uma nos chamou a atenção para a gravidade do assunto: "porque não foi resgatado o patrimônio da Beprem emprestado ao governo do estado?.
Diante destes fatos será necessário a abertura de uma CPI para investigar o assunto que diz respeito aos nossos direitos inclusive de aposentadoria. Precisamos nos mobilizar para a abertura dessa CPI . Até o momento apenas 3 vereadores estão apoiando o processo. Precisamos que 21 vereadores assinem o requerimento da CPI.
Que precisamos fazer? Enviar email para todos os vereadores pedindo apoio para a abertura da CPI e comparecermos as próximas audiências, pois sem a presença dos servidores para pressionar isto vai acabar em pizza, e estava bem vazia a câmara sem a presença dos funcionários, pois achamos que quase ninguém está sabendo disto. Estou enviando email dos vereadores para que vocês possam mandar email para todos .Enviem também email para todos os colegas da PBH que conheçam.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

EDUCAÇÃO E BIBLIOTECAS

BIBLIOTECAS E LEIS

Sancionada lei que obriga escolas a incentivar leitura e montar bibliotecas em 10 anos, com, no mínimo, uma publicação por estudante matriculado, para despertar consciência cultural

 “Gosto muito de ler. Adoro aprender novas palavras, escrever poemas e ganhar livros de presente”, conta Ester Santos Pereira, de 9 anos, aluna do 4º ano do ensino fundamental.
Ao contrário de Ester, Michel Saviotti, também de 9 anos, confessa não ser fã de carteirinha da leitura.
Mas ele reconhece a importância do hábito. “Não sou apaixonado, mas faço a minha parte e leio pelo menos um pouco. O que mais gosto são as revistas em quadrinho e as histórias de ficção”.

terça-feira, 1 de junho de 2010

O Diário da Classe apóia o lançançamento da pré-candidatura do Professor Fábio Bezerra ao Governo de Minas Gerais

PCB ENTRA NA DISPUTA POLÍTICA ELEITORAL EM MINAS GERAIS
O Comitê Estadual do PCB - Minas Gerais aprofundou o debate sobre questões conjunturais e estruturais e aprovou por unanimidade a proposta da Comissão Política Estadual de formar uma CHAPA PRÓPRIA para a disputa política eleitoral em Minas Gerais, fortalecendo a campanha nacional do PCB no estado.

Na chapa própria para as eleições gerais de 2010 o PCB apresentará as pré-candidaturas do camarada Fábio Bezerra ao governo do estado de Minas Gerais, em uma chapa com o Rafael Pimenta ao Senado Federal, o camarada Almeida a deputado federal e a formação de uma ampla chapa para o legislativo estadual.



Fábio Bezerra - pré-candidato ao Governo de Minas (sentado. De pé, o secretário-geral do PCB, e pré-candidato à presidência da república, Ivan Pinheiro)
Professor de história da rede pública estadual, formado em filosofia pela UFMG, ex-dirigente estudantil e atual liderança sindical, Bezerra está presente na luta por profundas transformações sociais no Brasil desde os anos 80, e segue firme na defesa por um estado que tenha como prioridade a população trabalhadora, investindo e reestruturando os serviços públicos como saúde, educação, emprego, cultura, lazer.
Alex Lombello Amaral - Pré-candidato à Deputado Federal. Iniciou-se na vida política no movimento estudantil secundarista em 1993. Ajudou então na fundação do jornal estudantil chamado Che e depois na fundação da UMES, ambos em São João del-Rei.
Entre 1994 e 1998 fez História na UFMG, o curso e no movimento universitário, contando em seu currículo diversas ocupações dos bandeijões e da Reitoria, além de passeatas e enfrentamentos com a tropa de choque. Em 2006, fazendo mestrado em história na UFJF, ainda participou de uma ocupação da Reitoria dessa universidade.
Comunista desde a adolescência, foi membro do PCdoB, do qual se desfiliou em 2004 por divergências com a linha política, vindo a se filiar ao PCB em 2007.
Desde o movimento universitário participou em diversos jornais, como o Gato de Botas na UFMG e em São João A Palavra, A Plebe, O Sol e mais recentemente o São João del-Pueblo. É hoje secretário de agitação e propaganda do PCB de Minas Gerais, tendo criado diversos blogs, e está criando o jornal estadual do PCB, o Expresso Vermelho.

Rafael Pimenta - Pré-candidato ao senado pelo PCB. Advogado trabalhista, Pimenta pertence a uma família de lutadores sociais. Ex-líderança estudantil nos anos 70, candidato a prefeito de Juiz de Fora na última eleição municipal, Rafael apresentará o programa comunista e a atual etapa da reconstrução revolucionária do Partido Comunista Brasileiro (PCB) aos trabalhadores mineiros.


O camarada Almeida é pré-candidato a deputado federal.
Também na chapa do Partidão um representante da Velha Guarda, o camarada Almeida, membro das direções Nacional e Regional do PCB.


sexta-feira, 28 de maio de 2010

Quanto vale a luta? O que se conquistou? O que se aprendeu? O que não se conquistou? Quanto vale...?

Não adianta fugir a regra, pois quando se termina ou suspende um movimento grevista ou qualquer outro movimento de reivindicações de classe, essa é a questão que sempre norteia nossas avaliações e opiniões.
Há aqueles que irão se prender ao imediato, ou seja, reivindicamos X, lutamos Y e ganhamos Z.
Há aqueles que irão relevar os pontos positivos frente a situação que se tinha antes e aqueles que irão repetir as mesmas “receitas de bolo” dos bolcheviques de plantão, de que a estratégia foi errada, de que há crise na direção ou de que essa luta é limitada e não adianta mais.
Eu diria que todas as questões podem estar certas ou erradas dependendo do ponto de partida da análise que se pretende fazer.
É incontestável que essa foi a maior greve do movimento sindical em Minas dos últimos 15 anos e inegável a disposição que a categoria dos trabalhadores (as) em educação manifestaram ao longo de 47 dias de luta e diga-se de passagem só quem não esteve na greve ou não é trabalhador é que ignora o que isso significa em um contexto onde o que reinava era a mais profunda apatia e desilusão com o sindicalismo e a luta política.
Para aqueles que só enxergam o momento presente e não compreendem que a vida é um processo dinâmico, dialético e às vezes flexível, que passa por etapas muitas das vezes imperceptíveis aos olhos dos mais desatentos ou precipitados, a não realização da nossa pauta de reivindicações é o coroamento do fracasso do movimento ou da falência da luta direta das massas.
Não se trata agora de fazer um balanço apenas do resultado financeiro restrito e isolado, mas do rico e fértil processo que esse movimento instaurou em nossa categoria.
Há cerca de oito anos, na greve de 2002, uma triste história teve seu ápice na traição que a direção do Sind- UTE operou contra a categoria que estava em Greve contra o então governo Itamar Franco, aliado de LULA nas eleições daquele ano.
Em uma assembléia histórica e com cerca de 10 mil pessoas, a Direção do sindicato ofuscada pelo processo eleitoral capitulou as pressões externas do PT e golpeou a todos com a decretação do fim de nossa greve. Foi uma revolta total e oito longos anos de ressaca de um processo que deixou marcas e desconfianças em nossa categoria.
Passado todo esse período as coisas não ficaram imóveis.
Nossas condições de trabalho ficaram cada vez mais precarizadas, por sua vez novos profissionais chegaram enquanto outros saíram e até o mais improvável aconteceu, uma ruptura interna no seio da Articulação Sindical forçando o grupo vitorioso a mudar o status quo reinante para se requalificar frente a sua base, com o resgate de discursos e ações abandonadas com o tempo.
Soma-se a isso uma pitada de humor político- eleitoral e temos todas as condições de se iniciar uma nova etapa no movimento.
Mas auto lá, vamos devagar... Principalmente aqueles que são mais afoitos. Uma nova etapa não significa que mudou tudo de vez ou que haverá um progresso contínuo, retilíneo e uniforme.
Estou falando que após todo esse rico processo que vivenciamos e que nos tirou do ostracismo político e que educou as massas que se lançaram ao campo de batalha, um novo e profícuo espaço se abriu entre nós e cabe agora àqueles que não se iludem com o economicismo sindical e que tem um compromisso com a luta para além do capital, explorar as oportunidades de reconstrução do movimento sindical na área da educação em nosso Estado.
A categoria dos trabalhadores (as) em educação, talvez sem ter a consciência disso, deu o maior exemplo de resistência e luta para o conjunto dos trabalhadores desse país e mesmo ressaltando essa convicção com uma pontinha de orgulho por ter participado desse movimento, faço-o com a mais absoluta serenidade após passar o furor das emoções e o contagio do calor impetuoso das massas.
Que categoria em tempos de abandono da luta classista e independente, no gozo mais requintado do modo de vida pós-moderno, individualista e sem utopias, cercada de aparelhos ideológicos e alienantes por todos os lados, poderia surpreender e suportar todo o arsenal do aparato do Estado burguês, que implacavelmente desferiu toda a artilharia que possuía contra os grevistas e a cada ataque a resposta era a adesão, a persistência e a luta?
E não estou falando aqui do trivial que lançam contra qualquer categoria que perturba a ordem burguesa, ou seja, a imprensa pusilânime, safada, mentirosa e imoral, a repressão policial ou a Justiça tendenciosa que nos colocou na condição de bandidos e fora da lei.
Estou falando de cortes de salário sobre pais e mães de família que mesmo na miséria não recuaram um milímetro sequer, estou falando de pessoas que não tem a educação como bico e que mesmo com a ameaça de desemprego evidente e as angústias e incertezas que isso trazia, mantiveram-se firmes e decididas a irem até o final.
Estou falando de uma massa de trabalhadores em assembléia ( cerca de 15 mil) que quando a Direção do sindicato, temerária e vacilante frente as ameaças do Governo, quis por fim a Greve em 18 de Maio, não vacilou e nem tremeu na base, atropelando o medo e a indecisão da Articulação com um sonoro coro de vozes e punhos cerrados em toda a Praça: GREVE, GREVE, GREVE, GREVE!!!!
A cada porrada do Governo , um saia do movimento, mas dois ou mais aderiam, a cada ataque desesperado a resposta era a indiferença dos grevistas a mesma que o Governo Aécio nos tratou durante todo esse tempo.
Já não tínhamos mais nada a perder, a não ser os grilhões que nos acorrentavam ao medo, a apatia, a mediocridade, a falta de amor próprio, ao ostracismo político e a cegueira de classe.
Se agora me perguntarem quanto valeu essa greve, eu direi sem dúvidas que valeu o aprendizado que tivemos e o resgate do sentido de nossa luta. Que, diga-se de passagem, não tem preço!
Se me perguntarem o que conquistamos de fato, direi que conquistamos o direito de sonhar de novo, de se rebelar de novo, de viver de novo, pois rompemos a barreira do lugar comum que tanto o sindicalismo acomodado e bem comportado, quanto a ideologia da conciliação de classes nos diz para seguir sem questionamentos.
A aula de resistência e luta que nossa categoria deu nas ruas e praças de Minas Gerais a fora, ecoaram por todo o país e hoje tem motivado a outras categorias do nosso Estado a se mobilizarem e saírem do mundo das sombras na qual elas se encontram.
É muito simplório e idealista talvez, querer dizer que saímos derrotados...
-Ledo engano!
Em todos esses 20 anos como militante eu nunca assisti uma categoria, mesmo dividida ao meio quando da votação da continuidade da greve, continuar em sua grande maioria junta e unida, esperando o desfecho final da assinatura do acordo que suspendeu nosso movimento.
O nosso retorno para as salas de aula não foi de cabeças baixas com o rabo por entre as pernas como vivenciei muitas vezes em minha vida.
De cabeças baixas e com os rabos por entre as pernas estavam meus tristes e ignóbeis fura greves que não conseguiam esconder o constrangimento de tanta covardia e mediocridade.
E olha que muitos nem agradeceram a conquista do concurso público que agora vão poder fazer graças ao nosso movimento e quem sabe saírem da triste condição de designados/ resignados!
E confesso que só desfiz meu sorriso e alegria ao voltar de cabeça erguida para a escola, quando fui recebido com aplausos por um grupo de alunos do EJA, por serem trabalhadores e sentirem na pele o que é ser explorado dia a dia como escravo. A essa manifestação de solidariedade inesperada não respondi com sorrisos...
-Chorei copiosamente, abraçado a eles (as).
Se não conquistamos tudo o que merecíamos e tendo o gostinho de que poderíamos ter ido mais longe, se não fossem as vacilações da Direção do sindicato, o sentimento de resgate da identidade de classe, da autonomia sobre sua profissão, da coragem e da ousadia realimentou de vida e esperança uma categoria que era julgada como moribunda ou morta, sem respeito e que não protagonizaria mais nada no cenário político desse Estado.
Para aqueles que viveram a Greve intensamente, para aqueles que sentiram os impactos de nossas manifestações nas ruas de Minas e foram forjando em seu ser social uma nova consciência, para aqueles que mudaram o eixo da triste sina ao qual estávamos errantes, não é preciso dizer que valeu muito a nossa luta e que frente à etapa na qual nos encontrávamos anteriormente a luta da classe trabalhadora em geral saiu vitoriosa dessa greve.
Sem receio do que vou dizer, construímos na história de nosso movimento, uma nova etapa política, que se iniciou quando a indignação e a esperança venceram o medo e o imobilismo. E esta etapa está aberta e cheia de possibilidades àqueles que desejam reconstruir o sindicalismo classista, independente e combativo em nossa categoria.
Dezenas de novos militantes surgiram nessa Greve, centenas de trabalhadores voltaram seus olhos para o papel de nossa categoria no cenário sindical e político desse Estado ou retornaram ao movimento depois de tantas desilusões e traições de classe e milhares de profissionais, mesmo que decepcionados com a condução da Greve em sua reta final perceberam a força de mobilização que ainda possuímos.
Não podemos enquanto marxistas, avaliar um movimento de massas apenas pelo seu aspecto reivindicatório e economicista, ou subjugar a pujança desse movimento e todas as suas variantes, por este não ter conseguido maiores vitórias ou não ter chegado aos céus e tomado o poder das mãos da burguesia!
A cada etapa, um processo diferente, a cada processo uma análise à luz do que havia antes e das mudanças que se manifestaram e transformaram a realidade objetiva e subjetiva e a cada mudança o entendimento do que estava em contradição e do que surgiu dessa contradição e se instaurou como o novo ou como a possibilidade do novo.
Sem isso companheiros(as) fica difícil querer fazer uma análise bem feita de nossa Greve, ou de qualquer movimento de massas que se coloque em oposição ao sistema capitalista, mesmo que lutando contra aspectos isolados desse sistema, como é o caso da luta econômica.
No nosso caso, quando a Justiça do Trabalho julgou nossa Greve ilegal e nos colocou na ilegalidade, rasgando a Constituição, passando por cima do Direito de Greve e penalizando a categoria com multa e ameaça de demissões, a Greve da educação assumiu naquele momento um simbolismo nunca antes evidenciado em nosso Estado. Pois já não se tratava mais de uma Greve salarial e contrária ao Governo do PSDB, mas uma Greve de dimensões maiores, pois nossa desobediência à ilegalidade da Justiça e a Magistratura subserviente representava todo o sentimento de resistência do conjunto do funcionalismo do Estado e mesmo do Brasil.
Não podemos nos esquecer que o ex-grevista e sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva, apoiava naquele mesmo momento a decisão do STJ de decretar a ilegalidade da Greve dos Funcionários do IBAMA que se viram constrangidos a recuarem e terminarem o movimento.
Sem dúvidas há muito ainda o que se superar, tanto em nossa estrutura sindical, quanto em nossas táticas de luta e organização, tanto em nossas concepções, quanto em nossas debilidades e vícios... Mas é inegável que após a Greve de 2010 dos educadores de Minas Gerais, uma “nova” lição todos nós reaprendemos na escola da luta de classes:
Só com a luta se muda a vida e só vive de fato aquele que ousa lutar.

Fábio Bezerra.
(Trabalhador em educação, membro do comando de Greve e da INTERSINDICAL- MG).

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Mais uma derrota dos professores de Minas Gerais! Por quê?


Essa deve ser a décima derrota que assisto de minha categoria (embora eu não esteja dando aulas, me sinto professor). Alguns farão análises positivas, que foi o maior movimento dos últimos anos, que conseguiu essa e aquela promessa do governo, que para derrotar essa greve as elites utilizaram todo seu potencial de mentir para o povo, e a "Justiça" que foi completamente parcial e política. Mas nada disso pode esconder que é mais uma derrota! E é bom que não se esconda essa derrota, pois temos que aprender com ela. Por que fomos derrotados?

Em primeiro lugar, pelos mesmos motivos de sempre!!! Sim, pois desde que me conheço por gente, quando ainda era estudante, só vejo os professores usando a mesma tática derrotada várias vezes! Isso é absurdo, é suicídio, eu diria político, mas na verdade o suicídio dos professores de Minas é Apolítico. Eis o problema. Todas essas greves derrotadas não arranharam os governos diversos. Agora mesmo pode-se ver o governador no topo das pesquisas para o Senado e o vice crescendo nas pesquisas para o governo. A greve lhes fez pouco, ou nenhum, estrago.

Então o movimento nasceu derrotado! Bem que o afirma Sun Tzu, livro de cabeceira de Mao Zedung, que os exércitos quase sempre já são vencedores ou derrotados antes da batalha. Se uma greve de funcionários públicos pagos pelo governo não tira votos dos governantes, ela é mais fraca que o palestino que lança uma pedra contra um tanque israelense, pois a pedra ao menos arranha o tanque. Mas os professores têm armas capazes de arrancar votos do governo, ou podem construí-las, pois sabem escrever e falar! A arma principal da política é a imprensa. Quem não tem imprensa não é nada na luta política.

Mas estamos dois passos atrazados, ou seja, existem dois pontos dos quais tenho certeza que a maioria dos professores não está convicta.

1 - Que essa luta é política, quase só política, diferente da luta de outros trabalhadores que é econômica. Os professores não querem aceitar isso não devido às teorias que falam que são "produtores de conhecimento", que estão agregando valor à mão-de-obra com suas aulas e outras bobagens. Isso são para o professorado no muito desculpas e piadas. O fato é que não querem se envolver em política! Aliás, teriam dificuldades, pois estão longe de ter unidade e muitos votaram e continuarão votando em seus algozes tucanos. Porém, sem resolver essa questão, não se precisa nem pensar em vitória dos professores.

2 - Que a imprensa é toda política, são os verdadeiros partidos políticos, e que hoje é toda inimiga. Contudo, persiste a idéia de que seria possível chamar a atenção da grande imprensa. Que idiotice! Se a grande imprensa cobre nossos atos, é para denegrí-los e distorcê-los. Precisamos de nosso próprio sistema de imformações, é para isso que deve ser dedicado o dinheiro do Sindicato, aliás, dos Sindicatos e partidos de esquerda. Porque sem isso não existimos, nossas manifestações não existem, e o mundo é um paraíso capitalista, em que todos vivem na fartura. Mas nem sem dar aulas, sem corrigir provas, reunindo-se etc., os professores criaram seus jornais. E bater com força na imprensa mentirosa, nem pensar, ainda sonham em ter o apoio desses corruptos.

Certamente alguns vão responder que foi feita política, sim, que foram feitos atos e distribuídos panfletos. Atos que só os professores viram e panfletos que só falavam da situação dos professores, das negociações com o governo e que só os professores, suas famílias e alguns amigos viram. Isso não chega aos pés da política. Os professores tinham que ter publicado denúncias de tudo que é assunto - os jornalistas demitidos no primeiro mandato, os gastos com publicidade, o que paga aos grandes jornais de Minas (aliás, a imprensa adversária tem que ser atacada, com o objetivo de desmoralização, pois é o inimigo), seus financiadores, os impostos que criou e aumentou etc.

Mas já repito isso há alguns anos, e o Sind-UTE é um sindicato estadual, ou seja, da minha cidade não tenho sobre a direção desse sindicato influência alguma. Ter sindicato estadual em um estado do tamanho de Minas é quase como não ter sindicato.

Alex Lombello Amaral
S. João del Rei/MG

Veja também o artigo de Fábio Bezerra http://ucdiariodaclasse.blogspot.com/2010/04/aquilo-que-imprensa-nao-viu-e-nem-quis.html