sábado, 8 de agosto de 2009

Escola em Minas não tem verba para comprar álcool e vai receber 1600 alunos


Nem álcool gel, nem toalhas descartáveis ou kits informativos. Sem dinheiro para comprar os produtos de limpeza necessários para cumprir as exigências sanitárias determinadas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) contra a gripe suína, a Escola Municipal Mestre Ataíde, no Bairro Betânia, Região Oeste da capital receberá, na próxima segunda-feira, 1.600 alunos e 150 funcionários sem qualquer providência prática para evitar a doença. O diretor da instituição, Antônio Carlos de Carvalho Filho, está preocupado com a situação, principalmente porque sabe que pode ser responsabilizado em caso de problemas com a saúde dos estudantes e trabalhadores.
“Não temos como limpar as carteiras com álcool depois de cada aula, como determinou a SES. Como não recebemos verbas da Secretaria Municipal de Educação (Smed), não terei condições sequer de providenciar a limpeza das mãos dos alunos e funcionários”, disse o diretor. A verba, que foi anunciada ontem pela SES, entre R$ 500 e R$ 2 mil, e seria distribuída na capital pela Smed, ainda não chegou à escola. “Não recebi nada ainda. Nem panfletos. Disseram que era para a gente mesmo comprar o álcool, que viria verba para isso. Não estamos conseguindo comprar o álcool com nossos recursos. O produto sumiu das prateleiras. Era hora de o prefeito Marcio Lacerda (PSB) decretar situação de emergência e comprar isso para a gente, sem licitação”, disse.
A Smed alega que todas as escolas recebem verba da Caixa Escolar, que serve para pequenas compras e manutenções, e que a Escola Mestre Ataíde recebeu, em junho, R$ 38 mil. No entanto, não informou se a verba prometida pelo Estado foi entregue e repassada às escolas da rede municipal. Já SES reiterou que os recursos serão entregues, gradativamente, até a próxima quinta-feira.O diretor Antônio Carlos diz ainda que alguns funcionários e professores já foram dispensados de comparecer à escola na próxima semana, porque estariam gripados. “Esperamos que as famílias não enviem estudantes com sintomas da doença”, disse.
Nenhuma das escolas procuradas pelo HOJE EM DIA havia recebido, até ontem, verba ou kit de prevenção. No Colégio Estadual Central, onde estudam 3.500 alunos e há 186 funcionários, aplicadores de sabão líquido e de álcool gel estavam sendo instalados às pressas nos corredores, banheiros e espaços de circulação dos estudantes. No Colégio Marista Dom Silvério, única escola que já registrou surto da doença, a disposição de janelas em duas salas foi alterada para favorecer a ventilação. A direção pedirá às famílias que providenciem garrafinhas de água para que os jovens não precisem usar bebedouros. Nas orações não serão dadas as mãos nem haverá abraços.
Fonte:
http://www.hojeemdia.com.br/v2/index.php?sessao=10&ver=1&noticia=9897

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Sindicalista histórico e ex-preso político, militante da Intersindical/MG, José Francisco Neres (Pinheiro), debate a anistia e a luta sindical



O Diretório Acadêmico Prof. Aluísio Pimenta (FaE/UEMG) em parceria com o Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania e com o corpo docente da FaE/UEMG convida todos para o evento a ser realizado nos dias 12 e 13 de agosto: "30 ANOS DE LUTA PELA ANISTIA POLÍTICA NO BRASIL". O camarada José Francisco Neres fará uma palestra sobre “O Movimento Sindical e a Anístia”.
Confira a programação no Blog do DA: http://www.inovacaonodauemg.blogspot.com/

ou no link direto:


quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Ivan Pinheiro no SindREDE/BH dia 12 de agosto



Ver mais em: http://expressovermelho.blogspot.com/

Ivan Martins Pinheiro iniciou sua atividade política ainda na adolescência no Colégio Pedro II, onde estudou entre 1957 e 1963, foi diretor do Grêmio Estudantil e sofreu sua primeira prisão devido ao ativismo político.
Em
1964, ano do golpe militar, ingressou na ainda Universidade do Estado da Guanabara UEG (atual Uerj) para cursar Direito. Nessa época aproximou-se do Movimento Revolucionário Oito de Outubro MR-8. Durante o curso foi diretor do Centro Acadêmico Luiz Carpenter (CALC). Dada a sua trajetória como diretor da entidade, atualmente a sede do Centro Acadêmico chama-se "Sala Ivan Martins Pinheiro".
Ivan Pinheiro manteve-se no MR-8 até meados da
década de 1970. Após o fracasso da luta armada no combate ao regime militar, Ivan passou a considerar importante a participação popular no processo eleitoral. Após desligar-se do MR-8, fez contato com o Partido Comunista Brasileiro na clandestinidade, no qual ingressou e jamais se afastou.
A partir de
1976, passou a atuar no seu local de trabalho: o Banco do Brasil. Com a convocação das eleições do Sindicato dos Bancários, em 1978, pelos interventores do Ministério do Trabalho, candidatou-se à presidência do sindicato. O pleito durou um ano e dez meses, em função de manobras legalistas do Ministério do Trabalho. A vitória final, através de uma votação esmagadora, consagrou Ivan Pinheiro como um dos principais líderes sindicais do país.
Sua trajetória como expoente dirigente do PCB teve início em
1982, quando foi realizado o VI Congresso Nacional do PCB. Neste evento, Ivan e os demais participantes, foram presos após invasão da Polícia Federal. Com esta prisão foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional. No congresso, que ocorreu na clandestinidade, foi o mais jovem integrante do Comitê Central e da No início da década de 1990, com o desmantelamento do socialismo no Leste Europeu, uma grave crise emergiu no Partidão resultando numa grande cisão em janeiro de 1992, quando foi criado o PPS Partido Popular Socialista. Ivan Pinheiro assumiu, juntamente com Horácio Macedo e Zuleide Faria de Melo, a liderança do grupo que manteve-se fiel aos ideais estabelecidos na fundação do PCB, em 1922.
No XIII Congresso do PCB, realizado em 2005, em Belo Horizonte, após integrar por 23 anos seguidos o Comitê Central, Ivan Pinheiro foi eleito Secretário Geral do partido. Este congresso marcou a ruptura do PCB com o governo Lula, o fim das conversações sobre a reunificação com o PCdoB, e apontou um novo rumo para a estratégia partidária.
Em 2009 o PCB realiza seu XIV congresso nacional, e Ivan Pinheiro tem visitado as bases do Partido pelo Brasil promovendo o lançamento das teses congressuais.
ROEDEL, Hiran. Atitude subversiva: biografia de Ivan Pinheiro. Rio de Janeiro: Fundação Dinarco Reis, 2000.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Golpistas hondurenhos assassinam professor


O professor hondurenho que foi ferido à bala na cabeça na quinta-feira, quando militares e policiais, sob ordens dos golpistas, avançaram contra um protesto em favor do legítimo presidente, Manuel Zelaya, morreu este sábado após permanecer em coma durante três dias, segundo informou a família e o sindicato de docentes. Esta é a quarta vítima desde o golpe de Estado em 28 de junho passado. às 00h30 hora local (06h30 GMT) do sábado, Roger Abraham Vallejo "deixou de respirar", segundo confirmou o dirigente do sindicato os professores, Sergio Rivera.

A enviada especial da teleSUR a Tegucigalpa Madeline García detalhou por telefone que os preparativos para o funeral o enterro do professor já estão adiantados, e que se prevê sepultá-lo este mesmo sábado.

O cidadão hondurenho, vítima da repressão militar que impera na nação, entrou em coma na quinta-feira após ser operado depois dos incidentes em uma rodovia de acesso à capital hondurenha.

A morte de Vallejo representa a quarta desde o golpe de Estado do dia 28 de junho passado, como conseqüência das persistentes agressões das forças de segurança contra o povo.

Vallejo, de 38 anos de idade, deixa esposa e um filho de 10 meses, segundo Rivera, que assegurou que o sentimento entre seus companheiros do sindicato de professores é de "indignação, muita indignação".

O cidadão hondurenho foi atingido por uma bala disparada pela Polícia, quando, mediante o uso da força, militares e agentes policiais dispersavam um bloqueio na rodovia da saída norte da capital, que se mantinha em protesto contra o governo de fato, presidido por Roberto Michelleti.

Nestes fatos houve seis feridos e 88 detidos, segundo a polícia, enquanto que a Frente de Resistência Contra o Golpe afirma a existência de 72 feridos e mais de uma centena de presos.

O setor de professores hondurenhos, uma das associações mais fortes do país, constitui, junto com os camponeses, um dos pilares do movimento que exige o retorno da institucionalidade democrática no país centro-americano.

Neste sábado, o povo continuará em sua luta pelo retorno de Zelaya. Para este dia, artistas de Honduras unirão esforços para acompanhar a prolongada resistência popular contra o golpe de Estado, que completa sua trigésima quinta jornada consecutiva.

O coordenador geral da Frente Nacional contra o golpe de Estado, Juan Barahona, anunciou na quarta-feira um ato político-cultural como a atividade em defesa da restituição da ordem constitucional neste sábado.

Tradução: Rosalvo Maciel

Original em teleSUR

sábado, 1 de agosto de 2009

Adiado reinício das aulas em Minas


A Secretaria Municipal de Educação de BH, Smed, anunciou hoje que as aulas nas escolas municipais serão retomadas apenas no dia 10 de agosto, segunda-feira. De acordo com o comunicado, a medida é preventiva, visando evitar a disseminação do vírus H1N1.

O vírus é o causador da gripe conhecida como Influenza A (ou Gripe Suína) e a medida foi tomada em conjunto entre o Comitê de Enfrentamendo à Influenza A, o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais, Sinep/MG, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, SEE e a Smed.

Os sindicatos de trabalhadores em educação: SindRede/BH (municipal/BH), Sind-UTE/MG (estadual) e Sinpro Minas (particulares) não foram consultados.

Em nota no seu site, o sindicato dos professores particulares levanta a questão do adiamento sem prejuízo nos vencimentos d@s professor@s e afirma acreditar "que a medida é ineficaz e a prorrogação das aulas em uma semana não será suficiente para dissipar o problema". SindRede/BH e Sind-UTE/MG ainda não se manifestaram.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Professor Pablo da Intersindical/MG lançará livro sobre as ferrovias mineiras no dia 14 de agosto


Tenho o prazer de convidar você para o lançamento de meu livro, Ferrovia, sociedade e cultura (1850-1930), dia 14 de agosto, a partir das 19h, na livraria Travessa (Savassi).

Um grande abraço!
Pablo Lima
Professor de história da UFMG
e militante da corrente sindical
Unidade Classista/Intersindical

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Show com Pedro Muñoz em Sabará/MG, quinta-feira, 30 de julho - IMPERDÍVEL!!


Companheiros e amigos,

o cantor e compositor Pedro Muñoz se apresentará

em Sabará/MG, dia 30 de julho, quinta, as 20h no barroco 2 (Praça Santa Rita, s/n - Centro).

Vale a pena conferir a passagem inédita deste grande violeiro popular por terras

sabarenses.

Não será cobrada entrada, mas pedimos a todos que prestigiem o evento

e a obra de Pedro, que estará vendendo seus CDs no evento.


NÃO PERCAM! ÚNICA APRESENTAÇÃO!

telefone para contatos: (31) 36711761


abraços a todos


Daniel Oliveira

CAL/MG




O cantar de um trovador – Pedro Munhoz


Já se vão três décadas desde as primeiras lições de violão. De lá para cá muita coisa mudou para o menino nascido em Barra do Ribeiro-RS, às margens do rio Guaíba, que um dia deixou tudo e partiu. Ganhou o mundo e as canções.


Começou a compor ainda na escola, em 1977. Depois vieram os festivais estudantis, os conjuntos de baile, os bares e as andanças. Muitas andanças. Queria falar da vida, das pessoas, do mundo e seus dramas. Nos primeiros anos vivendo em Porto Alegre, dividia-se entre trabalhar para sobreviver e buscar espaço para mostrar suas canções. Mas a cidade não tinha olhos para aquele menino do Interior. Era pedir demais num período de muitos estilos, influências e apelo comercial. Nada diferente de hoje.


Aos poucos foi construindo seu caminho, sem perder o estimulo e a coerência. Na bagagem influências que passam pela musica regional, cigana, ao gosto erudito, sobretudo por Bach e Vivaldi. Das milongas, chacareras e zambas do mestre Atauhalpa Yupanqui, às cantigas catingueiras e medievas de Elomar. De Noel Guarani a Vital Farias. Pedro Munhoz é um menestrel, um bardo, um trovador, resistindo, contrapondo- se a um tempo de desvalores, onde a vida vale pouco ou quase nada.


Possui quatro trabalhos discográficos independentes (ver: www.pedromunhoz. mus.br), tendo recentemente gravado o 5º CD, intitulado, C´aminhador. Percorre o país realizando recitais em escolas, universidades, sindicatos, salas de concerto, teatros e onde quer que estejam pessoas para ouvir o seu canto e suas histórias de eterno caminhante. Defensor inconteste da reforma agrária, da ecologia e direitos humanos, mantém contato permanente com os movimentos sociais. Atuou em 2003 e 2005 nas edições respectivas do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre e inúmeros eventos em mais de vinte anos de carreira. Com um perfil artístico engajado já se apresentou em países como Uruguai, Canadá, Cuba, França, Chile, Itália, México Guatemala, Portugal, Espanha, Venezuela, entre outros. Ja dividiu o palco com artistas como: Belchior, Xangai, Vicente Feliú (Cuba), Silvio Rodriguez (Cuba), Fabio Paes, Numa Moraes (Uruguai), Daniel Viglietti (Uruguai), Victor Batista, Chico César, Pereira da Viola, entre outros.

Charles Anderson

assessoria

fone: 053 - 9111 - 9422

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Blog Diário da Classe completa um ano de lutas e vitórias!


Foi em Julho do ano passado que postamos o primeiro texto no recém criado Diário da Classe, apresentando a Intersindical aos trabalhadores em educação mineiros e nos colocando na trincheira (não caberia outra palavra...) da resistência à política neoliberal do desgoverno Aécio.
De lá pra cá, foram muitas, realmente muitas batalhas travadas. Participamos ativamente da greve estadual no segundo semestre de 2008, e estivemos presentes em todas as jornadas da rede municipal na capital mineira.
Depois de um ano, podemos dizer que estes dois polos são hoje uma realidade dentro da nossa opção de organização, a corrente sindical Unidade Classista/Intersindical-MG.
Internacionalmente, nos solidarizamos com dois povos golpeados pela oligarquia reacionária, o boliviano, ainda em 2008, e mais recentemente o povo hondurenho.
Mas como disse o poeta, um ano não é nada, e muito temos que fazer. Participaremos este mês, em Poços de Caldas, do congresso do SindUTE, com a tese da oposição unificada Muda SindUTE, e em 14 de agosto estaremos presentes na greve da rede BH.
Ainda em Agosto a Intersindical, agora ampliada com a participação ativa dos companheiros da Consulta Popular, somará força aos demais movimentos para construir uma semana de lutas vitoriosas, do dia 10 à 14.
Em um ano, nossa organização cresceu e se ampliou. Iniciamos agora a organização e inserção de nossos militantes na luta dos trabalhadores em educação da rede particular, da PUC/MG e da UFMG.
Que venham outros anos e outras lutas, mas sem perdemos nosso norte, a construção de uma sociedade mais justa e fraterna, a sociedade socialista, onde a educação não seja uma mercadoria, mas uma chave a mais para a libertação dos homens e mulheres deste mundo. Parabéns a todos que trilham estes passos. E um agradecimento especial do nosso coletivo a todos aqueles que jamais se afastaram da construção de um novo horizonte: os imprescindíveis!

sábado, 18 de julho de 2009

Saudações aos delegados(as) ao VIII º Congresso Estadual do SindUTE/MG




A Grave Crise Econômica que se abateu sobre o mundo nos últimos meses, deve ser entendida como uma crise de super acumulação capitalista, motivada entre outros fatores, pela grande concentração de riquezas nas mãos de grandes especuladores internacionais e pelo aumento vertiginoso da exploração sobre toda a força de trabalho mundial, que proporcionou recursos para alimentar a especulação capitalista.

Os efeitos dessa crise foram sentidos no Brasil de forma mais rápida e mais grave do que anunciado pelo Governo e os órgãos da imprensa.
Houve uma forte retração econômica, principalmente quanto à produção industrial, com destaque para os Estados de São Paulo e Minas onde os maiores cortes foram nos setores da mineração e metalurgia. Os índices econômicos apontam queda na produção em todos os setores produtivos, confirmados com a divulgação de queda no PIB de 3,6% no 1º trimestre. Tal quadro confirma a relação de dependência da economia brasileira e o nível de recessão que se aprofunda o que irá piorar a qualidade de vida do trabalhador e a consecutiva precarização da força de trabalho.

A dinâmica da crise econômica e as opções tomadas pelo governo evidenciam, ainda mais o seu alinhamento à lógica do grande capital. Sob o discurso do pacto social e do crescimento sustentável, articula-se a velha lógica de subordinar as reais demandas e necessidades urgentes da maioria da população brasileira ao crescimento da economia capitalista, entendida como a possibilidade de manter os níveis de lucratividade dos setores monopolistas. Daí todas as concessões à indústria automobilística, ao agronegócio, aos exportadores e aos grandes bancos, ao mesmo tempo em que o desemprego, a contenção dos salários, a flexibilização de direitos e os cortes às políticas sociais, são apontados como sacrifícios necessários para que o país encontre a saída para a crise.
O que vemos são os ricos cada vez mais ricos, que passaram do controle de 53% para 74,5% da riqueza nacional, entre 1990 e 2008, graças a lucros estrondosos como os das 500 maiores empresas que atuam no Brasil e que tiveram seus lucros entre 2003 e 2007 subindo de 2,3 bilhões para 43 bilhões, enquanto os assalariados vêm seus rendimentos diminuírem e os mais pobres recebem migalhas, obrigados a viver com 2 dólares por dia.
A desproporção do pacto social estabelecido no Governo Lula e que conta com o apoio de várias correntes sindicais, fica visível quando comparamos a ação de seus dois braços, o que acena aos trabalhadores e o que afaga os patrões. Em 2008, o governo destinou R$10,8 bilhões aos mais pobres em programas sociais como o bolsa família, dedicou R$ 162,3 bilhões ao pagamento de juros da dívida aos banqueiros. Entre 2000 e 2007 foram pagos a soma de R$ 1,267 trilhões para a dívida, áreas como saúde, educação e investimentos receberam no mesmo período cerca de R$ 554, 6 bilhões, menos da metade do destinado as banqueiros.
A priorização do agronegócio, carro chefe da produção dos superávits orçamentários agravou a exploração e expropriação no campo, inviabilizou a Reforma Agrária e condena os assentamentos à inanição de recursos abandonando a necessidade de uma nova política agrária. A ajuda sempre rápida aos monopólios industriais para manter suas taxas de lucratividade, com subsídios, redução de impostos e financiamentos a custo baixo, sem qualquer contrapartida social, contrasta com as perdas salariais, os cortes de emprego e a ofensiva por redução de jornadas com redução de salários aceitas pelas centrais sindicais cooptadas pelo pacto social.
Em Minas o cenário não é diferente. Ao contrário, podemos afirmar que os efeitos da crise intensificaram os ataques do Governo Aécio sobre o funcionalismo.
Blindado pelos meios de comunicação e com fraca oposição sindical e política, Aécio conseguiu reduzir direitos e precarizar mais ainda a situação do funcionalismo público. Além das políticas de choque de gestão que reduziram drasticamente investimentos em áreas sociais, somado ao achatamento salarial e desrespeito a direitos, os trabalhadores em educação se viram aprisionados à aprovação de um plano de carreira que não possibilita de fato uma progressão qualitativa aos educadores, além de substituir a política de reajuste salarial por abonos e gratificações por produtividade resultando num cenário de perdas salariais ao mesmo tempo em que subordina mais ainda a educação às metas eleitoreiras do Governo.
Há quatro anos não se faz concursos no Estado, sendo que a opção do Governo tem sido a manutenção dos contratos temporários que precarizam a educação e significam contenção de gastos para o Governo. Apesar das maquiagens feitas em diversas escolas do Estado o fundamental não foi resolvido, ou seja, não se investiu na formação dos educadores, em seus salários e tão pouco na melhoria das condições de trabalho.
O Sindute, por sua vez, amarga uma grave crise de identidade. Esse sindicato que é o maior em representatividade do funcionalismo público estadual e que no passado distante obteve grandes conquistas para o conjunto dos trabalhadores, armando ideologicamente a classe, informando e formando opinião no dia a dia dos educadores, hoje está distante da realidade dos trabalhadores em educação não se importando mais com a construção política da consciência e da resistência dos educadores.
Através da sua direção política, ligada a Articulação Sindical, o Sindute vem perdendo referência em diversos municípios do Estado sendo que o maior patrimônio que podia-se ter, ou seja , a credibilidade e a referência de entidade de classe junto aos trabalhadores(as) em educação, tem sido paulatinamente dilapidado por ações equivocadas ou pela falta de engajamento com a
A INTERSINDICAL participa ativamente do MOVIMENTO MUDA SINDUTE - OPOSIÇÃO, pois entendemos que é fundamental a unidade de ação de todos(as) aqueles(as) que acreditam na possibilidade da construção de um sindicalismo classista, democrático, independente de governos e patrões e que garanta de fato conquistas para os trabalhadores(as). Acreditamos que ainda é possível resgatar o Sindute para esse projeto, necessário para enfrentar não apenas os efeitos da Crise Econômica, mas também os ataques que cada vez mais vem se intensificando sobre nós.
Por isso convidamos a todos(as) aqueles(as) que possuem identificação com essa proposta, que não estão satisfeitos com a trajetória de derrotas e a falta de perspectivas que a Direção do Sindute - Articulação Sindical, impuseram à nossa categoria, a unir forças contra a paralisia sindical e contra o desmonte da educação pública. Participe das PLENÁRIAS DO MOVIMENTO MUDA- SINDUTE e venha conhecer o movimento INTERSINDICAL uma nova alternativa de LUTA E ORGANIZAÇÃO PARA A CLASSE TRABALHADORA BRASILEIRA.
*PELA DEMOCRATIZAÇÃO DO NOSSO SINDICATO: PROPORCIONALIDADE JÁ!
* CHEGA DE ENROLAÇÃO, REAJUSTE SALARIAL E CONCURSO PÚBLICO JÁ!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Atividades do SindREDE/BH - Calendário de mobilização


Dia 06 a 10 de JULHO

Reunião com Pais e responsáveis: Esclarecimentos sobre a situação econômica da educação em BH, projeto de Ação popular (tirar comissão) e discussão sobre a situação dos profissionais de disciplinas especializadas e o final do 2º ciclo.

Dia 07/07 (terça-feira)15 h - Reunião Auxiliares de Biblioteca no Sind-Rede/BH

Dia 09/07 (quinta-feira)14 h - Lançamento do Projeto de Ação Popular na Praça 7

Dia 10/07 (sexta-feira)8h e 30min. - Reunião dos professores de disciplinas especializadas no Sind-Rede/BH


Em AGOSTO 2009
Seminário conjunto com representantes de Escola/Umei e Delegados Sindicais do Sindibel
06/08 (quinta-feira)
08h - Reunião de Representantes de Escola/UMEI
14h - Reunião de Representantesde Escola/UMEI
18h - Reunião de Representantes de Escola/UMEI

Dia 14/08 (sexta-feira)
Início da GREVE

sexta-feira, 26 de junho de 2009

[RMEBH] ASSEMBLEIA APROVA GREVE A PARTIR DE 14 DE AGOSTO



Em Assembleia geral, mantendo a sua mobilização dos últimos meses, a
categoria definiu, por ampla maioria, deflagrar o movimento grevista em
agosto, bem como a data inicial da greve, o dia 14.
Esta é a nossa resposta à Prefeitura que diz realizar diversos estudos,
mas não conclui nenhum! Foi o que ocorreu novamente na reunião do dia 22
de junho. A informação inicial era que a reunião teria caráter informativo
(depois de reunião técnica inventou-se mais esta) sobre os
encaminhamentos já tomados depois da última reunião. Esta foi a 8ª reunião
e as respostas são”estamos realizando um estudo sobre as reivindicações
de vocês: situação dos celetistas; proposta da categoria para a regra de
transição; regulamentação dos cursos à distância; situação da averbação do
tempo do Estado e alguns municípios; situação dos auxiliares de escola,
secretaria e biblioteca; saúde do servidor; jornada complementar da
educação infantil.
Duas novidades foram colocadas na reunião: o vale-alimentação/
refeição será pago em espécie, no contra-cheque, e não mais como cartão; a
SMED está estudando a ampliação da jornada da educação infantil para 06h
diárias.
E houve alguns “nãos”: a PBH não está considerando a aposentadoria
especial para quem esteve na direção antes de 2006; a situação do Caixa-
Escolar será discutida com a SMED; não é possível estender o valealimentação/
refeição para os/as auxiliares de escola concursados/as.
Neste sentido, é necessário que cada escola/UMEI organize a sua
participação na greve no retorno das minguadas férias julinas. Além disso,
que garanta a presença de seus/suas representantes na reunião do dia 01 de
julho, nos três turnos.
Destacamos ainda a fabulosa manifestação realizada após a assembleia
em conjunto com os demais setores do funcionalismo, finalizada com o
Arraial dos Laranjas, na porta da PBH, com caldo de feijão, pipoca, almoço,
jogo de futebol, quadrilha. Teve ainda a apresentação do hit do momento
“Biquinho Doce”, apresentado pela companheira Rosa, caracterizada de
Florícia Dumar.
Nossa categoria continua mantendo a unidade dos/as servidores/as
municipais na luta contra o governo Lacerda, principalmente agora que os
demais setores deflagraram a greve neste momento. Por isso, já
programamos algumas atividades conjuntas para o início do próximo
semestre.
Precisamos de cada companheira e companheiro na luta em defesa dos
nossos direitos. Precisamos de cada companheira e companheiro na luta
contra os desmandos da SMED e da omissão dos demais secretários e,
especialmente, do Sr. Lacerda.
Propostas aprovadas:
*Greve a partir de 14/08/2009
*Ação Popular com três eixos: pela unificação da carreira de Educador
Infantil e Professor Municipal; Piso Salarial de nível médio para os
Trabalhadores/as em Educação; Progressão por mérito na carreira pelo
tempo mínimo estabelecido pelo estatuto. Campanha por recolhimento de
90 mil assinaturas até Outubro/09. Envolvimento de toda a categoria,
entidades do movimento sindical e popular, faculdades de educação, etc.
*Divulgação do estudo do ILAESE sobre o financiamento da educação no
município de Belo Horizonte.
Orientações à diretoria:
@Não inclusão de valores de vale refeição em contracheques.
@Retomar junto à administração negociação para pagamento no 1º dia do
mês.
@Levantar custo de inserção de mensagem na mídia.
Propostas remetidas para Reunião de Representantes
@Redução de módulo em julho.
@Contratação de Assessoria Estratégica.
@Criação de Fundo de Greve.
@Carta para a comunidade.
@Mobilizações Regionalizadas.
@Festa para comemoração da Carta Sindical do Sind Rede/BH.
@Não reposição de greve e paralisações

quarta-feira, 24 de junho de 2009

CAMPANHA SALARIAL 2009 - Os servidores públicos municipais de BH advertem: Os trabalhadores não pagarão pela crise do capitalismo - Fotos 23/06/09


Estamos em mais uma campanha salarial. Além do reajuste dos salários, diversas questões permanecem em nossa pauta de reivindicações como pendências: gestão democrática, tempo coletivo, política de saúde do/a trabalhador/a, os cursos de pós-graduação, a isonomia de tratamento e salarial, autonomia de organização sindical, a luta contra o assédio moral, etc. Porém, na contra-mão da história, a PBH, copiando o famigerado ''choque de gestão'' do governo estadual, piora as já precárias condições de trabalho. Agora, “oferece” 0% de reajuste alegando que o município não pode se comprometer com uma campanha salarial em tempos de crise do capitalismo. Certamente ouviremos que haverá redução nos gastos públicos. Mas, para garantir “o bom funcionamento da máquina estatal” os gerentes já tiveram o seu quinhão. O prefeito ganha hoje R$633,00 por dia, e os/as secretários/as R$433,00.
Apresentado à população em vistosas propagandas no horário nobre durante a campanha eleitoral, Márcio Lacerda apresentou um programa semelhante a outros governos tucanos, como o de Serra e Aécio Neves. O fim da estabilidade do emprego, seguido de medidas como avaliação de desempenho, avaliações externas como parâmetro de produtividade, efetivação sem garantia de plenos direitos, enfim, toda essa série de medidas caminham no sentido de dividir e espoliar os servidores públicos de BH.
A Intersindical compreende que tal situação decorre, entre outras coisas, da total exclusão do direito de participação política através de espaços democráticos, nos quais as classes populares tenham voz e possam interferir de maneira direta na elaboração, aplicação e fiscalização das políticas públicas. Entendemos que somente dessa forma os interesses do conjunto da sociedade, e em especial a Classe Trabalhadora e os servidores públicos municipais, podem ser priorizados. Chega de agressão! Nenhum direito a menos! Avançar em novas conquistas!


INTERSINDICAL/MINAS GERAIS























































sábado, 20 de junho de 2009

Militante da Corrente Sindical Unidade Classista/Intersindical vence concurso literário da ASSEMP/BH


CONCURSO LITERÁRIO DA ASSEMP CHEGA AO FIM - Comissão selecionou dez frases, com os autores das três melhores sendo premiados pela Associação.

O primeiro lugar ficou com o auxiliar de biblioteca escolar Daniel Oliveira. Veja a matéria na íntegra no link abaixo.




"É preciso sonhar, mas com a condição de crer em nosso sonho, de observar com atenção a vida real, de confrontar a observação com nosso sonho, de realizar escrupulosamente nossas fantasias. Sonhos, acredite neles." Vladimir Lênin

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Tese unificada da oposição Muda SindUTE/MG - Conjuntura Nacional


Em se tratando de crise econômica mundial, nenhum país do mundo pode ser considerado uma ilha, e no caso do Brasil a evolução da economia está completamente condicionada à crise internacional. Ainda mais em se considerando o lugar particular em que o país ocupa nesse processo, ao ter se transformado em uma plataforma de produção e exploração utilizada pelas transnacionais e de submetrópole (econômica e política), para ajudar os países imperialistas na colonização dos demais países do globo. Seguindo o mesmo discurso dos principais governos imperialistas, Lula e sua equipe, assumiram o discurso diante da crise do que “o pior já passou”. Depois de afirmar com toda certeza que as coisas melhorariam a partir de março, agora renovam a aposta para o segundo semestre, mesmo admitindo que haja “recessão técnica” e apresentando índices negativos do PIB no primeiro trimestre. Toda propaganda de Lula para o próximo período é respaldada numa pequena elevação dos números na produção em setores como o automobilístico, alimentício, petróleo e construção civil, graças a alguma redução do IPI e a centralização de esforços em políticas como a do PAC e do plano de obras para habitação. Mas mesmo assim, os números não são nada otimistas. Existe uma totalidade em declínio na economia brasileira, o que mais indica uma recessão e não uma retomada da economia. A própria indústria automobilística, o carro chefe da “recuperação”, os limites já estão claros, com a redução do IPI levou a um estímulo temporário das compras, mas os números de vendas ainda estão em patamares inferiores aos dos últimos períodos. E há ainda contradições, existe um outro setor da economia que é distinto da produção e consumo internos, que é o setor dependente das exportações, como o agrícola e mineral. O agronegócio já teve queda nesse semestre em trono de 9,45% em exportações e a Vale teve redução de 25,9% na produção de ferro. A expectativa é que o Brasil vá a 2009 com uma queda em torno de 1,3%. O desemprego segue crescendo e atingiu em março 15,1% pelos dados oficiais, e como afirmou o próprio governo que para o segundo semestre deverá cair, mais mesmo assim, permanecerá em torno de 11%. As demissões com a crise no país já se aproximam em um milhão de pessoas. Lula reage à crise usando todo seu poder de propaganda e apoio das principais direções majoritárias das principais centrais dos trabalhadores e dos movimentos populares. Tenta a todo o momento parecer não ter responsabilidade na crise e manter sua popularidade. Mas iniciativas como o PAC, e plano de habitação popular já estão comprometidos. O PAC tem mais da metade de suas obras paradas, o plano de moradias tem uma meta de casas a serem concluídas, mas não tem uma meta para execução e término das obras. A posição do governo de respaldar o FMI no G20, é um dos maiores crimes políticos de Lula, não deixando assim, dúvidas quanto á semelhanças á governos tucanos como foi FHC e como vem sendo Aécio Neves. Por fora da injeção ao FMI de recursos que podem chegar a 14,5 bilhões de dólares, o mais grave é dar respaldo político do governo brasileiro á recuperação do FMI, órgão falido desde a eclosão da crise e responsável por inúmeras políticas que sucatearam setores de fundamental importância como, por exemplo, a educação.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Atividades do SindREDE/BH - Calendário de Lutas



17/06- 14h - Reunião de Readaptação Funcional

18/06 - 8h - Reunião com os professores de disciplinas específicas.

18/06 - 14h - Coletivo de Inclusão

19/06 8h/14/18h - Reunião de Representantes de Escola/UMEI

23/06 - 8h - Assembleia Geral na Praça da Estação com ATO UNIFICADO com os demais servidores, movimentos sociais e com sindicatos da região Metropolitana

24/06 - 9h - Audiência Pública na Assembleia Legislativa que discutirá o tema “Assédio Moral: essa dor não quer ser mais calada"

24/06 - 13h30 - Audiência Pública sobre os/as Auxiliares Contratados/as pelo Caixa Escolar.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Em defesa da educação e do Pronera


Estamos mobilizados em todo o Brasil para defender a educação do campo, uma conquista dos movimentos sociais que lutam por Reforma Agrária no nosso país.
Nosso desafio é grande. Aprendemos com a luta que a Reforma Agrária vai além da simples conquista da terra, e passa necessariamente por uma política séria de educação. Nosso país figura entre os piores do mundo nesse sentido. Dados da Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação mostram que há 35 milhões de analfabetos nas nações latino-americanas. Mais de um terço destes são brasileiros. E apenas 0,2% são cubanos. Isso demonstra que investir na escolarização de um povo é vontade política, é determinação pela soberania, é vontade de construir uma história digna.
Por isso a educação é parte fundamental da luta do MST. A burguesia brasileira não admite que o conhecimento seja acessível aos pobres. E por isso enfrentamos tanto preconceito e barreiras para ter garantido o direito básico de estudar. Fazemos questão de montar escolas sempre onde montamos acampamentos. Temos um programa para erradicar o analfabetismo em nossas áreas e lutamos por políticas públicas que garantam a formação em todos os níveis.
Atualmente, 300 mil pessoas do MST estão estudando, incluindo crianças da Educação Infantil, passando pela Escola de Jovens e Adultos (EJA), cursos profissionalizantes e universidades. Mais de 50 mil pessoas já aprenderam a ler e escrever no MST.
Não reconhecemos o mesmo esforço por parte de nossos governantes. Segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), de 2007, 14 milhões de pessoas são analfabetas no Brasil. Se somarmos a este dado os analfabetos funcionais - pessoas que sabem ler, mas têm grandes dificuldades em interpretar textos - chegaremos a 32,1 milhões de pessoas, ou 26% da população acima de 15 anos de idade.
No campo, essa realidade é ainda mais cruel. Dados do IBGE apontam que 29,8% dos adultos são analfabetos e apenas 23% dos alunos de 10 a 14 anos estão na série adequada para sua idade.
O Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) é um dos poucos programas federais voltados para alterar essa realidade. O Pronera tem como missão promover aos acampados e assentados o acesso à educação formal em todos os seus níveis, desenvolvendo ações desde a alfabetização, EJA, ensino fundamental, médio, cursos profissionalizantes, superiores e de especialização.
De 1998 a 2002, o Pronera foi responsável pela formação de 122.915 assentados. De 2003 a 2008, mais 400 mil jovens e adultos tiveram acesso à escolarização. Atualmente, 17.478 pessoas estão em processo de formação, em 76 cursos pelo Brasil.
No entanto, esse direito está ameaçado. O Incra, responsável por executar o programa, decidiu suspender todos os convênios para novos cursos. Além disso, o governo cortou 62% do orçamento do Pronera, proibindo ainda o pagamento de bolsas aos professores das universidades e aos educandos. Até os cursos em andamento podem ser cortados.
Não podemos aceitar essa retirada de direitos. Contamos com o apoio da sociedade brasileira para impedir que, mais uma vez, seja negado a um ser humano o direito elementar de conhecer e interpretar o mundo.
Queremos terra, Reforma Agrária e o direito de estudar para continuar a transformar a realidade.
Por isso exigimos do governo federal:
- A recomposição do orçamento do Pronera
- A regularização do pagamento dos coordenadores e professores que trabalham nos cursos nas universidades
- A retomada da parceria para novos cursos, através de convênios e destaques orçamentários.
Movimento Sem Terra: Por Escola, Terra e Dignidade!
Coordenação Nacional do MST

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Trabalhador na rua, Lacerda a culpa é sua! Mais de 3.500 servidores públicos de BH tomam as ruas da capital mineira




"Procura-se o prefeito". Esta frase bem-humorada foi a senha para o grande ato que percorreu as ruas de BH nesta fria manhã de quarta-feira. Na praça da estação, duas assembléias simultâneas. Mais de mil trabalhadores em educação de um lado. Do outro, as cores indicavam os segmentos: de laranja os servidores da limpeza urbana, de branco a turma da saúde e de azul os trabalhadores da administração direta do município.


As onze horas os segmentos, irmanados, sairam em caminhada rumo à prefeitura. A indiganação de todos e o constante descaso desta gestão com os servidores públicos em momento algum foi esquecido. Na entrada da prefeitura os servidores da prodabel, departamento responsável pela informatização do município, e os trabalhadores e trabalhadoras em educação das cidades de Contagem e Neves já nos esperavam.


Enfim, todos e todas na avenida Afonso Pena: 3.500 trabalhadores e trabalhadoras da Grande BH manifestando suas pautas reivindicatórias e sua certeza em um futuro mais justo e igualitário.


Meio-dia o desfile popular, mais comovente do que centenas de apoteoses, se encerrou, mas não sem antes dar o seu recado em alto e bom som: trabalhador na rua, Lacerda a culpa é sua!


Amanhã, dia 04 as 8h, a mobilização será na porta da secretaria municipal de educação, e dia 23 de junho a luta unitária continua, em conjunto com os demais segmentos do serviço público. Não pagaremos pela crise do capitalismo. Nenhum direito a menos. Avançar em novas conquistas!




Daniel Oliveira - EM José de Calasanz - Coletivo Travessia/Unidade Classista/Intersindical

segunda-feira, 1 de junho de 2009

PERSEGUIÇÃO ÀS LIDERANÇAS DA COMUNIDADE CAMILO TORRES


O Secretário da Regional Barreiro, Senhor Leonardo Couto, ordenou à Diretora da Escola Municipal Luiz Gonzaga Junior que efetuasse o desligamento arbitrário do companheiro Lacerda Santos Amorim da Coordenação do Projeto Escola Aberta¹ naquela unidade educacional. Da mesma forma, a companheira Dayse Antonia França foi exonerada do Distrito Sanitário do Barreiro (Zoonoses) sem qualquer justificativa² .

Entenda o caso:

Lacerda e Dayse são destacadas lideranças da Comunidade Camilo Torres e participaram ativamente do processo de negociação com a Regional Barreiro quanto à fração pública do terreno, ocupada desde 2008.

Ao longo desse processo de negociação, os dois companheiros, assim como os demais representantes da Comunidade, se mostraram firmes nas reivindicações e não se deixaram capitular pelas artimanhas do Senhor Leonardo Couto. Esse senhor, na última reunião realizada no dia 14 de maio, chegou a oferecer bolsa aluguel às famílias durante 90 dias (!) para sair pacificamente do terreno e permitir a demolição dos seus lares.

Obviamente, as lideranças refutaram a proposta imoral após obter o respaldo da comunidade que votou consensualmente em assembléia para negar o acordo. Mas, graças ao trabalho da brava Comissão Jurídica, integrada por Advogados Populares e Defensores Públicos, pela segunda vez, a ordem de despejo foi provisoriamente suspensa.

Em função disso, como forma de retaliar e perseguir as lideranças da comunidade, o Senhor Leonardo Couto, ordenou o desligamento ilegal do companheiro Lacerda e da companheira Dayse, sem qualquer motivação justa e sem assegurar o direito à ampla defesa.

Perseguição documentada:

No caso do companheiro Lacerda, a simplicidade do ofício dirigido à diretoria da escola deixa manifesto a arbitrariedade do ato exarado pelo Senhor Leonardo Couto.

Assim diz:

"Solicitamos que o Senhor Lacerda dos Santos Amorim seja desligado da função de coordenador da Escola Aberta desta escola" (doc 01 - em anexo)

Pressionada pelo manditismo político, a Diretora da Escola Luiz Gonzaga Júnior cumpriu a ordem do Senhor Secretário da Regional Barreiro. Entretanto, fez constar na Portaria que foi publicada sua contrariedade ao ato autoritário que se viu obrigada a cumprir:

"Declaramos que nesta data estamos desligando da função de coordenador da Escola Aberta desta escola o Sr. Lacerda dos Santos Amorim, atendendo solicitação do Sr. Leonardo Couto - Secretário de Administração Regional Municipal Barreiro. Declaramos também que nestes três anos de coordenação do projeto o Sr. Lacerda executou com competência, dedicação e legitimidade as tarefas a ele atribuídas, de forma voluntária" (doc 02 - em anexo)

Importante dizer ainda que, segundo informações obtidas com servidores da própria Regional Barreiro, a ordem do Senhor Leonardo Couto foi autorizada pelo Senhor Prefeito Márcio Lacerda. Isso reflete a política autoritária de todo um governo que se fecha ao diálogo e reprime aqueles que não se deixam cooptar.

"Não se deixar cooptar, não se deixar liquidar e garantir vitórias para o povo" - Florestan Fernandes


Medidas a serem tomadas:

Diante deste lamentável episódio, além de denunciar o fato a toda sociedade mineira, vamos estudar junto à Comissão Jurídica da Comunidade Camilo Torres os mecanismos judiciais para reverter esse quadro e para condenar o responsável direto pelo ato: o Secretário Administrativo da Regional Barreiro, Senhor Leonardo Couto.

Paralelamente, fortaleceremos a nossa Comunidade e nossa luta para os dias de perseguição, truculência e medo que a Prefeitura quer nos impor.

Contamos com a solidariedade de tod@s que, como nós, querem ocupar corações e mentes para construção de uma nova cidade!

Anexos:

Doc 01 - Cópia do ofício do Senhor Leonardo Couto enviado à Diretora da Escola

Doc 02 - Cópia da Portaria que determinou o desligamento do companheiro Lacerda

Doc 03 - Foto do Senhor Leonardo Couto inaugurando obra do Barreiro ao lado do Prefeito Márcio Lacerda

Doc 04 - Comunicado completo em word


"Onde morreu Camilo,
nasceu uma cruz
Não de madeira,
mas sim de luz"
Victor Jara


- FORUM DE MORADIA DO BARREIRO -
- BRIGADAS POPULARES -


Referências:

1 - Projeto Escola Aberta, é um projeto financiado com recursos da UNESCO, organizado pelo Governo Federal, e aderido pelos Estados e Municipios. Os Coordenadores e oficineiros são pessoas da comunidade que trabalham de forma voluntária recebendo apenas ajuda para custeio de alimentação e deslocamento. É exigido como requisitos para ser voluntário desse Projeto ser morador da comunidade, não ter vinculo empregaticio com a escola e o Municipio. No caso do Coordenador o mesmo deve cumprir os requisitos acima citados e ser de confiança da comunidade e do colegiado escolar. 2 - A compaheira Dayse Antonia França trabalhava no Bairro Tirol como contratada e estava a espera da efetivação no cargo, pois a mesma havia sido classificada no concurso publico. Agora, dois meses antes do termino do contrato, a mesma foi demitida como resposta ao seu engajamento na defesa dos direitos da Comunidade Camilo Torres