terça-feira, 28 de abril de 2009

As centrais sindicais e os movimentos sociais mineiros convocam para as comemorações de 1º de maio, dia do Trabalhador e da Trabalhadora


30 de abril - Na praça da Rodoviária - 14h
MANIFESTAÇÃO DO
DIA DO TRABALHADOR E DA TRABALHADORA
Lutamos por:
- defesa do emprego e da renda;
- redução da jornada de trabalho sem
redução dos salários;
- reforma agrária e reforma urbana;
- valorização dos servidores e dos serviços públicos

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Piso sim, mas de R$1.132,40 para até 24 horas semanais de trabalho, já! Rumo a R$ 2.077,15 (Piso do Dieese)


Os governos estão desviando verbas da educação para salvar os bancos e as empresas, mas os trabalhadores não estão protegidos dos ataques a seus direitos diante da crise mundial.

Em meio ao turbilhão provocado pela crise econômica internacional tem-se a ilusão de que o funcionalismo público não será atingido por ela, mas é preciso esclarecer que isso não é tão simples quanto parece. As receitas que chegam aos cofres públicos são provenientes de impostos (ICMS, IPI etc.) e é desse dinheiro que é separada a verba para a educação. Quando o governo renuncia à arrecadação tributária para salvar os banqueiros e empresários, ele está tirando dinheiro da saúde e da educação. Já foram feitos cortes na verba destinada ao Ministério da Educação de R$ 1,1 bilhão no final do ano passado e mais cerca de 10% do que deveria ser investido em educação neste ano já foi cortado.

Apesar da estabilidade que o serviço público oferece, os governos burgueses encontraram uma maneira de demitir trabalhadores, através da avaliação de desempenho, a qual será ainda mais rigorosa em tempos de crise econômica. Afinal, é uma maneira que os governos encontraram para demitir funcionários de forma “legal”, com a absurda justificativa de “eficiência e moralidade do serviço público”.

Por isso é muito importante que o funcionalismo público se sensibilize com a luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora, pois o aviltamento das condições de trabalho atingirá em cheio todos os órgãos estatais. Entretanto, o correto seria que os responsáveis pela crise pagassem por essa catástrofe, e não os trabalhadores!

QUE OS RICOS PAGUEM PELA CRISE!

A lei do piso suas controvérsias

A lei do piso salarial dos professores criou uma grande expectativa na categoria, mas também trouxe grande confusão, alimentada pela direção estadual do Sind-UTE e CNTE. Vejamos alguns pontos sobre o piso:

1º O piso refere-se apenas ao magistério, deixando de fora todos os outros segmentos da educação;

2º O valor é de R$ 950,00 para até 40 horas/semanais, ou seja, o valor a ser pago é proporcionalmente à carga horária no estado de Minas Gerais é de R$ 570,00 para a nossa carga horária, valor este que está longe de atender às nossas reivindicações;

3º Criou a data-base da categoria em janeiro, ou seja, nesta data o valor deve ser reajustado de acordo com o IDEB, que hoje acumula o valor de 19,2%. Portanto o piso deveria ser de R$1.132,40 para até 40 horas/semanais;

4º Até o ano de 2010, o Piso Nacional poderá incorporar as vantagens recebidas pelo professor. Conseqüentemente, em Minas Gerais, o salário base será menor do que o indicado no piso nacional, incorporando a PCRM, VTI e outros penduricalhos;

5º Uma das únicas vantagens que a lei trazia era a previsão de que 1/3 da carga horária seria cumprida em atividades extra-classe, o que, porém, foi questionado pela Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada no Supremo Tribunal Federal(STF) por governadores de ultra direita, com apoio de outros governadores, inclusive do Aécio Neves. Estes são pontos que trazem confusão, mas podemos chegar a algumas conclusões:

 Não é possível defender esta lei, pois o valor do Piso é muito menor que o salário mínimo do DIEESE, que é de R$ 2.077,15, valor correspondente ao mínimo necessário para atender às despesas de uma família com 4 membros em janeiro de 2009;

 A defesa deste piso pelo Sind-UTE e pela CNTE significa institucionalizar a precariedade de nosso salário, além do que nem todos os trabalhadores da educação serão beneficiados pela implantação do Piso Nacional;Os trabalhadores devem reivindicar o piso de R$ 1.132,40 JÁ para a nossa atual carga horária de 24 horas já, e que seja aplicado para todos os trabalhadores em educação. Além disso, devemos seguir lutando e ter como perspectiva a busca do pagamento do valor do piso do DIEESE, reivindicação histórica da CNTE e SindUTE para podermos realmente suprir as nossas necessidades.

Nós, do Movimento de Oposição Muda Sind-Ute não vacilamos diante destes ataques e deixamos claro que a luta dos trabalhadores é a única forma de garantirmos os nossos direitos.

Lutamos por um sindicato combativo, democrático e independente em relação aos governos!

O movimento de oposição muda sindute é formado por trabalhadores em educação de todo o estado que não concordam com os caminhos tomados pela atual direção do SINDUTE. Queremos construir um sindicato democrático e combativo que suas decisões sejam tomadas pela base. E que tenha como estratégia a derrota do sistema capitalista e construa uma sociedade socialista onde não haja a exploração. Temos como bandeira a defesa incondicional das vontades dos trabalhadores. Em julho acontecerá o congresso dos trabalhadores em educação do estado de Minas Gerais e achamos que este é um momento privilegiado de debate para mudar o rumo que vem sendo tomado pela direção do nosso sindicato. Por isso chamamos todos os trabalhadores a juntarem-se a nós e construir um programa classista, combativo e independente em relação aos governos e partidos. Venha participar do movimento de oposição MUDA SINDUTE




terça-feira, 21 de abril de 2009

VEJA COMO FOI O DIA DE GREVE DOS/AS TERCEIRIZADOS/AS PELA CAIXA ESCOLAR PBH




Diante de tanto desrespeito e ausência de diálogo, os/as trabalhadores/as contratados/as pela Caixa Escolar fizeram greve, hoje, no dia 15 de abril, com ato público na porta da PBH, com mais de mil pessoas, que fecharam a Avenida Afonso Pena ate a comissão ser recebida pelo governo.
Na assembléia realizada, em seguida, os/as grevistas definiram pela participação na greve geral da educação no dia 24 de abril e da assembléia às 08 horas na Praça da Estação. Outra atividade aprovada foi a realização de uma assembléia específica do setor no dia 28 de abril, 14 horas, na sede do SindREDE/BH, com representantes de escola.

POR QUE OS/AS TERCEIRIZADOS PELA CAIXA ESCOLAR FIZERAM GREVE?
Os serviços de confecção de merenda, limpeza, portaria e vigilância das escolas municipais, vêm sendo terceirizados pela PBH desde 1990. Essa façanha, iniciada no governo do prefeito Eduardo Azeredo, permaneceu durante o governo Patrus, com um agravante, pois além das empresas contratadas, foram criadas as cooperativas de trabalho.
Na greve de 1994 conseguimos provar ao governo Patrus que as cooperativas criavam relações de trabalho semi-escravizado e com isso, elas foram extintas. Mas, o compromisso de realização de concurso público para o setor não foi cumprido e permaneceu a terceirização via as empresas. Várias delas descumpriam os direitos trabalhistas, o que exigiu a mobilização da nossa categoria, inclusive na definição dos processos de licitação, enquanto não ocorria o concurso.
Em 2003, a PBH optou pela terceirização via a Caixa Escolar. As direções de escolas foram alertadas do fiasco de tal proposta. Mas a PBH, para constranger as resistências das escolas, terminou todas as contratações via empresas e apresentou a opção: ou a contratação pela Caixa Escolar ou ficar sem funcionários. As escolas cederam.
Hoje, a PBH, em carta assinada pela SMED, afirma que esses/as funcionários/as não prestam nenhum serviço ao governo municipal e nem mesmo às escolas municipais.A participação de todos/as é fundamental. E o apoio dos demais trabalhadores/as das escolas é imprescindível.
Somente a nossa união garante a resistência e abre negociações.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Manifesto do Fórum Mineiro de Lutas - A CRISE É GRAVE E A UNIDADE E A LUTA DOS TRABALHADORES(AS) É A RESPOSTA


A Grave Crise econômica que se abateu sobre o mundo nos últimos meses, deve ser entendida como uma crise de super acumulação capitalista, motivada entre outros fatores, pela grande concentração de riquezas nas mãos de grandes especuladores internacionais e pelo aumento vertiginoso da exploração sobre toda a força de trabalho mundial, que proporcionou recursos para alimentar a especulação capitalista.

Os efeitos dessa crise foram sentidos no Brasil de forma mais rápida e mais grave do que anunciado pelo Governo e os órgãos da imprensa.

Houve uma forte retração econômica, principalmente quanto à produção industrial, com destaque para os Estados de São Paulo e Minas onde os maiores cortes foram nos setores da mineração e metalurgia. Os índices econômicos apontam queda na produção em todos os setores produtivos, confirmados com a divulgação de queda no PIB de 3,6% nesse trimestre. Tal quadro confirma a relação de dependência da economia brasileira e o nível de recessão que se aprofunda e de possíveis cortes de investimentos do Estado nas áreas sociais, além da piora na qualidade de vida do trabalhador e a consecutiva precarização da força de trabalho.

A burguesia brasileira por sua vez está tentando tirar proveito da crise, aumentando a taxa de exploração da força de trabalho promovendo demissões em massa e impondo a redução de jornada com corte de salários em muitas “negociações”, isso demonstra a intenção clara de tentativa de sair da crise rebaixando salários, direitos e garantias dos trabalhadores(as), aumentando a deterioração sobre as riquezas naturais alem da tentativa de criminalização dos movimentos sociais que ousarem resistir contra as ofensivas do capital sobre o trabalho.Em todo o mundo, diversas entidades de classe estão organizando frentes unitárias de ação contra os ataques que o Capital através dos patrões e dos governos vem operando sobre os trabalhadores. Entendemos que é de fundamental importância que todos os setores do movimento sindical, popular e estudantil que possuam o compromisso com a resistência ao capitalismo e a luta por uma nova sociedade, unam forças em uma grande frente de massas que possa lutar para que a classe trabalhadora se organize e assuma o papel de protagonista do processo de luta no combate aos efeitos da crise, criando as condições para que se acumulem forças no sentido de se obter novas conquistas além da instauração de uma nova mentalidade política que rompa com os patamares da sociedade capitalista.Mais do que nunca, está na ordem do dia a questão do socialismo.

Portanto, estamos diante de um momento especial para a luta de classes em nosso país. Os trabalhadores devem se preparar da melhor maneira possível para os embates que virão pela frente.

Nesse momento a organização de um amplo FÓRUM MINEIRO DE LUTA deverá ser a nossa principal meta como a resposta necessária e precisa à crise do capitalismo, ORGANIZANDO, CONSCIENTIZANDO E AGINDO para a contra ofensiva popular.

1-Contra o desemprego e pela estabilidade no emprego;

2- Redução da jornada de trabalho sem redução de salários;

3- Pela reforma tributaria que penalize as grandes fortunas;

4- Isenção de taxas e tarifas públicas para os/as desempregados/as: IPTU, conta de energia elétrica e água, gratuidade no transporte coletivo e outros;

5- Estatização e reestatização das empresas que demitirem em massa;

6- Em defesa dos servidores e por serviços públicos de qualidade;

7- Pela reforma agrária popular e massiva;
8-Suspensão dos subsídios às empresas.

9- Construir um dia nacional de luta contra as demissões.

10- Apoiar a integração e a autonomia latino-americana frente ao imperialismo.

11- Contra a PEC 233 que acaba com o orçamento da seguridade social.

12- Nenhum direito a menos!

RUMO AO 1° DE MAIO DE UNIDADE E DE LUTA!

CASA DA AMÉRICA LATINA, CONLUTAS, CTB, INTERSINDICAL, MST, VIA CAMPESINA, MAB, CONSULTA POPULAR, PCB, PCR, PDT, PSOL, PSTU, MLB (MOVIMENTO DE VILAS BAIRROS E FAVELAS), UCMG, AMES- BH, UJC, UJR, JS, FSM SESSÃO MINAS GERAIS, MARCHA MUNDIAL DE MULHERES, INSTITUTO CAIO PRADO JR, DCE-UFMG

segunda-feira, 13 de abril de 2009

CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DA REDE/BH - 23, 25 e 27 DE ABRIL


Nos dias 23, 25 e 27 de abril realizaremos a fase final da nossa Conferência de Educação. A Conferência é um importante momento de reflexão da Rede sobre as políticas educacionais encaminhadas pela PBH, bem como um espaço coletivo de construção de alternativas à política neoliberal da SMED. O atual objetivo da SMED e do governo Aécio Neves é destruir a escola pública municipal através da redução do processo ensino/aprendizagem ao treinamento cotidiano para as avaliações sistêmicas.
Em junho acontecerá a Conferência Municipal de Educação e até o final do ano a Conferência Estadual de Educação. Todas elas são preparatórias para a Conferência Nacional de Educação que acontecerá em 2010.
Por isso, a Conferência da Rede é um momento importantíssimo de preparação para as demais conferências que definirão as políticas educacionais no próximo período.
Garanta a presença da sua escola! Participe!

domingo, 12 de abril de 2009

[BH-MG] REUNIÕES DE REPRESENTANTES DE ESCOLAS DECIDEM POR ASSEMBLEIA COM INDICATIVO DE GREVE PARA O DIA 24 DE ABRIL

Na última assembleia da categoria, realizada no dia 11 de março, foi votado o indicativo de greve para ser discutido nas escolas e definido na reunião de representantes do dia 07 de abril.
Nas reuniões realizadas em três turnos, manhã/tarde/noite, após várias reflexões e votações, foi
definido pela greve no dia 24 de abril com uma assembleia às 08 horas da manhã com indicativo de greve.
O dia 24 de abril foi convocado por diversas entidades nacionais como o DIA NACIONAL DE LUTA PELA VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO.
Parte do movimento da educação estará nas ruas em defesa da implementação do piso nacional, outra parte também estará nas ruas em defesa de um piso nacional tendo como base o salário mínimo do DIEESE para uma jornada de 20 horas semanais.
REUNIÕES DE REPRESENTANTES DECIDEM POR ASSEMBLEIA COM INDICATIVO DE GREVE PARA O DIA 24 DE ABRIL
Um consenso entre os diferentes movimentos é a defesa da implantação imediata de 1/3 do tempo de trabalho para as atividades de planejamento e avaliação. Esse ponto é motivo de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada por 5 governadores, que contaram com o apoio do
Governador Aécio Neves, atual cabo eleitoral do prefeito Márcio Lacerda. Portanto, o ataque que a SMED está fazendo ao nosso tempo de ACPATE faz parte do ataque que o Aécio Neves faz às escolas estaduais. O mais grave é os ocupantes da SMED, que até outro dia se dizia “Escola Plural”, comungar do mesmo projeto educacional neoliberal da Secretaria Estadual de Educação.
ASSEMBLEIA DIA 24 DE ABRIL – 08 HORAS NA PRAÇA DA ESTAÇÃO
ATO EM SEGUIDA ATÉ A PORTA DA PBH

sexta-feira, 10 de abril de 2009

UNIDADE PARA AVANÇAR NA LUTA: FORTALECER A INTERSINDICAL!


(Nota da Unidade Classista) Em função da crise econômica mundial, as classes dominantes realizam uma violenta ofensiva contra os trabalhadores através de demissões em massa, rebaixamento dos salários, retirada de direitos e criminalização das lutas e dos movimentos sociais. No Brasil, a situação não é diferente: o governo Lula realiza a política da burguesia, colocando recursos públicos para salvar bancos e empresas privadas, enquanto as demissões ocorrem diariamente, mesmo naquelas empresas que receberam créditos do governo.
Diante dessa conjuntura, a Unidade Classista reafirma a necessidade da unidade dos trabalhadores e trabalhadoras, no sentido de construir uma alternativa global à ofensiva da burguesia, que tenha como eixo a centralidade do trabalho, a resistência contra as demissões e o rebaixamento dos salários e um programa alternativo capaz de colocar os trabalhadores em movimento, em busca de sua emancipação.
Nesse sentido, entendemos de fundamental importância neste momento o fortalecimento da Intersindical como instrumento de luta e organização da classe trabalhadora, no sentido de "defender os direitos e avançar rumo a novas conquistas", construindo um sindicalismo classista, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos.
Por esse motivo chamamos todos os companheiros que reivindicam a Intersindical à unidade. Uma unidade que resgate os princípios fundadores da Intersindical em 2006, quais sejam: uma coordenação aberta a todas as correntes que a reivindicam, com suas decisões sendo tomadas por consenso e que aponte ainda nesse momento não para a formação de uma central sindical, mas para o fortalecimento de um campo que aglutine o movimento sindical de luta, classista e combativo.
Achamos prematura e incorreta a fusão burocrática da Intersindical com a Conlutas. Entendemos que os companheiros da Conlutas estão no campo classista, tem disposição de luta e, por isso mesmo, valorizamos a unidade de ação com os companheiros. Mas temos divergência de fundo com relação à concepção de central, pois temos a centralidade do trabalho como norte de nossa ação. O processo de unidade do movimento operário deve passar inevitavelmente pela unidade de ação e não pode ser atropelado pelo voluntarismo, pelo imediatismo, por razões partidárias e, muito menos, pelo calendário eleitoral nacional.
É na unidade de ação que forjaremos as ferramentas para a futura unidade orgânica dos trabalhadores. É na unidade de ação que criaremos as condições para a realização, no momento oportuno, de um ENCLAT - Encontro Nacional da Classe Trabalhadora, que crie as condições para a criação de uma central unitária, classista e anti-capitalista.
São Paulo, abril de 2009

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Informes SindREDE BH



· A manifestação do dia 30 de março foi muito positiva. Nela conseguimos agendar finalmente uma reunião de negociação que aconteceu no dia 02 de abril na SMARD/RH. O secretário adjunto de recursos humanos agora é o Márcio Serrano que se apresentou enquanto biólogo, pedagogo, psiquiatra e médico do trabalho. Disse estar preocupado com a saúde do servidor e que fará uma reforma da Perícia Médica.
· Colocamos nossos pontos mais urgentes para negociação e ficou acertado que a pauta de reivindicação seria discutida posteriormente pois eles ainda não conheciam nossa pauta. É bom lembrar que apenas o secretário é novo, todos seus assessores são antigos.
· Sobre a pós, tudo continua como antes, a regulamentação ainda não está pronta e deverá ser encaminhada à câmara. Pedimos para ter acesso à regulamentação antes que ela vá para a câmara, mas Flavio não gostou da idéia, mesmo assim ficou nossa solicitação para apreciação do Marcio Serrano.
· A averbação também continua como antes, solicitamos que a prefeitura aceite o formulario antigo para quem pediu antes da mudança estabelecida no decreto do ministério do trabalho, já que o estado dará o formulário novo apenas para quem pediu depois da mudança do decreto.
· Em relação às extensões de jornada da educação infantil, eles afirmaram que vão pagar, mas ainda não sabem como, pois as autorizações para as extensões foram ilegais e podem até caracterizar crime eleitoral. Mas que farão um esforço para que o pagamento seja breve.
· Já os vales refeições não deveriam ter sido suspenso em lugal algum e todos os servidores, segundo Maria José, que fazem 8 horas de trabalho ou mais seja em jornada complementar ou dois BMS tem direito ao vale. Por isso peço que todas as pessoas que tiveram o vale negado por alguma razão solicite novamente e se caso a regional negar novamente entre em contato conosco crissindicato@yahoo.com.br informado seu nome e a sua regional. Independente de ter 2 BMs na educação infantil ou 1BM na educação infantil e outro no ensino fundamental.

No dia 23 de abril haverá outra reunião para negociarmos outros pontos pendentes e entrar na pauta de reivindicação.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O fechamento de escolas itinerantes


Em entrevista, o professor Roberto Leher da Universidade Federal do Rio de Janeiro afirmou que a medida é um ataque à liberdade teórica e de crítica

19/03/2009
Vinicius Mansur
De São Paulo, da Radioagência NP
Recentemente, um conjunto de educadores lançou um manifesto exigindo a reabertura das escolas itinerantes ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Rio Grande do Sul(RS), fechadas a pedido do Ministério Público. O escritor uruguaio Eduardo Galeano, os professores de universidades públicas do Rio de Janeiro, como Emir Sader, Roberto Leher, Virgínia Fontes, entre outros, afirmam que a medida faz parte do processo de perseguição política ao MST no estado.
Segundo o poder público no Rio Grande do Sul, o funcionamento das escolas itinerantes não está adequado às normas brasileiras. A governadora do estado, Yeda Crucius (PSDB), reproduziu uma informação da revista Veja, para afirmar que estas escolas estão formando “revolucionários”.
A Radioagência NP foi ouvir a posição dos signatários do manifesto, que consideram o fechamento das escolas inconstitucional. Durante a entrevista, o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Roberto Leher , afirmou que a medida é um ataque à liberdade teórica e de crítica. Uma tentativa de silenciar uma das experiências que alimenta a esperança da melhoria da educação pública brasileira.
Radioagência NP: Roberto, o conteúdo da educação das escolas itinerantes é inadequado às diretrizes educacionais brasileiras?
Roberto Leher: A organização curricular é fundamentalmente a mesma das escolas públicas. O MST compreende que é necessária uma base educacional comum para todo o povo. O que o MST inova é dar vibração da vida aos conteúdos que estão sendo trabalhados. A base curricular não é profundamente distinta, mas a forma como são abordados os conteúdos, dentro de uma perspectiva distinta da escola pública em geral, na medida em que a pedagogia do MST recupera elementos da pedagogia de Paulo Freire que, justamente, estão defendendo que o conteúdo, a ciência, deve ser uma ferramenta para a gente pensar criticamente o mundo. E essa é uma contribuição magistral para a educação brasileira.
Por que?
Muitos ensinamentos são feitos para as crianças de uma forma puramente mecânica e essas informações não permitem as crianças raciocinarem valendo-se do conhecimento científico. A escola pública brasileira vive uma crise muito profunda. A escola pública está com dificuldade de interagir com as crianças e com o jovem e eu creio que a experiência do MST nos ajuda a reconciliar a escola pública, o trabalho docente, com a vida social dinâmica, como um pensamento educacional para aproximar a escola pública da vida real das pessoas, para que as pessoas se reconheçam naquela escola pública.
Mas o poder público gaúcho chama isso de apropriação indevida da escola pública pelo MST.
O maior equívoco é não compreenderem que uma escola, se ela é de fato pública, ou seja, do povo, ela tem que ser uma escola que dialogue e interaja com o protagonismo social. Isto não é uma idéia que é necessariamente da esquerda, porque é um ideal que está no pensamento liberal do século 18 para o século 19. Eles estão impedindo que os cidadãos possam expressar o seu ponto de vista e possam ser sujeitos e protagonistas da organização do público. Eles estão impedindo a existência de uma reflexão própria e de contribuições originais que são importantes para escola pública, para um conceito moderno de público.
Então, qual seria a justificativa educacional para o fechamento das escolas itinerantes?
Uma pessoa que tem formação ampla e universal é capaz de se indignar diante das injustiças porque ela compreende a raiz social dessas injustiças e é isso que incomoda na pedagogia do MST. Os governos federal e estaduais estão deslocando a responsabilidade do pensamento pedagógico para os empresários, ONGs ligadas aos empresários. São essas pessoas que estão definindo o que é o caráter da escola. O curioso é que o Ministério Público deveria se posicionar, porque eles estão adotando uma postura particularista, não estão buscando uma perspectiva universal, eles querem formar as crianças em uma perspectiva unilateral, da escola vinculada à visão de mundo dos empresários. Contra isso, o Ministério Público não se insurgiu.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Movimento de Oposição Muda SindUTE/MG agora também tem blog


O movimento de oposição Muda Sind-ute
agora tem um blog para divulgar sua luta e sua política
junto aos trabalhadores em educação mineiros.
Acesse nossa página:

quarta-feira, 1 de abril de 2009

20 anos de eleições direta para direção de escola na rede municipal de BH


No processo de constituição da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte ocorre, a partir de 1982, no contexto de transição do Estado autoritário para o Estado de direito, um movimento de abertura da escola à participação popular com a criação do Colegiado Escolar e da Assembléia Escolar nas unidades de ensino[1] e de inversão da lógica de análise do fracasso do aluno, que passa a ser compreendida como um fracasso da escola na relação com as camadas populares.
Diante da efevercência do movimento social em defesa da escola pública de qualidade aconteceram dois importantes eventos em Minas Gerais nesse período: o Congresso Mineiro em Educação, em 1983, e o I Congresso Político-Pedagógico da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte, em 1990. Os temas pautados nos dois congressos, que contou com a participação de pais/mães, estudantes e trabalhadores/as da educação, envolveram a reflexão sobre a função social da escola pública, o direito de acesso e permanência, o direito à aprendizagem, a gestão democrática, a valorização dos/s profissionais. Além disso, foram debatidos diversos aspectos da vida escolar, entre eles o número de estudantes; o número de estudantes por sala de aula; tempo coletivo de estudo; critérios para distribuição de aula, entre outros.
O I Congresso Político-Pedagógico definiu diversos eixos da política educacional, como a gestão democrática, as condições de trabalho (materialidade, quadro de pessoal, número de estudantes por turma/série) e a formação continuada e em serviço, que originou a criação do Centro de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (CAPE), em 1991. A maioria das resoluções desse I Congresso foi incorporada no capítulo referente à educação da Lei Orgânica do Município, votada no final de 1990. Entre elas destacamos o quantitativo de estudantes por turma, a prioridade da educação em tempo integral, a gestão democrática com eleição para direção das escolas e as Assembléias Escolares como instâncias máximas de deliberação das escolas municipais.
Esse período ficou conhecido como movimento de renovação pedagógica e coincidiu com a reorganização da organização sindical no país. Durante o período de 1982 a 1992, foram construídas inúmeras propostas de trabalho nas escolas municipais. Algumas dessas experiências expressas em documentos governamentais e/ou explicitadas nas escolhas políticas encaminhadas pelas administrações, e repercutiram nas políticas governamentais e nas reivindicações profissionais, no período de 1993 e 2007. A Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte participou ativamente desse processo. Várias experiências pedagógicas inovadoras foram gestadas. A participação popular paulatinamente foi sendo implementada através da constituição dos Colegiados e Assembléias Escolares e da realização, em algumas unidades, de eleições para direção de escolas.
A luta pela democratização das escolas iniciou-se sob a concepção de direção colegiada, com a participação de todos os segmentos, com instâncias como: as Assembléias Escolares e os Colegiados Escolares e a escolha das direções através da eleição realizada pela comunidade, pois as direções, até então, eram indicadas por políticos majoritários das regiões da cidade.. A concepção de gestão democrática compreendia a participação da comunidade na elaboração do Projeto Pedagógico da Escola, a consolidação dos Colegiados Escolares, a ampliação das dotações das Caixas Escolares, e as Assembléias Escolares, com poder de deliberar sobre um grande número de assuntos, ampliando a participação da comunidade na gestão escolar (CASTRO, 2000).
As escolas municipais Levindo Coelho, Isaura Santos, Luiz Gatti, Pedro Guerra e Geteco, à revelia da legislação, elegeram em 1985, as suas direções escolares, fruto desse movimento no interior das escolas.
Como represália ao movimento grevista, realizado pelos/as profissionais da Rede em 1988, o prefeito Sérgio Ferrara destituiu a direção de algumas escolas, indicou interventores e demitiu professores/as. A categoria resistiu aos ataques, conseguiu reverter as demissões e as intervenções nas direções de escola e, negociou com os candidatos a prefeito, Pimenta da Veiga e Virgílio Guimarães[1], o compromisso de anistiarem as punições impostas aos grevistas, tais como o corte de pagamento e processos administrativos.
Em 1989, a nova gestão eleita comprometeu-se em reforçar os Colegiados e as Assembléias Escolares[2], consolidar a eleição para direção das escolas e incentivar a construção coletiva dos projetos político-pedagógicos, como instrumentos de gestão democrática e participação popular. A escola é vista, sobretudo, pelas suas potencialidades e não pelos seus déficits.
A grande polêmica naquele momento e, certamente, permanece ainda hoje, refere-se aos critérios das candidaturas para as eleições de direção de escola e de quem pode votar. Desde a primeira Conferência Municipal de Educação, realizada em 1998, a Rede defende o voto universal e o direito de todos/as os/as funcionários/as das escolas, pais e mães candidatarem-se ao cargo de diretor/a e vice-diretor/a. Esta proposta foi aprovada na conferência de 2004, mas como o relatório final do evento ficou sob a responsabilidade da SMED, o governo alegou a existência de polêmica sobre o resultado da votação e determinou que permanecesse a definição da I Conferência.

A partir de 2003, enfrentamos duas novas alterações. A primeira compreende a polêmica da alteração da duração do mandato. Em 2004, o CME enviou à Câmara Municipal uma proposta de alteração da Lei Orgânica do Município, passando o mandato das direções escolares para três anos, com direito a uma recondução. O governo aproveitou o fato para tentar prorrogar o mandato das direções vigentes, sob a alegação de que a coincidência com a eleição para prefeito e vereadores poderia “politizar” as eleições escolares. A categoria pressionou os vereadores e impediu a prorrogação dos mandatos, mantendo a realização das eleições. Mas, o governo mudou a legislação, ampliando para três anos o mandato das direções de escola, sem nenhum debate público, no início de 2007, durante o período de recesso da categoria[3].
A segunda, envolve a criação do cargo de educador infantil, cujas/os profissionais passam a ter tratamento diferenciado com o impedimento, por parte do governo, de candidatarem-se ao cargo de direção de UMEI e escolas; e a subordinação e dependência das UMEI’s, que permite que as “escolas núcleo” indiquem a coordenação pedagógica e a vice-direção das mesmas, sem a participação das educadoras.
Após diversas lutas desse segmento, com o apoio da categoria, foi garantido em lei o direito de concorrem ao cargo de vice-direção de UMEI. Entretanto, apesar de a Lei Municipal 9.154/2006 oficializar o direito de participação das educadoras no pleito, o próprio governo impediu que elas concorressem às eleições em 2006 e, inclusive, não deu posse àquelas que ousaram entrar na justiça para participaram do pleito, e foram eleitas pelo voto direto da comunidade escolar[4].
Em 2008, a partir da apresentação de projeto de lei que incluía as/os ocupantes do cargo de educador infantil com direito de participar das eleições de escolas e UMEIs, de várias mobilizações, abaixo-assinados e pressões, o governo cedeu, e elas/as puderam participar das eleições e tomar posse. Hoje temos XX atuando como vice-direções de UMEIs.
[1] As instâncias democráticas da escola como o Colegiado Escolar e a Assembléia Escolar foram criadas pela Portaria n.01 de 28 de dezembro de 1983.
[2] A Lei Orgânica do Município de Belo Horizonte definiu em seu artigo 158 os Colegiados e as Assembléias Escolares como instâncias máximas de deliberação das escolas municipais.
[3] A alteração ocorreu através da aprovação da Emenda 20 à Lei Orgânica Municipal, em 1º de fevereiro de 2007.
[4] Após o reconhecimento da Justiça e diversas mobilizações da categoria, inclusive com apresentação de projeto de lei na Câmara Municipal, a portaria das eleições para direção das escolas municipais de 2008 incorporou as educadoras com direito de disputar a vice-direção das UMEIS.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Da escola plural à política de meta e resultados: O que muda na rede municipal?

O coletivo TRAVESSIA convida VOCÊ para a “RODA DE CONVERSA”,
que acontecerá no dia DIA 1º DE ABRIL, 18:30 HORAS, no SINDREDE/BH.
EM DEBATE: “DA ESCOLA PLURAL À POLÍTICA DE METAS E RESULTADOS: O QUE MUDA NA REDE MUNICIPAL?
NOSSAS CONVIDADAS:
MARIA CLEMÊNCIA – PROFESSORA E DIRETORA DA
E.M. AURÉLIO PIRES
STEFÂNIA PADILHA – PROFESSORA DA E.M.
CRISTOVAM COLOMBO
VENHA DEBATER SOBRE A REDE E O FUTURO
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sexta-feira, 27 de março de 2009

Os Trabalhadores e as trabalhadoras não pagarão pela crise


O Brasil vai às ruas na próxima segunda-feira, 30 de março. Os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade estarão unidos contra a crise e as demissões, por emprego e salário, pela manutenção e ampliação de direitos, pela redução dos juros e da jornada de trabalho sem redução de salários, pela reforma agrária e em defesa dos investimentos em políticas sociais.
A crise da especulação e dos monopólios estourou no centro do sistema capitalista, os Estados Unidos, e atinge as economias menos desenvolvidas. Lá fora - e também no Brasil -, estão sendo torrados trilhões de dólares para cobrir o rombo das multinacionais, em um poço sem fim, mas o desemprego continua se alastrando, podendo atingir mais 50 milhões de pessoas.
No Brasil, a ação nefasta e oportunista das multinacionais do setor automotivo e de empresas como a Vale do Rio Doce, CSN e Embraer, levaram à demissão de mais de 800 mil trabalhadores nos últimos cinco meses.
O povo não é o culpado pela crise. Ela é resultante de um sistema que entra em crise periodicamente e transformou o planeta em um imenso cassino financeiro, com regras ditadas pelo "deus mercado". Diante do fracasso desta lógica excludente, querem que a classe trabalhadora pague a fatura em forma de demissões, redução de salários e de direitos, injeção de recursos do BNDES nas empresas que estão demitindo e criminalização dos movimentos sociais. Basta!
A precarização, o arrocho salarial e o desemprego enfraquecem o mercado interno, deixando o país vulnerável e à mercê da crise, prejudicando fundamentalmente os mais pobres, nas favelas e periferias. É preciso cortar drasticamente os juros, reduzir a jornada sem reduzir os salários, acelerar a reforma agrária, ampliar as políticas públicas em habitação, saneamento, educação e saúde, e medidas concretas dos governos para impedir as demissões, garantir o emprego e a renda dos trabalhadores.
Manifestamos nosso apoio a todos os que sofreram demissões, em particular aos 4.270 funcionários da Embraer, ressaltando que estamos na luta pela readmissão.
O dia 30 também é simbólico, pois nesta data se lembra a defesa da terra Palestina, a solidariedade contra a política imperialista do Estado de Israel, pela soberania e auto-determinação dos povos.
Com este espírito de unidade e luta, vamos construir em todo o país grandes mobilizações. O dia 30 de março será o primeiro passo da jornada. Some-se conosco, participe!
NÃO ÀS DEMISSÕES!
REDUÇÃO DOS JUROS!
REDUÇÃO DA JORNADA SEM REDUÇÃO DE SALÁRIOS E DIREITOS!
REFORMA AGRÁRIA, JÁ!
POR SAÚDE, EDUCAÇÃO E MORADIA!
EM DEFESA DOS SERVIÇOS E SERVIDORES PÚBLICOS!
SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO!
Ato Internacional Unificado Contra a Crise
Organizadores:
ASSEMBLÉIA POPULAR, CEBRAPAZ, CGTB, CMB-FDIM, CMS, CONAM, CONLUTAS, CONLUTE, CTB, CUT, FORÇA SINDICAL, INTERSINDICAL, MARCHA MUNDIAL DE MULHERES, MST, MTL, MTST, NCST, OCLAE, UBES, UBM, UGT, UNE, UNEGRO/COMEN, VIA CAMPESINA

quinta-feira, 26 de março de 2009

A CRISE É GRAVE E A UNIDADE DOS TRABALHADORES É A RESPOSTA! CRIADO O FÓRUM MINEIRO DE LUTA


A Grave Crise econômica que se abateu sobre o mundo nos últimos meses, deve ser entendida como uma crise de super acumulação capitalista, motivada entre outros fatores, pela grande concentração de riquezas nas mãos de grandes especuladores internacionais e pelo aumento vertiginoso da exploração sobre toda a força de trabalho mundial, que proporcionou recursos para alimentar a especulação capitalista.
Os efeitos dessa crise foram sentidos no Brasil de forma mais rápida e mais grave do que anunciado pelo Governo e os órgãos da imprensa.
Houve uma forte retração econômica, principalmente quanto à produção industrial, com destaque para os Estados de São Paulo e Minas onde os maiores cortes foram nos setores da mineração e metalurgia. Os índices econômicos apontam queda na produção em todos os setores produtivos, confirmados com a divulgação de queda no PIB de 3,6% nesse trimestre. Tal quadro confirma a relação de dependência da economia brasileira e o nível de recessão que se aprofunda e de possíveis cortes de investimentos do Estado nas áreas sociais, além da piora na qualidade de vida do trabalhador e a consecutiva precarização da força de trabalho.
A burguesia brasileira por sua vez está tentando tirar proveito da crise, aumentando a taxa de exploração da força de trabalho promovendo demissões em massa e impondo a redução de jornada com corte de salários em muitas “negociações”, isso demonstra a intenção clara de tentativa de sair da crise rebaixando salários, direitos e garantias dos trabalhadores, aumentando a deterioração sobre as riquezas naturais alem da tentativa de criminalização dos movimentos sociais que ousarem resistir contra as ofensivas do capital sobre o trabalho.
Em todo o mundo, diversas entidades de classe estão organizando frentes unitárias de ação contra os ataques que o Capital através dos patrões e dos governos vem operando sobre os trabalhadores. Entendemos que é de fundamental importância que todos os setores do movimento sindical, popular e estudantil que possuam o compromisso com a resistência ao capitalismo e a luta por uma nova sociedade, unam forças em uma grande frente de massas que possa lutar para que a classe trabalhadora se organize e assuma o papel de protagonista do processo de luta no combate aos efeitos da crise, criando as condições para que se acumulem forças no sentido de se obter novas conquistas além da instauração de uma nova mentalidade política que rompa com os patamares da sociedade capitalista.
Mais do que nunca, está na ordem do dia a questão do socialismo.
Portanto, estamos diante de um momento especial para a luta de classes em nosso país. Os trabalhadores devem se preparar da melhor maneira possível para os embates que virão pela frente.
Nesse momento a organização de um amplo FÓRUM MINEIRO DE LUTA deverá ser a nossa principal meta como a resposta necessária e precisa à crise do capitalismo, ORGANIZANDO, CONSCINTIZANDO E AGINDO para a contra ofensiva popular.

1-Contra o desemprego e pela estabilidade no emprego;
2- Redução da jornada de trabalho sem redução de salários;
3- Pela reforma tributaria que penalize as grandes fortunas;
4- Isenção de taxas e tarifas públicas para os/as desempregados/as: IPTU, conta de energia elétrica e água, gratuidade no transporte coletivo e outros;
5- Estatização e reestatização das empresas que demitirem em massa;
6- Em defesa dos servidores e por serviços públicos de qualidade;
7- Pela reforma agrária popular e massiva;
8-Suspensão dos subsídios às empresas.
9- Construir um dia nacional de luta contra as demissões.
10- Apoiar a integração e a autonomia latino-americana frente ao imperialismo.
11- Contra a PEC 233 que acaba com o orçamento da seguridade social.
12- Nenhum direito a menos!
TODO APOIO À MOBILIZAÇÃO DE 30 de MARÇO E 1° DE ABRIL!
RUMO AO 1° DE MAIO DE UNIDADE E DE LUTA!

Assinam:

CASA DA AMÉRICA LATINA, CONLUTAS, CTB, INTERSINDICAL, MST, VIA CAMPESINA, MAB, CONSULTA POPULAR, PCB, PCR, PSTU, PSOL, JORNAL A VERDADE, MLB (MOVIMENTO DE VILAS BAIRROS E FAVELAS), AMES- BH, UJC, UJR, FÓRUM SOCIAL MUNDIAL SESSÃO MINAS GERAIS.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Leia o Brasil de Fato!


Estimados amigos e amigas,
Fui incumbido pelo conselho editorial do Jornal Brasil de fato, que reúne 25 companheiros e companheiras representando diversos setores de nossa sociedade e dos movimentos sociais, a lhes escrever.
Vocês têm acompanhado o esforço de centenas de militantes, dos mais diferentes movimentos sociais, para construir o jornal Brasil de Fato, que já completa seis anos de imprensa popular comprometida com os interesses de nosso povo (2003-2009).
Fizemos em janeiro passado um belo ato celebrativo durante o Fórum Social Mundial em Belém.
Além de resistir num contexto tão adverso de crise - de projeto, de ideologia da esquerda, dos movimentos populares e descenso do movimento de massas - foi possível dar passos e avançar na construção de um jornal de esquerda.
Breve balanço
Conseguimos superar muitas dificuldades relacionadas com boicote da entrega (que agora está normalizada pelo serviço de correios), da freqüência da entrega, da qualidade do jornal, de sua cobertura nacional.
Mantivemos o jornal impresso semanal, que circula às quartas-feiras, sem faltar nenhuma edição. O jornal se destina a militantes sociais e interessados em conhecer a realidade das lutas com uma visão diferente daquela construída pela mídia corporativa. Também temos feito edições massivas, destinadas à população em geral, quando se trata de temas importantes da luta conjuntural. E já chegamos a atingir a tiragem de um milhão de exemplares.
Recentemente, editamos um jornal especial para denunciar as falcatruas da oligarquia Sarney, que quer desrespeitar a vontade popular e retomar o comando do governo do Maranhão.
Mantemos também uma página na internet que é referência para os movimentos sociais, com milhares de acessos mensais: http://www.brasildefato.com.br/.
Enviamos um boletim eletrônico semanal, com resumo das notícias e artigos, para 84 mil militantes de movimentos sociais. Se você ainda não recebe o boletim, se cadastre enviando um correio para: agencia@brasildefato.com.br.
Estamos articulados com uma agência de rádio que faz programas diários de áudio, enviando gratuitamente a centenas de rádios comunitárias e comerciais. E edita também programas em espanhol no intercâmbio com rádios co-irmãs da América Latina.
Se você tiver contato com alguma rádio comunitária ou programa que considera interessante, nossa agência pode enviar programas gratuitamente.
Mantemos um intercâmbio cultural com dezenas de publicações populares de todo o país e da América Latina.
Estamos fazendo um esforço, para que logo, logo, o jornal possa também distribuir vídeos e material audiovisual para serem utilizados pelos canais de televisão comunitária e educativa, espalhados pelo país.
Temos correspondentes jornalistas brasileiros, exclusivos, morando em Caracas, La Paz, Asunción, Paris e Estados Unidos, que nos ajudam com seu trabalho militante.
Como vêem, temos muita coisa boa sendo feita.
Todo esse esforço somente terá futuro e autonomia caso se sustente no apoio militante das assinaturas. Temos recebido apoio publicitário de diversas empresas e administrações públicas progressistas, que consideram nosso esforço importante para a democratização dos meios de comunicação no Brasil. Isso é importante. Mas o fundamental são as assinaturas.
Por isso, estamos entrando em contato com todos os militantes, amigos, simpatizantes. Nos ajudem a construir a imprensa popular brasileira. Faça sua assinatura. Renove. Motive um amigo a também fazê-la. Faça um presente para um/a amigo/a. Fique por dentro das principais informações da classe trabalhadora.
Motive seu sindicato, paróquia, centro acadêmico, movimento a também fazer assinaturas.
Seja também um correspondente voluntário. Envie notícias, matérias, cartas, fotos, seus comentários, sugestões de pauta, críticas. Participe.
Logo abaixo há algumas indicações práticas de como você pode fazer assinaturas do jornal.
Um forte abraço, em nome do conselho editorial.
João Pedro Stedile

FORMAS DE PAGAMENTO
A assinatura anual sai por R$ 100. A bianual por R$ 180.
Você pode parcelar em três vezes. E efetuar o pagamento por um dos mecanismos:

1. Enviar dados do cartão de Crédito - Visa ou Mastercard para assinaturas@brasildefato.com.br Número do cartão:Validade do cartão:Código de segurança (3 últimos dígitos no verso do cartão):

2. Enviar cheque/s, nominal e cruzado por carta registrada em nome de:
Sociedade Editorial Brasil de Fato Ltda.
Alameda. Eduardo Prado, 676 -
Campos Elíseos
01218-010- São Paulo - SP
3. Solicitar boleto/s bancários, para que seja depositado no banco através do correio eletrônico: assinaturas@brasildefato.com.br (indicar número de parcelas e endereço de envio do/s boleto/s).
Obs.: parcelamento em até 4 vezes .

Contatos, responsáveis pelo departamento de assinaturas

Chico, Reila e Juliana.Fone: (11) 2131 0800 Fax: (11) 3666 0753.

sexta-feira, 20 de março de 2009

A SUBMISSÃO AO PODER: ESTE É O LEMA DA “NOVA GESTÃO” DA SMED/BH


A SMED (Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte) foi ocupada, nos últimos anos, por antigas e novas pessoas que se dizem “militantes”, com um único lema: a submissão ao poder. Essa turma faz qualquer coisa para garantir-se no governo e usufruir das mordomias do poder. Se antes, realizam calorosas discussões políticas nas escolas, hoje se limitam a construir argumentos para justificar e sustentar a linha do governo. Não há uma preocupação com a construção de alternativas para melhorar a educação municipal.
Em outros espaços da cidade, antigos/as e verdadeiros/as militantes estão perplexos/as diante desses fatos. A Secretária de Educação, a Sra. Macaé, é a primeira a abrir mão da crítica ao modelo neoliberal que vem sendo implementado na educação mundial. Prova disso foi o seu discurso na posse das direções de escola ao solicitar a adesão da Rede ao movimento empresarial “Todos pela Educação”. Certamente, a senhora secretária, representante do PT no governo, sabe que o “Compromisso Todos pela Educação” é organizado e liderado pelo PSDB e os maiores grupos financeiros e empresariais paulistas. É um movimento que não tem preocupação efetiva com a educação pública, mas com o aumento de seus lucros.
Já vimos antes o que acontece quando a SMED adere aos dogmas neoliberais, a exemplo da Sra. Maria do Pilar quando assumiu a direção da UNDIME. E é preciso lembrar que Macaé, Afonso e Pilar, têm fortes relações políticas, e apesar de terem iniciado a militância nas lutas sociais são fiéis porta-vozes de uma política educacional privatista e neoliberal.
A aplicação de uma política educacional quantitativa, que desconsidera discussões construídas na rede durante décadas, representa um grande retrocesso na qualidade da educação municipal. As novas medidas anunciadas são velhas conhecidas no debate educacional: a “bomba”, o controle do boletim, a recuperação paralela durante o horário de aula da criança. Inclusive, a política de proibição dos/as professores/as com formação específica lecionarem nas 5ª séries, está em contradição com a discussão da ampliação para nove anos do ensino fundamental.
É uma política educacional ruim, encaminhada por um governo ruim, que deseja produzir uma escola também ruim. Situação que nos faz relembrar a conhecida frase “o poder não corrompe, apenas revela o caráter das pessoas”. Portanto, cabe a nós, que mantemos o nosso compromisso com a escola pública, resistir às investidas da SMED e garantir a qualidade da educação que acreditamos.

Coletivo Travessia

terça-feira, 17 de março de 2009

O regresso à economia da depressão - Reflexões sobre a crise do sistema capitalista


por Pedro Carvalho


“A questão é que não podemos compreender as causas da actual crise se não tivermos em conta a sua natureza sistémica. Que a crise é inerente ao modo de produção capitalista, germina dos seus limites e contradições. Que a crise é a súmula de uma acumulação de crises. Que a estagnação económica é tendencial ao sistema capitalista, entre interrupções cíclicas no processo de acumulação de capital. Que a concentração e a financeirização do capital são resultado e resposta à estagnação. Que a questão central para a acumulação capitalista é a taxa de lucro e que esta está na génese da crise. Que o desemprego é seu reflexo e variável estratégica na exploração do trabalho.”

Hoje é evidente para todos que a actual crise não é meramente financeira ou localizada num grupo de países. A crise financeira chegou à economia real. As principais potências imperialistas vão entrando em recessão. As últimas previsões do FMI e da OCDE apontam para uma contracção do produto em 2009 para os países capitalistas mais desenvolvidos no seu conjunto, pela primeira vez desde a segunda guerra mundial. Apontam para uma forte desaceleração do crescimento da economia mundial e, a CNUCED, aponta mesmo para um recuo do produto mundial por habitante. A crise é global e emana do centro do sistema capitalista mundial, sobretudo da sua potência central – os Estados Unidos.

Após o regresso da «estagflação» em 2007 e no primeiro semestre de 2008 e o aprofundamento da crise financeira no Outono de 2008, o fantasma da deflação e da depressão estão cada vez mais presentes. Os governos e os bancos centrais utilizam todos os instrumentos para estabilizar o sistema financeiro, estimular o «motor» do crédito do qual depende o sistema capitalista. Mas apesar das massivas doses de liquidez injectadas no mercado, das reduções das taxas de juro e de volumosos pacotes de investimento de influência keynesiana, a crise continua a aprofundar-se, evidenciando a aparente ineficácia das respostas clássicas de política monetária e orçamental. Vejamos alguns exemplos.

Tenta-se estimular o crédito. Mas esquece-se do já excessivo endividamento das empresas e famílias na Tríade (Estados Unidos, União Europeia e Japão) e os crescentes riscos de incumprimento dos créditos contraídos. Esquece-se que num contexto de restrições ao consumo e de sobreprodução, as empresas não irão contrair empréstimos para expandir a produção daquilo que não conseguem vender. Os bancos centrais reduzem as taxas de juro de referência (com as taxas de juro reais a ficarem mesmo negativas), o que tendo impacto no serviço da dívida das empresas e das famílias face aos créditos existentes, não o terá da mesma forma na concessão de novos créditos, cujo prémio de risco será traduzido num maior spread. Por outro lado, as empresas contraem empréstimos para investir quando estão a ser lucrativas, ou seja, quando estão a realizar as taxas de lucro esperadas.

O aumento dos investimentos públicos previsto nos pacotes de estímulo orçamental contribui para compensar a «falta» de investimento de privado, mas este está limitado pela sustentabilidade orçamental das «operações de salvamento» do sector financeiro em curso e a capacidade dos Estados colocarem dívida pública. Um exemplo. O total de activos detidos pelos cinco maiores bancos ingleses equivale a quase cinco vezes o PIB da Inglaterra, ou seja, uma operação de injecção de capital de 1% custaria ao governo britânico quase 5% do seu PIB, por via do aumento da dívida pública. Então se forem necessárias operações de injecção de capitais de 5% ou 20%?

O cenário da «armadilha da liquidez» keynesiana parece cada vez mais real, o que nos faz lembrar, não só o exemplo actual do Japão, em deflação e estagnação continuada após o crash bolsista de 1987, como o exemplo mais «longínquo» da Grande Depressão. É o regresso à economia da depressão. Muitos economistas continuam a tentar justificar a crise com erros de política económica, com falhas na regulação dos mercados ou com a falta de ética ou comportamentos fraudulentos de alguns agentes económicos. Como aliás aconteceu na análise da Grande Depressão dos anos 30. Alguns estavam mesmo crentes que o ciclo económico tinha sido domado e que as crises podiam ser contidas pela mera injecção de liquidez por parte dos bancos centrais. Outros acreditavam que estávamos numa «nova economia». Mas a verdade é que o ciclo económico sempre esteve bem vivo, em 2000 já se tinha visto que a «nova economia» padecia dos mesmos males da «velha» e, agora, a fase recessiva do ciclo voltou com uma força imparável.

A questão é que não podemos compreender as causas da actual crise se não tivermos em conta a sua natureza sistémica. Que a crise é inerente ao modo de produção capitalista, germina dos seus limites e contradições. Que a crise é a súmula de uma acumulação de crises. Que a estagnação económica é tendencial ao sistema capitalista, entre interrupções cíclicas no processo de acumulação de capital. Que a concentração e a financeirização do capital são resultado e resposta à estagnação. Que a questão central para a acumulação capitalista é a taxa de lucro e que esta está na génese da crise. Que o desemprego é seu reflexo e variável estratégica na exploração do trabalho.

O actual momento de crise tem semelhanças com a primeira grande crise estrutural do sistema capitalista mundial – a Grande Depressão dos anos 30. E entre esta crise e a actual importa fazer uma breve resenha histórica.

O início do século XX fica marcado pela forte concorrência intercapitalista, por uma elevada concentração e centralização do capital, por um excesso crescente de capacidade industrial instalada e as consequentes pressões sobre a taxa de lucro, ou seja, uma crise de rentabilidade. A financeirização foi também então a resposta à crise. As crises financeiras aumentaram de intensidade neste período, entre os crashs bolsistas, como o de 1907 em Wall Street, e os booms devidos à formação «bolhas» inflacionárias dos preços dos activos financeiros. Estávamos no culminar de uma crise de sobreprodução e sobre-acumulação, a que se juntava uma crise energética relacionada com o motor energético de então – o carvão. «E como triunfa a burguesia nas crises?», «pela aniquilação forçada de uma massa das forças produtivas», afirmava Marx, no Manifesto Comunista, a fim de restabelecer as condições de valorização do capital e encetar um novo ciclo de acumulação de capital. O que aconteceu com a primeira guerra mundial.

A primeira guerra mundial permitiu um período de euforia e exuberância dos anos 20, apoiado também numa nascente indústria automóvel, numa fonte de energia mais barata – o petróleo e na reconstrução do pós-guerra. O presidente dos Estados Unidos, Calvin Coolidge, ao deixar o cargo no final de 1928, também falava da prosperidade visível e de uma «nova economia» que despontava. Mas por detrás da euforia, eram já evidentes, na segunda metade dos anos 20, os sintomas da crise de sobreprodução existente e o grau de sobre-acumulação de capital, com as fortes quebras na produção industrial nos Estados Unidos e a crise do sector imobiliário na Florida, enquanto o capital fictício explodia numa enorme bolha especulativa que se auto-alimentava, com a expectativa de lucros esperados inexistentes e o aumento do stock de dívida. O crash bolsista de 29 de Outubro de 1929, seguido da crise bancária de 1930-31, marca o início da Grande Depressão, que apesar da ampla destruição de forças produtivas, só veio a ser superada pela segunda guerra mundial – na reconversão para uma economia de guerra, e pelas condições criadas no pós-guerra. Estas condições permitiram relançar um novo ciclo longo de acumulação de capital, que permitiu a manutenção de taxas de crescimento do produto elevadas nos anos 50 e 60. A guerra provocou uma forte destruição das forças produtivas, sobretudo na Europa e no Japão. Os planos Marshall e Dodge permitiram o escoamento da produção excedentária dos Estados Unidos para a Europa e o Japão. Por sua vez, as poupanças acumuladas durante a guerra podiam ser dispendidas e o crescimento do poder aquisitivo dos salários permitia a manutenção de níveis elevados de procura, devida à correlação de forças favorável ao trabalho saída do pós-guerra.


Amigos: Não deixem de ler este excelente texto de Pedro Carvalho na íntegra, publicado em odiario.info, uma das melhores análises recentes sobre a crise, a partir de uma visão marxista.



domingo, 15 de março de 2009

NOVELA MALDITA


Há quem adore na mesma proporção dos que detestam. E todos têm suas razões, sejam políticas, artísticas ou estéticas. Entretanto uma coisa é certa: as novelas sempre oferecem duas ótimas metáforas: pelos temas que abordam e pela própria estrutura folhetinesca. Qual o sucesso de audiência que não tem seus núcleos (pobres, ricos, subúrbios, zona sul, cultos, iletrados) ? Qual delas não tem aquela estrutura narrativa padrão e linear (apresentação, desenvolvimento, conflito, desenlace), com suas ações e intrigas, entrelaçamento de núcleos e outros artifícios que fazem a alegria imensa dos que gostam e provocam o ódio dos opositores ?

Acostumamo-nos tanto com as novelas, que passamos a idealizar a vida naquele formato. Sobretudo a linearidade, que evita os sobressaltos nos corações mais sensíveis. Porém a vida não é assim, não é mesmo ? Das idealizações sobrevivem apenas... as metáforas, mitificação do ideal.


Melhores e piores... Top of mind...

Então vamos nos valer exatamente disso. Auxiliares – pela infeliz definição gerada pela nomenclatura no imaginário de alguns – têm a característica do secundarismo. Não são os protagonistas. Muito longe dos Chicos Cuocos, Tarcísios e Glórias, cabe-lhes o papel coadjuvante. A visão menos treinada para perceber a igualdade humana e mais atinada para as representações acaba por compreender de forma errônea, alienada – quase lisérgica – uma realidade que já não existe mais.

Atenção, “Cultura Escolar”: é tempo de despertar ! Somos todos protagonistas: de nós mesmos, de nossos núcleos sociais, de nossas famílias, de nossa classe ! NÃO EXISTE SERVIDOR DE PRIMEIRA OU SEGUNDA CATEGORIA. Não existem principais e secundários na grande cena da realidade. Porque a vida... não é novela.



Dalits

Muitos de nós tivemos a possibilidade do acesso aos livros, às bibliotecas de nossas escolas, lembram ? Descobrimos o Fernão Capelo, o Cabo de Vassoura, a Borboleta Atília, Pedrinho, Narizinho, Emília, etc no “sacrossanto e quase metafísico universo das bibliotecas”. Agora nós, olhando o passado, mirando o futuro, perguntamos: é correto aceitar que as bibliotecas, núcleo aglutinador de conhecimento, por excelência e função, sejam utilizadas pelo descontrole político-pedagógico verticalizado como "cantinho de castigo" (olhem que absurdo: "se não se comportar vai de castigo para ler na biblioteca !"), da mesma forma que são utilizadas para aulas de reforço, intervenção, depósito de livro didático, de material de limpeza, depósito de despejos gerais, espaço de reuniões diversas, etc, etc, etc. ? É isso o que desejamos ?

É correto aceitar que auxiliares de biblioteca tenham reajustes percentuais inferiores a quase todos os outros segmentos de UMA MESMA CATEGORIA como já ocorreu no passado ? E o “patrãozinho” ? O que acharia o Núcleo de Bibliotecas se visitasse uma biblioteca entulhada de materialidades alheias à função da mesma ? Ou será que eles sabem e: não se importam/não percebem o dano às crianças/acham que tudo é normal/acham que os números gerais compensam "dificuldades pontuais"/fingem não perceber ?

Não dá mais. Pelo que representamos, pelo que o espaço biblioteca escolar representa e pela responsabilidade de gerar a capacidade dos indivíduos desenvolverem raciocínios próprios (ao contrário de repetir movimentos e pensamentos alheios), não dá mais...

Dalitis, não !


Coletivo Lima Barreto
http://www.coletivolimabarreto.blogspot.com/
coletivolimabarreto@yahoo.com.br

sexta-feira, 13 de março de 2009

Assembléia de 11 de março - Auxiliares de Biblioteca Escolar da PBH fazem-se ouvir


Foi grande a participação de Auxiliares de Biblioteca na assembléia realizada no Órion, dia 11 de março. Os muitos(as) auxiliares presentes mostraram que a nossa mobilização é possível.

A pauta foi aprovada em quase sua totalidade. Destaque para o índice de reajuste que será reivindicado. Posto em votação o índice unificado de 26%, surgiu outra proposta: 19%, porém com recuperação das perdas sofridas pelos segmentos que tiveram, anteriormente, reajuste menor e diferenciado. Esta foi a proposta mais votada. Por pequena diferença.

Destaque também para a dimensão atingida pelos (as) auxiliares de biblioteca na assembléia. Foram duas intervenções para avaliação no total de nove. Pelos (as) auxiliares de biblioteca falaram Alexandre Campinas e Daniel Oliveira, ambos ressaltando perdas salariais e denunciando diferença de tratamento por parte da PBH, entre outras coisas. Além dessas avaliações Daniel também falou uma vez mais para defender o reajuste de 26%. Tal participação é inédita para auxiliares em assembléias da categoria. Isso demonstra a determinação e o respeito que o nosso segmento vem alcançando dentro do Sind-Rede/BH.

Auxiliares de Biblioteca no Fundeb: Vitória de todos (as)

Não bastasse toda a movimentação dos(as) auxiliares de biblioteca, dois deles foram eleitos para o Conselho de Acompanhamento e Controle Social do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - Fundeb: Alexandre Campinas da E.M. Profa. Alcida Torres, como titular e Daniel Oliveira da E.M. José Calazans, como suplente.

Além dos auxiliares, foram eleitos a professora Maria da Consolação, a Consola, como titular e o professor Efigênio Sinval, como suplente.

Vitória total do nosso segmento, cada vez mais presente e atuante !

Prefeito "mandou o Lima"...

Mas não era ele o grande negociador ?

A assembléia foi complementada com uma caminhada até a PBH para entrega da pauta ao prefeito. Nova comissão foi formada para entrar na PBH, estranhamente vazia e protegida ostensivamente pelos Guardas Municipais contra a população. É preciso dizer mais alguma coisa ?! O prefeito, claro, não recebeu este segmento da população que, além de tudo, são servidores municipais. Mandou "o Lima", ou melhor (pior ??) dizendo, o conhecido Otílio, bom, antigo e fiel para-choques da PBH. Otílio comprometeu-se com a comissão - e com toda a categoria - a levar o documento ao prefeito e marcar uma audiência.

A ver, Otílio, a ver...