quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

A EDUCAÇÃO DE RIO CLARO/SP EM PERIGO


A atual conjuntura da educação municipal de Rio Claro baseia-se no provérbio popular “Em terra de cego, caolho é rei”, no qual o Secretário Municipal da Educação, Gunar Wilhelm Koelle, seria o caolho e, por conseguinte, o rei, enquanto que os professores, alunos e pais seriam os cegos, taxados de ignorantes e incapazes de compreender os significados dos discursos do rei e das leis das quais se embasa.

Diz-se isto em função dos argumentos apresentados pelo secretário quanto à necessidade de regulamentação e contratação de professores adjuntos para a rede municipal, que, nas palavras do secretário, “vem ao encontro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo” e do “Ministério Público Estadual” mediante Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Contudo, estes argumentos são falaciosos e mentirosos.

Primeiramente, a Constituição Federal (CF) é clara na divisão de poderes no Brasil. O Tribunal de Contas, apesar de possuir a palavra tribunal em seu nome, é um órgão do legislativo e que, portanto, não faz parte do poder judiciário. O Tribunal de Contas somente aprova ou reprova contas, ações etc., sendo que a abertura ou não de processo civil ou criminal é de responsabilidade do Judiciário através do Ministério Público, bem como a aprovação ou reprovação política das contas está sob a responsabilidade da instância legislativa competente, como a Câmara dos Vereadores ou a Assembléia Legislativa, quando relacionada ao Governo Estadual.

O Ministério Público, por sua vez, não pode obrigar a uma prefeitura um determinado tipo de contratação de trabalhadores. Tanto o Tribunal de Contas quanto o Ministério Público não estão obrigando a Secretaria da Educação de Rio Claro a contratar o professor adjunto, como apregoa o secretário, mas sim estão proibindo a contratação de trabalhadores temporários. O professor adjunto, portanto, é uma invenção, péssima, diga-se de passagem, do secretário Gunar Koelle, já que é sempre importante relembrar que os professores foram contrários a inserção da figura do professor adjunto quando das discussões, formulações e aprovação do Estatuto do Magistério Municipal de Rio Claro. Disso se segue que o professor adjunto não atende as exigências do Tribunal de Contas e do Ministério Público do Trabalho, mas tão somente as do secretário.

Em segundo, de acordo com a Lei Complementar nº 024 de 15 de outubro de 2007 – Estatuto do Magistério Público Municipal de Rio Claro –, não existem garantias de plano de carreira para este profissional. Em suma, será um estatutário pela metade, prova justa da falta de compromisso dos que fizeram questão da inserção da figura do professor adjunto no estatuto. O secretário em nenhum momento toca nesse ponto, pelo contrário, ignora-o. O que quer é expandir o professor substituto ao invés de expandir o professor titular, lotado em escola, com plano de carreira, reconhecidamente melhor para a qualidade do ensino. Afinal, o que impede a contratação de professores titulares do último concurso em quantidade suficiente para o ano que vem, já que fez parte do programa do candidato vencedor à prefeitura municipal?

Em um documento intitulado “Estudos referentes ao impacto da implantação do Cargo de Professor Adjunto na Rede Municipal de Rio Claro a partir de 2009”, anexado ao projeto de lei, o secretário Koelle diz que a Secretaria economizará com o professor adjunto, pois deixará de recolher o FGTS para recolher somente 16% para o IPRC (Instituto de Previdência de Rio Claro). O que esqueceu de dizer é que a “economia” também virá através de um salário de R$ 400,00, criando um professor de “segunda classe”. Aliás, não há uma menção sobre o salário do professor, pois não há em todo o documento (de uma página, o que demonstra a profundidade rasa do estudo) uma análise sobre os impactos da implementação sobre a escola e o professor, ou a adequação do professor adjunto à Lei 11.738, de 17 de julho de 2008, que institui o piso salarial nacional e obriga que 1/3 do tempo de trabalho seja de estudos, pesquisa e outras atividades afins (artigo 2º, inciso IV), por exemplo.

Aqui vão algumas perguntas para o secretário responder: como fica a adequação do professor adjunto à lei que institui o piso salarial nacional? Como fica dividida a carga horária do professor adjunto, respeitando a divisão de 2/3 para trabalho de docência e 1/3 para outras atividades, já que as horas de trabalho são flexíveis? Afinal, não há menção disto em texto nenhum, muito menos no lacônico projeto de lei. Como se chamará novos professores titulares se já estarão efetivados 300 professores adjuntos? Se chamar em quatro anos, por exemplo, 300 professores titulares, o que acontecerá com os 300 professores adjuntos agora contratados? Demitidos não poderão ser, obviamente. Onde está um estudo minimamente razoável do impacto sobre o orçamento, baseado no art. 11, inciso V, da lei 9.394/96 e na lei 11.494, que institui o FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação)?

A verdade é que não existe um estudo realmente sério e uma discussão profícua e madura sobre o professor adjunto. Mas, para o secretário, somos cegos, ignorantes e desconhecedores da realidade educacional e das leis que a regem, e é exatamente por isso que se fundamenta em argumentos falaciosos e mentirosos, negando-se a qualquer discussão séria e condizente com as demandas políticas de uma cidade como Rio Claro. Mas, como diria Machado de Assis, que, por sinal, exemplifica melhor a conjuntura educacional de Rio Claro e do secretário do que o provérbio, “ao vencedor as batatas!”

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

VIII ENCONTRO DE PROFISSIONAIS NAS BIBLIOTECAS DA RMEBH


Acontecerá no Auditório Paulo Freire,no 8º andar da SMED, na rua Carangola.

O credenciamento será as 07.30h.

O COLETIVO LIMA BARRETO DE AUXILIARES DE BIBLIOTECA estará presente, distribuindo o nosso MANIFESTO para todos os presentes.

Só com a luta de todos poderemos acabar com o caos pelo qual passamos!

Precisamos muito da união de todos neste momento. Se você puder ajudar o "grupo de todos" nas tarefas de distribuição do MANIFESTO e registro dos e-mails dos Auxiliares de Biblioteca, estaremos lá a partir das 7.00h! A sua colaboração é fundamentalpara o fortalecimento dosAuxiliares de Biblioteca.

Se você precisa de maiores informações, fale com a Thaís no Sind-Rede/BH pelo telefone 3226.3142, Alexandre: 9273.0268 ou Daniel 86839296.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Manifesto dos Auxiliares de Biblioteca Escolar da RMEBH - Coletivo Lima Barreto

Nosso manifesto está pronto !

Aguarde a distribuição e também o convite para participar da grande distribuição que faremos em evento próximo.




O Coletivo Lima Barreto somos nós !

MANIFESTO



A PBH alardeia a importância da leitura no cotidiano escolar em vistosas propagandas no horário nobre. Na campanha eleitoral de Márcio Lacerda e outr@s candidat@s, tal importância foi apresentada como um eixo fundamental.


MARKETING ?
Queremos compartilhar com a comunidade escolar e @s trabalhador@s de Belo Horizonte uma outra realidade. A nossa realidade: muito menos brilhante e longe da virtualidade apresentada nas propagandas oficiais.
Longe do espetáculo da mídia, a PBH implanta uma política divisionista que tenta confrontar Auxiliares de Biblioteca Escolar e os demais profissionais da RMEBH. Um claro exemplo disso foi dado no último reajuste, quando ficamos com um dos menores percentuais (12 %) dentre todos os profissionais de UMA MESMA CATEGORIA.


SOMOS MENOS ?
Para a SMED, sim:
Quem carrega a responsabilidade e a atribuição oficial de incentivar a leitura e todo o desenvolvimento positivo que decorre em conseqüência, vale menos.
Além disso, uma série de questões importantes são IMPOSTAS com o claro intuito de MENOSPREZAR Auxiliares de Biblioteca E DIVIDIR (grupo dividido perde a força) A CATEGORIA. Somente uma política que atenda as reivindicações fundamentais da área, garantindo uma escola pública de qualidade, comprometida com a maioria da população e verdadeiramente democrática pode valorizar o espaço escolar e TODOS os seus profissionais.


Assim sendo, apresentamos nossas reivindicações, que buscam – também –melhorar a qualidade da educação:


  • Política salarial que garanta a recomposição do poder de compra dos salários;
  • Isonomia salarial na PBH entre os servidores que possuam curso superior;
  • Redução da jornada de trabalho de 6h para 4h30 (como os professores), SEM REDUÇÃO DOS SALÁRIOS;
  • Valorização pela promoção de projetos;
  • Direito à candidatura nas eleições escolares;
  • Fim da criminalização dos movimentos sociais e sindical, reconhencendo o SIND-REDE/BH como o sindicato de TODOS os trabalhadores (as) em educação da RMEBH;
  • Definição de uma política de saúde que garanta a prevenção e o tratamento das principais doenças que atingem a categoria;
  • Percentual de insalubridade, dada as inúmeras doenças respiratórias a que estamos sujeitos por manusear materiais velhos e empoeirados.

sábado, 6 de dezembro de 2008

RESOLUÇÃO DE SOLIDARIEDADE COM OS CINCO HERÓIS CUBANOS PRISIONEIROS DO IMPÉRIO


No dia 12 de setembro cumpriram-se dez anos de injusta prisão em cárceres estadunidenses dos Cinco Heróis cubanos. Mediante um julgamento fraudulento estes valorosos companheiros foram submetidos a longas condenações que somam quatro prisões perpétuas mais 77 anos por lutar contra o terrorismo que, de maneira impune, se desenvolve desde o território dos EUA contra a nação cubana.
Durante todos estes anos, os Cinco padeceram de confinamento solitário e foram vítimas de pressões psicológicas de todo tipo. O governo dos Estados Unidos limitou o direito que têm de receber visitas regulares de seus familiares, e em particular, negaram a permissão a duas das esposas, Olga e Adriana, as quais não podem visitar a Rene e Gerardo, há oito e dez anos, respectivamente.
A isto se soma o alongamento do processo legal contra os Cinco, privando-lhes do direito a um julgamento justo, rápido e imparcial, como estabelecem as leis internacionais e a própria constituição dos EUA, na qual foi reconhecido em 2005 por uma Seção de três juízes da Corte de Apelações de Atlanta, que anulou as sentenças e ordenou a realização de um novo julgamento, decisão revogada posteriormente pelo pleno da Corte.
Em junho do presente ano, outra Seção de três juízes do 11º Circuito de Apelações ratificou os veredictos de culpabilidade em todos os cargos. No entanto, reconhecendo que não houve delito de espionagem, enviou três dos companheiros a re-sentença.
A Corte de Apelações recusou o recurso de revisão apresentado pela defesa, ficando como única opção legal a petição de consideração à Corta Suprema dos Estados Unidos, o que abre uma nova etapa na luta por sua liberação.
O governo estadunidense fez pouco caso do pedido de justiça exigido durante este tempo por organismos internacionais e das Nações Unidas, como o Grupo de Trabalho sobre Detenções Arbitrárias da Comissão de Direitos Humanos, assim como por parlamentares, intelectuais, prêmios Nobel, organizações religiosas, de direitos humanos e de advogados de todo o mundo.
Esta atitude ratifica que estamos diante de uma batalha política e que todas as ações que realizemos são de vital importância para aumentar a pressão internacional sobre o caso e conseguir que se faça justiça com estes cinco cubanos.
Por tudo isso, a Corrente Sindical Unidade Classista, os Trabalhadores e Trabalhadoras, Operários e Operárias de todo o mundo ratificamos nossa solidariedade com Gerardo, Rene, Ramón, Fernando e Antonio, e exigimos sua imediata libertação.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Coletivo Lima Barreto


Somos um coletivo formado pelos Auxiliares de Biblioteca Escolar no Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte. Se você é Auxiliar de Biblioteca, está no lugar certo. Se não é, seja bem-vindo(a) e intere-se sobre a nossa luta.




Na Bruzundangaera assim: "(...) toda a vez que um artigo ferir interesses de parentes de pessoas da‘situação’ ou de membros dela,fica entendido que não tem aplicação (...)". Lima Barreto

Um louco, um alcoólatra, um jornalista andarilho urbano sempre atento às injustiças e massacres sociais, funcionário público. DISCRIMINADO: negro e brasileiro.

Não é por acaso que o grande escritor (Os Bruzundangas, Triste Fim de Policarpo Quaresma, A Nova Califórnia e Outros Contos, Recordações do Escrivão Isaías Caminha entre outros) foi escolhido como um"patrono sentimental" do nosso coletivo. Tido como "o sucessor" do mestre Machado, Afonso Henriques de Lima Barreto não desceu na goela da sociedade branca do início do século XX: saudosada escravatura.

Pancada após pancada, derrubaramBarreto do posto que sempre deveriater ocupado na literatura nacional, reduzindo-o a um monte de carne humana que morreu, aos 36 anos de idade, encarcerada em um hospício de subúrbio, não sem antes deixar registrada a obra Cemitério dos Vivos na qual assim relata sua passagem pela"clínica de loucos da Praia Vermelha":"(...) que, por ele, me punha na rua. Voltei para o pátio. Que coisa, meu Deus! Estava ali que nem um peru, no meio de muitos outros, pastoreado por um bom português, que tinha um ar rude,mas doce e compassivo, de camponês transmontano. Ele já me conhecia da outra vez. Chamava-me você e me deu cigarros. Da outra vez, fui para a casa-forte e ele me fez baldear a varanda, lavar o banheiro, onde me deu um excelente banho de ducha de chicote. Todos nós estávamos nus, as portas abertas, e eu tive muito pudor. Eu me lembrei do banho de vapor de Dostoiévski, na Casa dos Mortos. Quando baldeei, chorei; mas lembrei de Cervantes, do próprio Dostoiévski, que pior deviam ter sofrido em Argel e na Sibéria (...)".

Após sua morte, e diante da irrefreável popularidade do escritor, a sociedade racista tentou embranquecer Lima Barreto como condição de sua reabilitação. Lima Barreto,tal como pretendido pelos salões das elites. Não deu certo... Hoje nós sabemos que o negro Afonso Henriques de Lima Barreto foi mais um super-herói brasileiro.


Alexandre Campinas

Auxiliar de biblioteca da RMEBH

Coletivo Lima Barreto

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Reduzir a jornada de trabalho, manter e ampliar direitos - Nenhum direito a menos, avançar nas conquistas


Crianças morrendo dentro das fabricas, sendo engolidas por máquinas muito maiores que seus próprios corpos, mulheres parindo no meio da linha de produção, homens morrendo após mais de 20 horas de trabalho.

A luta pela redução da jornada de trabalho atravessou séculos. Homens e mulheres deram sua vida para que classe trabalhadora tivesse o direito ao mínimo descanso depois do processo cruel de produção, cuja força de trabalho é a única mercadoria que no processo de produção quanto mais se desgasta mais gera valor.

Na Europa e nos EUA os trabalhadores e trabalhadoras através das lutas construídas na década de 70/80 garantiram a redução da jornada de trabalho. O Capital na década seguinte fará seu movimento de buscar ampliar e aprofundar a exploração da classe trabalhadora em outras áreas.

A partir da década de 90 com o processo da reestruturação produtiva as grandes multinacionais impõem aos trabalhadores uma série de mudanças no processo de trabalho que garantiram a intensificação e o aumento da produtividade com as novas tecnologias e a flexibilização da jornada de trabalho.

Um dos principais mecanismos da flexibilização da jornada se deu através do Banco de Horas um sistema onde a jornada permanece inalterada, as horas extras não são pagas e fazem parte de um Banco, que serve para atender as demandas da empresa, ou seja, em picos de produção horas trabalhadas além da jornada, em baixa produção as horas trabalhadas a mais durante o pico de produção são transformadas em folgas aos trabalhadores, controladas pela empresa.

O resultado para os trabalhadores foi o aumento da exploração de sua força de trabalho, como também dos acidentes e doenças provocados pelo trabalho, porque a “Qualidade Total” marca do processo da reestruturação, veio acompanhada da piora das condições do trabalho, pois a modernidade tão propagandeada, produziu um exército de doentes no trabalho: lesões por esforços repetitivos, depressão, morte por excesso de trabalho.

A marca do período que vivemos é do prazo de validade cada vez menor de nossa força de trabalho, ou seja, o Capital combinou no país os mecanismos de intensidade e produtividade no processo de trabalho, fazendo com que os trabalhadores e as trabalhadoras adoeçam cada vez mais rápido e sejam jogados como refugo no processo de produção de valor.

Extensão das jornadas, através de horas extras, onde os trabalhadores são levados seja por um endividamento crescente e pela pressão direta das empresas a recorrem cada vez mais as horas extras. A exceção passa a ser regra: horas a mais durante a semana regular e obrigatoriedade do trabalho aos sábados e domingos.

Junto a isso o Estado através da política de reformas auxilia o Capital com várias medidas: não reconhecimento do nexo entre a doença e o trabalho exercido, altas programadas onde o trabalhador retorna ao trabalho sem as mínimas condições e estabilidade, diminuição da concessão de auxilio previdenciário entre outros fazem parte do pacote de uma reforma da previdência que há muito tempo já se realiza através de medidas provisórias ou ordens de serviço internas do governo.

Para baratear ainda mais o valor pago a única mercadoria quem tem a classe trabalhadora; sua força de trabalho, o Capital institui o banco de horas como uma nova ferramenta que adequa a jornada de acordo com sua demanda e coloca os trabalhadores a mercê das necessidades das empresas.

No Brasil parte do movimento sindical adere a proposta de Banco de Horas que veio acompanhada do argumento que seria esse um instrumento capaz de barrar as demissões. Assim sindicatos ligados à Força Sindical e uma parcela importante de sindicatos filiados a CUT fazem acordos com várias empresas aceitando o banco de horas.

Exemplos são muitos que demonstram que o Banco de Horas além de não manter ou ampliar empregos, conseguiu reduzir ainda mais o valor da força de trabalho. Destacamos os acordos dos metalúrgicos na Volks em São Bernardo e Taubaté no estado de SP, onde as demissões seguiram, a redução de salários e piso foram feitas após o banco de horas e recentemente se formalizou em acordo a obrigatoriedade de trabalho em 33 sábados no ano de 2008 na planta de Taubaté.

São essas centrais sindicais que agora constroem uma agenda de pressão institucional para exigir a redução da jornada de trabalho, mas ocultando a realidade dos trabalhadores que estão em sua base social, que amargam as conseqüências da flexibilização da jornada de trabalho.

Parte significativa do movimento sindical resiste a essa proposta de pacto com o Capital e enfrentando não só as empresas, mas também os instrumentos do Estado. Além de não se submeter ao banco de horas, consegue através da mobilização a partir dos locais de trabalho a redução da jornada de trabalho sem redução salarial.

Alguns exemplos são de setores importantes da indústria metalúrgica em cidades como Campinas, Limeira, São José dos Campos no estado São Paulo que já têm jornadas reduzidas que variam entre 40 a 42 horas semanais.

Recentemente os operários na General Motors enfrentaram a proposta da empresa de implementação do Banco de Horas, com redução do piso salarial. A empresa anunciou a contratação de 600 funcionários em contrato por prazo determinado, ou seja, sem nenhum direito e o Estado através da Prefeitura e maioria da Câmara de Vereadores realizou campanha na cidade em defesa da empresa garantindo isenção de impostos. Os trabalhadores resistiram ao ataque orquestrado da multinacional e rejeitaram a redução de salários e direitos. Essa luta tem contado com a participação da Intersindical na construção de uma Campanha Nacional em defesa da ampliação dos direitos e da diminuição da jornada sem redução de salários.

É preciso que a redução da jornada de trabalho sem redução salarial seja uma realidade do conjunto da classe trabalhadora. O Capital que na década anterior ocupou a América Latina para aumentar seus lucros através da exploração da força de trabalho, segue querendo mais: na Europa está na pauta de importantes países como França e Alemanha o aumento da jornada de trabalho.

Por isso a Intersindical dentro da Campanha Nacional “Nenhum Direito a menos, avançar nas conquistas” terá a luta pela redução da jornada de trabalho, sem redução de salários e direitos como parte fundamental das mobilizações que vamos construir no ano de 2009 a partir dos locais de trabalho.

Manter e ampliar direitos! Enfrentar o desemprego e todas as investidas do Capital para aumentar a exploração é a base da ação da Intersindical na luta pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários e direitos.

Coordenação Nacional da Intersindical

domingo, 30 de novembro de 2008

Brasil ocupa 80ª posição em ranking da Unesco que avalia melhorias na educação


Um ranking elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para monitorar o cumprimento de metas pelos países para melhorar a educação, o Brasil ocupa a 80ª posição em uma lista de 129 países estudados. Fica atrás de países latino-americanos como o Paraguai, a Venezuela e Argentina, além do Kwait, Azerbaijão, Panamá e outros. O Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos foi lançado hoje (25), em Genebra, pela instituição. O compromisso Educação Para Todos, firmado durante a Conferência Mundial de Educação em Dacar, no ano 2000, estabelece metas que devem ser cumpridas pelos países até 2015. Entre elas estão expandir e melhorar a educação na primeira infância, garantir ensino de qualidade e melhorar em 50% as taxas de alfabetização de adultos.

Entre os problemas do Brasil, o relatório destaca as altas taxas de reprovação, a evasão escolar, o analfabetismo e o baixo desempenho dos alunos brasileiros em avaliações internacionais. América Latina e do Caribe são responsáveis por 3,5% das crianças do mundo inteiro que estão fora da escola. O Brasil é o único país com mais de 500 mil crianças fora da escola, aponta o estudo.

O estudo da Unesco aponta que em 2006, o percentual de alunos repetentes na região da América Latina e Caribe era de 4,1%. No Brasil, classificado como o segundo pior do mundo nessa questão, a taxa é quatro vezes maior: 18,7%. Perde apenas para o Suriname.

Ao comparar o desempenho de estudantes no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), o relatório destaca que o desempenho dos brasileiros e peruanos é semelhante ao dos 20% piores alunos da França e dos Estados Unidos. Mais de 60% dos estudantes brasileiros, contra menos de 10% do Canadá e Finlândia, tiraram notas abaixo do nível um, o pior do ranking do Pisa, compara o estudo.

Essa edição do relatório está focada na questão das desigualdade de oportunidades em educação, seja dentro de um mesmo país ou em nível internacional. A incapacidade de governos do mundo inteiro de combater profundas e persistentes desigualdades na educação condena milhões de crianças a uma vida de pobreza e de oportunidades reduzidas, afirma o texto.

sábado, 29 de novembro de 2008

....sobre as eleições...

Estávamos esperando o registro das chapas para fazermos uma pequena homenagem a nossas colegas que por vários motivos não conseguiram registrar chapas nas escolas e UMEIs (Unidades Municipais de educação infantil/BH). Vamos lá!
A Luta das Marlis
Gostaríamos de apresentar a vocês algumas pessoas de garra, que possuem ideal e força, lutando pelos nossos direitos incansavelmente. São as Marlis, professoras da educação infantil que por mais que percam pequenas batalhas sobrevivem para saborear a grande vitória final.
São Marlis corajosas, decididas e combativas!
São Marlis que garantem a todas o que batalham para elas. Possuem outros nomes e este também. São Marlis que estão nas escolas e nas UMEIS, que buscam o melhor para suas escolas e para a Educação Infantil, são guerreiras de todos os lugares...
Um grande abraço e a certeza que a Luta das Marlis continua!
Thaís e Cristiane
SindREDE BH
Coletivo Travessia/Intersindical

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Cem mil professores cruzam os braços por reajuste no Líbano

Cerca de cem mil professores das escolas públicas, privadas e da Universidade Libanesa fizeram uma greve de 24 horas, no dia 18 de novembro, no Líbano. A greve foi convocada pela coordenação sindical dos professores, após uma negativa de diálogo do governo. Explicando os motivos da greve, um dirigente dos professores declarou: “Já que mantivemos a porta aberta para o diálogo até este exato momento, mas, pelo fracasso político deste governo, ele não teve a capacidade para dialogar, então vamos protestar nas portas do parlamento e, vamos lutar pelas três reivindicações: aumento salarial de 5%, reajuste para o transporte de 2% e melhoria a qualidade dos planos de saúde para os professores.”Durante a greve, houve um ato de protesto em frente à Câmara, para impedir que fosse votado um aumento de apenas 2% aos professores. Eles exigem 5%. A greve contou com o apoio de milhares de estudantes e parou faculdades e institutos de todos os setores da Universidade libanesa, escolas públicas, secundárias, profissionais e técnicas oficiais, além do setor privado, da Associação de Antigos Alunos e Professores, de professores aposentados e do Instituto de Gestão e Estagiários e formação.
As autoridades não aceitaram a proposta dos professores, o que levou a coordenação sindical a marcar reunião para analisar outro dia de greve. A imprensa comenta que o momento no Líbano é propício a um novo tipo de lutas, pelo tamanho da greve e seu sucesso. O movimento despertou apoio em parcela considerável da população.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Eleição Escolar: reta final?


Não publiquei nada sobre a nossa conquista, né? Mas como ela foi parcial (mesmo sendo muito importante!), não tive tempo para escrever um pouco. Esta vitória só foi possível por causa da nossa persistência! Foram várias ações em que muitas pessoas da categoria e de outros espaços participaram diretamente. Mas ainda temos outras demandas a ser conquistadas, por isto respirem fundo e a luta continua!A demanda por concorrer à eleição escolar não é apenas das UMEIS. As escolas exclusivas de educação infantil e as escolas com turmas de educação infantil ficaram de fora deste processo. Além disto, mesmo com a garantia na portaria e no decreto, muitas UMEIS estão com dificuldade de montar chapa por resistência da escola-núcleo. E agora?Temos que deixar claro que não deixar educadoras/es participarem das eleições escolares como candidatas nas escolas municipais é preconceito.

É direito nosso participar de igual para igual com os/as professores/as. Portanto, montem chapas para as escolas, seja chapas de educadoras/es e professoras/es ou só com educadoras! Nossa ação judicial está pronta, aguardando o período de inscrição. No dia 25/11 vcs devem inscrever as chapas nas comissões das escolas. Diante da negativa por escrito, ou de documento escrito da negativa com pelo menos duas testemunhas assinando, vcs devem procurar imediatamente o sindicato para entrarmos com a ação.

Caracterizar a demanda é essencial para que não precisemos todo ano eleitoral retornar a discussão. Portanto, se vcs não conseguirem professoras/es para montar chapa com vcs, façam chapas só de educadoras!!!! Não tem problema se a escola é de ensino fundamental, pois temos que ter experiência e formação docente (LDB) e 12 meses na escola (CME).

Outras perguntas frequentes é se é pré-requisito a graduação. A resposta é não! Temos que ter no mínimo magistério. E sobre o estágio probatório? Não tem problema. Podemos concorrer dentro do estágio probatório, desde que tenhamos 2 anos de experiência docente nesta ou em outra rede. E sobre processos na corregedoria? Não é exigido nada-consta da corregedoria para a inscrição das chapas. Quem tem processos em curso não pode ter qualquer penalidade ou sanção antes do resultado final, portanto devem participar normalmente. Os processos que já finalizaram e as pessoas foram consideradas culpadas, a punição já foi aplicada, portanto não podem ter nova punição.

E as UMEIS nesta história?A conquista foi importante, mas ainda temos alguns problemas. Corre o boato que educadoras não vão assumir. Este é mais um boato da rede, afinal de contas o prefeito assinou a permissão para concorrer. Não há disposição política do próximo governo de assumir este desgaste no início do mandato. Este boato é para desencorajar educadoras/es e professoras/es a participar do processo, afinal tem muita gente de olho na vice-direção da UMEI. Não caiam nesta conversa!

Estamos chamando as educadoras para preferencialmente montarem chapas com componentes da escola-núcleo, pois dá mais legitimidade para concorrer e aumentam as chances de vencer as eleições. Mas se não houver possibilidade nenhuma, acreditamos que o mais adequado é montar chapas só de educadoras/es para concorrer inclusive para direção da escola núcleo. Isto significa uma chapa de três educadoras e provavelmente a abertura de um processo judicial para permitir a candidatura e a posse. Esta decisão política nos ajuda a dialogar com os componentes da chapa, pois se não houver abertura nós vamos fazer o debate com a comunidade escolar durante a campanha eleitoral, e deixaremos claro que proibir nossa participação é PRECONCEITO e DISCRIMINAÇÃO!

Para terminar, esperamos que todas as educadoras estejam juntas a estas escolas que não estão com a questão resolvida. Já que em alguns casos teremos que optar pelo processo judicial, gostaríamos muito que todos/as continuem reivindicando este direito conosco, pois não podemos deixar colegas nossas alijadas do processo.

Um abraço,Thaís.

Educadora Infantil

Diretora SindREDE BH

Coletivo Travessia/Intersindical

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Seminário Estadual A crise econômica mundial



Belo Horizonte - Dias 28 e 29 de novembro de 2008


Seminário Estadual
A crise econômica mundial



PROGRAMAÇÃO


Dia 28 de novembro

18h - Mesa 1
Elementos estruturantes da crise mundial. Natureza da crise.

João Antônio de Paula
Doutor em História da Economia e Professor da UFMG

Luiz Figueiras
Doutor em Economia e professor da UFBA


29 de novembro

09h - Mesa 2
Consequências Econômicas, Sociais e Políticas para o Brasil e a América Latina

Reinaldo Carcanholo
Professor do Mestrado em Políticas Sociais da UFES

Lécio Morais
Mestre em Ciências Políticas , Economista e Assessor Parlamentar

Laura Tavares
Doutora em Economia e professora da UFRJ


12:30 - Mesa 3

O quê fazer diante da crise - quais as saídas?

Mauro IASI
Doutor em Sociologia e Professor da Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo

Ronald Rocha
Sociológo e Coordenador do Instituto 25 de março

José Welmowipk
Sociólogo e Editor da Revista Marxismo Vivo


Local: Faculdade Promove

Rua Timbiras, 1514 - Lourdes - Belo Horizonte/MG


Organização: MST, Via Campesina, MAB, AP, Sindicato dos Jornalistas, Instituto Caio Prado Jr, Instituto 25 de março, Brigadas Populares, Marcha Mundial das Mulheres, Intersindical, Conlutas, CUT, UEE, UBES, UCMG, UJC, JS/PDT, AMES, JR, IMLB, FAMEMG, SENGE - Sindicato dos Empregados no Comércio de BH, Corrente Sindical Unidade Classista - Coletivos de trabalhadores em Educação Armando Ziller

Apoio: PSOL, PCB, PSTU, PCR, PCdo B, PT, RC, CP, PDT/BH

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

EDUCAÇÃO EM CONTAGEM EM ALERTA VERMELHO

No apagar das luzes de 2008 e antes mesmo de iniciar a nova Gestão, Marilia Campos e Lindomar Diamantino II, dão mostras de como irão tratar a Educão em Contagem. Não bastasse as mais variadas formas de perseguição à Livre Organização dos trabalhadoras (es) em educação como a Ação pela Iegalidade da Greve de 2006, corte de ponto, não cumprimento de acordos de greve entre outros. O governo impõe o aumento da jornada de trabalho com o calendário de 210 dias e o fim da dispensa quinzenal. E mais o governo Marília, sem consultar e debater com ninguém altera o Ensino oferecido no turno da noite em Contagem, priorizando um programa do Governo Federal, o PROJOVEM, um projeto que nunca foi debatido pela categoria, ao que ja foi longamente debatido pelos trabalhadores nas escolas, colocando em risco a garantia de uma educação de qualidade.

Portanto os trabalhadores do EJA reunidos na sede da subsede contagem do sindute, votaram por um ato na Quinta Feira com concentração no Iria Diniz com concentração ás 18:30 Para defender a Educação de Jovens e Adultos, que esta ameaçada. Foi votado tambem a elaboraçao de uma carta aberta que sera entregue a população de Contagem.

Autoritarismo é quando se constrói um modelo de educação dessa forma! Portanto temos que nos organizar para barrar mais estes ataques de Marilia e Lindomar. Todos ao Conselho de Representantes do SINDUTE-Contagem do dia 26 de Novembro Quarta e ao Ato Em Defesa da EJA 18:30 no Iria Diniz.

Subsede Contagem/MG - MUDA SINDUTE

"SÓ A LUTA MUDA A VIDA"

domingo, 23 de novembro de 2008

ESCOLHA DO DIRIGENTE ESCOLAR: A eleição diante das demais alternativas de escolha


Percebe-se que na última década (séc. XX), tem aumentado o foco na escolha dos diretores das escolas públicas (1º e 2º graus), principalmente o ensino básico.
Analisando experiências de eleições de diretores (1º e 2º graus) no Brasil, tendo em vista as características e os problemas de sua institucionalização e implementação.
Podemos considera três modalidades:
* Nomeação por pura e simples autoridade estatal (Cabe ao poder executivo fazer as nomeações para os cargos em comissão de diretor de escola pública).
* Concurso de títulos e provas. (Ex. Estado de São Paulo e do município de São Paulo).
* Eleição (funcionários, alunos, pais, assembléia escolar).
Entretanto, dentre esses três, o que tem mais relevância nos últimos anos na gestão escolar é a eleição dos seus dirigentes. A eleição dos diretores dos estabelecimentos de ensino público abrange todos segmentos da comunidade escolar. Alguns estados já utilizam o processo eletivo desde 1980 (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso), já em outros estados isso ocorreu recentemente (Minas Gerais, Rio de Janeiro e Ceará). O respaldo maior do processo eletivo ocorre nas redes de escolas municipais.
A nomeação é a mais criticada, pois se dá por razões político-clientelistas, ou seja, uma relação de troca de favores entre pessoas e grupos sociais, não tendo nenhum tipo de avaliação, além dos mandatos indefinidos. Portanto não há democracia e, sim favoritismos e hierarquia.
No concurso público para diretores de escolas existem diversos defensores, principalmente no estado de São Paulo, talvez seja o recurso mais adequado para tal cargo, porém verifica-se uma insuficiência e precariedade do candidato perante o coletivo escolar.
Contudo, a eleição é um avanço para a democratização, pois a comunidade escolar tem que participar e integrar das organizações políticas da instituição. Através da democratização da gestão escolar pode falar em autonomia no espaço educacional. Já é chegada hora de evoluir a um outro sistema de gestão escolar, no qual o colegiado plenamente dirigisse a escola, sem uma figura feudal de diretor.

Gislane Gama
Educadora Infantil UMEI Alaide Lisboa
Diretora SindREDE BH

sábado, 22 de novembro de 2008

Auxiliares de biblioteca escolar da PBH na luta por melhores condições de trabalho


No dia 12 de novembro os auxiliares de biblioteca escolar da rede se encontraram para tratar da demanda específica deste importante segmento da nossa categoria. A política divisionista da PBH, que concedeu reajuste menor, nos impõe uma carga horária diferenciada, e nos impede de dobrar como os demais companheiros da educação, foram alguns dos pontos abordados. Conseguimos eleger uma comissão que irá encaminhar um manifesto a comunidade escolar, além de um cartaz sobre a questão dos livros didáticos. Queremos envolver todos os auxiliares de biblioteca da rede, e a comissão irá buscar as condições, em conjunto com o sindicato, para fazermos uma grande asembléia para definirmos pontos fundamentais, como a questão da jornada de trabalho e dos inúmeros desvios de função relatados pelos companheiros. Essa luta, mais do nunca, também é sua. As conquistas somente virão com nossa unidade de ação, a exemplo das educadoras infantis. Se informe, se organize, e participe!
Daniel Oliveira
Auxiliar de biblioteca EM José de Calasanz
Corrente Sindical Unidade Classista/Intersindical

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Bolívia estará livre do analfabetismo a partir de dezembro

O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou no último domingo (16) que seu país se declarará livre do analfabetismo em 20 de dezembro graças à cooperação de Venezuela e Cuba, os outros dois países da América Latina que alcançaram essa meta.
Evo fez o anúncio no departamento de Cochabamba, declarado a quarta das nove regiões do país sem analfabetos, depois de Oruro, Santa Cruz e Pando.
No próximo sábado Morales fará o mesmo anúncio em Chuquisaca. Em dezembro serão declarados livres do analfabetismo os departamentos de La Paz, Tarija, Potosí e Beni.
A alfabetização foi realizada com o método audiovisual "Yo sí puedo" ("Sim, eu posso", em tradução livre), elaborado por educadores cubanos do Instituto Pedagógico Latino-americano e Caribenho e aplicado na Bolívia desde 2006.
No ato, do qual participou o embaixador cubano na Bolívia, Rafael Dausá, Evo pediu que os voluntários de Venezuela e Cuba continuem no país após dezembro para aplicarem a segunda fase do programa e continuarem educando os alfabetizados.
O presidente boliviano solicitou aos membros de seu Gabinete, às autoridades dos departamentos e aos parlamentares de seu partido, o Movimento ao Socialismo (MAS), que o acompanhem em sua visita a Cuba em 1º de janeiro de 2009 para comemorar os 50 anos da Revolução Cubana e agradecer pessoalmente ao país pela ajuda na alfabetização.
"Se não fosse Cuba, se não fosse Fidel, se não fosse o povo cubano, talvez nesse momento não estivéssemos com a campanha contra o analfabetismo", declarou.
O presidente boliviano disse que os funcionários e parlamentares que o acompanharem na visita a Cuba deverão custear com seus próprios meios à viagem.
Fonte: Efe

domingo, 16 de novembro de 2008

PM ameaça trabalhadores e interfere em direito de greve - Moção de repúdio


A Base de Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação Armando Ziller/MG e a Corrente Sindical Unidade Classista Educação/Intersindical-MG( http://ucdiariodaclasse.blogspot.com/ ) vem a público repudiar as agressões bárbaras a que os trabalhadores da Johnson foram submetidos por causa da arbitrariedade da empresa que tramou com a PM a ingerência sobre o legítimo direito de greve. A ação da Polícia Militar, a mando da empresa, causou lesões físicas em muito trabalhadores. É lamentável que uma empresa que diz prezar os seus colaboradores use do aparato de repressão do estado burguês para coagir os mais de quatro mil trabalhadores e trabalhadores em greve.
Os companheiros foram obrigados pela força da PM e coagidos pelo assédio moral da empresa a interromper a busca por direitos legítimos. A empresa passou por cima da Constituição, do ser humano e mostrou a face do capitalismo que mata, massacra, atropela a classe trabalhadora.
A ação da empresa e da PM transgridem todos os tratados internacionais de liberdade de atividade sindical e de livre manifestação. O fato é uma barbaridade histórica na empresa!
Estamos solidários ao Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas de São José dos Campos e Região e nos somamos a todos os trabalhadores da categoria, em especial aos trabalhadores da Johnson & Johnson, na luta contra a retirada de direitos e a redução salarial, pela retirada das punições e o imediato retorno dos dirigentes Sindicais demitidos a seus postos de trabalho.

· Pelo respeito à organização dos Trabalhadores!
· Contra a demissão e perseguição aos dirigentes Sindicais!
· Pela readmissão imediata de todos os dirigentes sindicais demitidos!
· Pela anulação de todos os processos judiciais que criminalizam a luta dos trabalhadores. Abaixo os interditos proibitórios!
· Pelo direito de livre manifestação e organização!
· Os trabalhadores não pagarão pela crise dos patrões e especuladores!

Enviar email:
Sr. Alexandre Carvalho – Rh da Johnson acarvalh@conbr.jnj.com fone/fax 12- 39324302
Sr. Gilmar – Representante da FIESP/CEAG10 gilmar@abiplast.org.brC/ cópia p/ Sindicato quimisjc.jur@uol.com.br fone/fax 12-3921 8177

sábado, 15 de novembro de 2008

POLÍCIA DE SERRA ENTRA EM ESCOLA PARA ESPANCAR ESTUDANTES

A polícia Militar de São Paulo reprimiu com violência desmedida um tumulto provocado por estudantes da Escola Estadual Amadeu Amaral, no bairro do Belém, na zona leste de São Paulo. Vários alunos foram atingidos com golpes de cassetete. A diretora da escola chegou a desmaiar diante da confusão. A secretaria de educação de São Paulo, que tem se mostrado incompetente para tratar as questões educacionais, não viu maiores problemas no episódio. Em nota, disse que ''a direção da escola tomou a atitude correta de acionar a polícia para conter os alunos envolvidos no caso.''
O confronto começou às 9h20 desta quarta-feira (12), quando, sem motivo claro, 30 alunos começaram a destruir a escola. ''Meninos embrulhavam os pulsos em camisetas para estourar os vidros com socos. Cadeiras foram arremessadas do 2º andar, depois de arrebentar as janelas'', contou uma aluna da 7ª série.
O quadro agravou-se porque, dez minutos depois de iniciada a depredação, duas adolescentes, uma de 15 anos e outra de 18 anos, começaram uma briga violenta de unhadas e puxões de cabelos. A rivalidade entre as duas existe desde o início do ano e piorou quando uma acusou a outra de ''prostituta''. Enquanto a destruição se propagava por todo o prédio, os professores, com medo, trancaram-se em uma sala de aula.
Não foi a primeira vez que a Amadeu Amaral viu-se às voltas com cenas de violência. Anteontem mesmo, por causa de uma excursão a um museu, quando só uma parte dos alunos foi autorizada a participar do passeio, os excluídos abordaram a vice-diretora, Denise Mayumi Cavali, na hora da saída. Um aluno de 15 anos empurrou a professora contra o portão e xingou-a. Ela teve que pular um muro para fugir.
Na segunda-feira, as aulas foram encerradas às 11h (o horário normal é às 16h), por causa de outro surto de vandalismo, vidros e cadeiras quebrados.



Escola modelo?
Fundada em 1909 no largo do Belém, bem em frente à igreja, a escola ocupa um prédio amplo, tombado pelo patrimônio histórico, mas que hoje é usado por apenas 277 alunos, atendidos por 63 professores. É uma das 500 escolas em que a Secretaria de Estado da Educação implantou o regime de turno integral. Alunos entram às 7h e saem às 16h.
''Isso aqui é um fracasso como escola'', diz Neide Catarina Nascimento, 46, cozinheira e mãe de um aluno de 16 anos da 7ª série que ''nunca passa de ano mesmo''. ''Todo mundo tenta transferir os filhos para outra escola, já que nesta ninguém aprende nada.''Pouco depois, o aluno W., de 14 anos, conta como foi expulso da escola, há três semanas. ''Eu joguei uma cadeira na coordenadora e já bati em vários professores'', diz. Como a dicção do menino é precária, pede-se que ele escreva o seu nome em um papel. Ele não consegue. ''Só sei copiar'', diz. ''Mas sou uma máquina copiadora.''
A evasão na esocla é grande. Uma das salas de aula começou o ano com 37 alunos -hoje só tem oito. Na classe de A., 14 anos, 8ª série, a lista de presença cita 24 alunos. Doze ainda vão. Na classe de J. e U., as brigonas da 7ª série, 24 se matricularam. Hoje, oito assistem às aulas. Segundo a Secretaria da Educação, a evasão total neste ano foi de apenas 19 alunos.



''Contidos no berro'' ?
Responsável pela operação da Polícia Militar na escola Amadeu Amaral, o capitão Alessandro Marcos de Oliveira disse ontem que os estudantes foram contidos no ''berro''. ''Com a criançada você dá dois ou três berros e eles sossegam um pouco. Se um mais exaltado vem para cima, você berra um pouquinho mais forte e ele pára'', disse o capitão.
Mas a versão do capitão não condiz com a versão dos estudantes e professores. A Folha conversou com ao menos 35 alunos e todos afirmaram que a PM utilizou cassetetes para conter o tumulto dentro da escola.
''A PM tratou os alunos como se fosse uma rebelião da Febem'', diz Leandra Firmino, 34, mãe de quatro filhos, três deles alunos do Amadeu. ''Aqui eles não voltam, mesmo que percam o ano.'' Na porta da escola, após a confusão, os jovens mostravam os machucados. L., 15, exibia sangue no peito: ''Fiquei trancado em uma sala, me deram soco e golpe de cassetete. A PM falava que era ela que mandava na escola.''
A estudante T., de 13 anos, que cursa a 7ª série, conta como apanhou dos policiais. Ela estava escondida na sua sala de aula, no segundo andar do prédio da escola, quando colegas vieram avisá-la de que sua irmãzinha, F., de dez anos, da 5ª série, estava jogada no chão de sua classe, inconsciente. ''Desmaiou de medo'', T. explica.
A adolescente saiu correndo para socorrer a caçula. Sentiu o ardor de uma forte cacetada nas costas, desferida por uma policial militar. T. correu, assim mesmo, rumo à classe da irmã. Tomou mais duas borrachadas. No caminho, viu crianças vomitando de medo.
Viu também a diretora da escola, Maria Regina de Negreiros, subindo as escadas e gritando: ''Não fui eu, não fui eu'', em resposta às perguntas dos alunos sobre se havia sido ela que acionara a PM. Em seguida, a própria Regina desmaiou. Durou dez minutos a ocupação da escola pela PM.



Incompetência tucana
O chefe-de-gabinete da Secretaria Estadual da Educação, Fernando Padula, disse ontem à Folha que as aulas na Escola Estadual Amadeu Amaral serão suspensas hoje e amanhã, a fim de que o estabelecimento seja colocado em condições de uso. Ele também disse que será convocado o Conselho de Escola -que reúne pais e professores- para decidir o que fazer em relação aos alunos que iniciaram as agressões.
Segundo Padula, a secretaria pretende instaurar uma apuração preliminar, para verificar o que causou o que ele chamou de ''fato atípico'', referindo-se à depredação e à ação dos policiais militares. Em nota oficial, a secretaria de Educação afirmou que ''a direção da escola tomou a atitude correta de acionar a polícia para conter os alunos envolvidos no caso.''
O episódio da escola ilustra bem a incompetência do PSDB para tratar questões de segurança e educação. Após quase 15 anos `afrente do governo estadual, os sucessivos governos do PSDB não foram capazes de melhorar a degradação do ensino nas escolas estaduais e, ao mesmo, tempo, a política de segurança do governo Serra tem sido marcada pelos sucessivos episódios de violência protagonizados pela Polícia Militar.
Pesquisa realizada pela Udemo (Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo) em abril de 2008 revela que 86% de um total de 683 escolas estaduais entrevistadas relataram algum tipo de violência ocorrida em 2007. O sindicato enviou o questionário para 5.300 escolas de todo o Estado.
O percentual de violência relatado é similar ao obtido pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de SP) em pesquisa realizada em 2006. Na época, 87% dos professores entrevistados revelaram saber de casos de violência ocorridos na sua escola.
Segundo os dados da pesquisa da Apeoesp, a violência verbal ocorreu em 96% dos casos de violência. Os atos de vandalismo, em 88,5%; a agressão física, em 82%; furto, em 76%; assalto a mão armada, em 18%; violência sexual, em 9%; e assassinato, em 7%.A pesquisa da Udemo revela que na capital apenas 12% das escolas não relataram nenhum tipo de violência. Na Grande São Paulo, o número cai para 3%. No interior, o número é de 18%. A pesquisa constatou também que 88% dos professores e funcionários foram desacatados, 85% dos alunos se envolveram em brigas e 21% das escolas registram ameaças de morte a alunos, professores, funcionários e direção.
A Udemo realizou pesquisa similar sobre violência em 2002 e 2000, com 300 e 496 escolas estaduais, respectivamente. De 2002 para 2007, as brigas envolvendo alunos passaram de 78% para 85%. O número de escolas que sofreram pichações passou de 40% para 60% e os danos a veículos passaram de 28% para 62%.
Para Maria Izabel Azevedo de Noronha, presidente da Apeoesp, uma das causas do aumento da violência é a diminuição da autoridade do professor. ''Retiraram a autoridade do professor e a autonomia do conselho. O conselho de escola é deliberativo, porque lá participam pais, professores, alunos e funcionários. Esse é o melhor coletivo para tomar qualquer decisão'', diz Noronha.Segundo ela, existe orientação para que não sejam feitos boletins de ocorrência em casos de agressão, o que acaba distorcendo as estatísticas.
''O padrão que se tem na escola muitas vezes ainda é a educação autoritária, o que pode gerar conflitos cada vez maiores. Os alunos muitas vezes não são chamados para participar e entender as regras e ter uma convivência melhor naquele ambiente. No cotidiano, professores e alunos não estão conseguindo criar uma relação que seja positiva'', diz Carin Ruotti, socióloga e pesquisadora do NEV (Núcleo de Estudos da Violência) da USP.
''Nós queremos uma posição firme da secretaria e que a secretaria ouça um pouco mais os professores'', diz Noronha.
O professor Sérgio Kodato, coordenador do Observatório da Violência e Práticas Exemplares da USP de Ribeirão Preto, afirma que, casos como o de ontem, decorrem da fragilidade da falência das instituições. ''A violência é fruto da decadência das instituições, principalmente das escolas públicas. As instituições são mecanismos civilizatórios criados para diminuir os conflitos sociais. E quando não cumprem seu papel, vem à tona uma carga de violência. Pesquisas indicam que um terço dos alunos não sabe o que faz na escola. Um grupo grande de alunos não vê sentido na escola''.
Segundo ele, hoje não há só atos de vandalismo. ''São atos organizados, planejados, aquilo que na época de movimento estudantil chamávamos de união e organização. A maior vítima das escolas é o processo pedagógico. Perdendo ele, boa parte dos alunos se perde também. (...) São atitudes reativas, um grito contra o modelo que os incomoda. Para os alunos fazerem isso, deve ter tido um histórico de escola ruim, deteriorada e maltratada. É como uma rebelião, como nas ''boas'' épocas da Febem''.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

DEBATE: Cuba e os bloqueios econômico e midiátio - Um debate necessário



DIA 17 DE NOVEMBRO
A PARTIR DAS 19H30M
AV. ÁLVARES CABRAL 4000


Jornalistas convidados


Ariel Escalante: Revista Bohemia- Chefe de jornalismo investigativo e informação nacional (Cuba)
Dídimo Paiva: Editor de internacional e opinião Jornal Estado de Minas (Brasil)
José Maria Rabêlo: Diretor de O Binômio (Brasil)
Maribel Damas: Profª de jornalismo e repórter dos Serviços Informativos da TV Cubana
Tilden Santiago: Jornalista e ex-embaixador do Brasil em Cuba


Organização: Associação Cultural José Martí -MG

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Mas a história não tinha acabado?...

"Uma palavra repetida várias vezes e que vem se destacando acerca da crise atual é confiança. A palavra é repetida com tamanha convicção como se a "confiança" pudesse simplesmente chover do céu ou crescer em grande abundância em árvores financeiras "capitalistamente" bem adubadas."
István Mészáros


Assim como a crise financeira, as eleições nos Estados Unidos foram noticiadas de forma exaustiva. No dia da eleição alguns jornalistas, na melhor tradição da teledramaturgia mexicana, se contorciam de prazer com o que chamavam de o regime mais democrático do mundo. Até aí tudo bem, cumprem seu papel, são pagos para isso. Por isso cabe a imprensa alternativa estabelecer uma análise crítica. Somente cego pela propaganda disseminada pelos meios de comunicação, para crer que Obama, apenas por ser negro e vir das classes mais empobrecidas, possa deixar de seguir a lógica da elite. Basta esperar e já vamos ver suas posições sobre o Iraque, Afeganistão, Palestina,Venezuela, Cuba, só para citar alguns exemplos. O tempo dirá.
Carlos Drummond de Andrade disse uma vez que a história era feita de homens e mulheres presentes, e que a matéria de sua obra poética era o tempo presente. Hoje, esse tempo nos traz talvez a mais pontual indagação; nada menos do que "salvar" (ou não) o sistema. A saída que encontraram, trilhões de dólares, dinheiro público "dado", e justificado em nome da incontestável boa causa de salvar o sistema, provavelmente não funcionará eternamente, pois é preciso muito mais do que emitir dólares para escapar do buraco sem fundo do endividamento mundial a que estamos condenados, por esse mesmo sistema que eles agora querem salvar a todo custo.
A imensa expansão especulativa, especialmente nos últimos 30 anos, é inseparável do aprofundamento da crise dos ramos produtivos da indústria e seus resultados no campo financeiro. Agora, também no ramo da produção industrial a crise está ficando muito pior.
Imaginar que dentro da contraditória estrutura capitalista tal salvação será encontrada é a pior espécie de pensamento ilusório, beirando a irracionalidade total. Eis porque Marx é mais relevante hoje do que alguma vez já o foi. Pois apenas uma mudança revolucionária pode proporcionar a esperança historicamente sustentável e uma solução para o futuro.

Vou contigo para onde A vida flor / Eu sou você / E sou eu / E sou todos nós / Somos o nó da corda / Que não se desenlaça / Com espada / Somos a garantia do futuro.

Daniel Oliveira é auxiliar de biblioteca da EMJC, poeta e militante da Corrente Sindical Unidade Classista/Intersindical

terça-feira, 11 de novembro de 2008

COMISSÃO DE PROFESSORES DE RIO CLARO, INTERIOR DE SÃO PAULO DENUNCIA: PREFEITURA QUER CRIAR A FIGURA DO PROFESSOR ROTATIVO.


Um ataque está sendo deferido à educação pública municipal de Rio Claro, orientado pela atual administração. Está-se intencionando aprovar na Câmara Municipal a regulamentação do professor adjunto, espéciie de professor cujo objetivo é a substituição dos professores titulares quando faltam ou em impedimentos. Mas qual é o problema disto? Qual o problema do professor adjunto?O problema está nos fatores que cercam sua regulamentação, bem como nas condições de trabalho que estes profissionais terão quando efetivados. Para ficar claro, o professor adjunto poderá ganhar menos de R$ 20,00 por dia, ou algo em torno de R$ 400,00 ao mês. Portanto, o professor que dará aulas aos alunos de Rio Claro poderá ganhar em torno de um salário mínimo, algo inaceitável quando se postula a necessidade de uma educação de qualidade para a população. Isto acontecerá porque os professores de Rio Claro ganham por hora-aula, e como eles terão menos horas-aula, seu salário poderá ser apenas um terço do salário do professor titular. O interessante é que foi aprovado recentemente no Congresso Nacional o piso salarial nacional, que é de R$ 950,00, valor considerado insuficiente, mas ainda sim maior que do Professor Adjunto, que dificilmente terá um salário fixo.Mas os problemas não ficam na questão salarial. O professor não terá sede em escola, e sim na Secretaria da Educação, podendo ir a qualquer escola em qualquer canto da cidade sob as ordens da administração. Cabe lembrar que onde existe essa organização adiministrativa, os professores que são perseguidos politicamente são direcionados ao extremo oposto de onde moram, por exemplo. Isso obviamente diminui a qualidade da educação oferecida, uma vez que o professor não cria vínculos com a escola tampouco com a comunidade, já que fica a mercê da administração, criando a figura do professor rotativo.O professor adjunto, na prática, também não tem plano de carreira, fato que é corroborado pela inexistência da tabela de vencimento que comporte a existência de 10 horas semanais, podendo ser aumentadas de acordo com as aulas ministradas. Portanto, atualmente não existe possibilidade legal de ascender na carreira.Deve-se lembrar que quando da aprovação do Estatuto do Magistério, os professores foram contrários à aprovação do professor adjunto, pois apontava para os problemas já exposto, problemas que nada mais são do que reflexo da precarização do professor, da desvalorização do magistério e do desleixo ante a qualidade do ensino oferecido a população.O problema não é somente para o professor, mas sim para a rede municipal de ensino. Se serão efetivados 300 professores adjuntos, então a possibilidade de correr a lista do último concurso é pequena, uma vez que as vagas para efetivação de professores titulares estarão preenchidas. Mas se mesmo assim a lista for seguida, poder-se-á criar concorrência entre os professores adjuntos, já que o número de salas vagas será menor. Por exemplo, se em dois anos forem chamados 150 professores do último concurso, 150 salas serão ocupadas, diminuindo a demanda de salas para os professores adjuntos, que terão agora duas salas por professor para concorrerem. Cria-se assim um inchaço, que prejudicará todos, inclusive o orçamento da educação.É um projeto perigoso para todos, professores (independente do adjetivo utilizado), alunos, pais e população de uma forma geral. É dever de todos lutar contra este projeto, que visa a precarização não somente do professor adjunto, mas do Professor e da Educação Pública, cerne do desenvolvimento da sociedade.
COMISSÃO DE PROFESSORES DA REDE MUNICIPAL DE RIO CLARO.